Ceclin
mar 04, 2013 5 Comentários


COMPESA mantém contrato de 50 anos para explorar o abastecimento d’água e esgotamento sanitário da Vitória de Santo Antão

O Programa A Voz da Vitória estreou um novo espaço de debate na manhã desta segunda-feira (04), com uma hora e meia de duração (das 6h30 às 08h.), com notícias da região e o novo quadro “Começando o Expediente”, com o comentarista Elias Martins, que destacou o abastecimento de água em Vitória de Santo Antão, pela Rádio Tabocas FM (98,5), na apresentação do comunicador Lissandro Nascimento, de segunda à sexta-feira.

Elias Martins explorou o assunto de forma profunda, destacando os projetos intermináveis referentes a questão hídrica do município, assim como o antigo contrato assinado pelo ex-prefeito José Augusto Ferrer de Moraes, que pretendia fazer com que o líquido fosse um potencial da cidade, criando o Contrato de Concessão e Convênio de Cooperação, em 1972, onde duraria até 2022, ou seja, 50 anos para a Companhia de Saneamento de Pernambuco (COMPESA), possa explorar os serviços de abastecimento d’água e esgotamento sanitário. Isso implica dizer que a Compesa deveria desenvolver um projeto para fortalecer a abundância de água nas torneiras dos vitorienses, por muitos e muitos anos, porém hoje esse projeto encontra-se engessado e sem qualquer futuro desfecho.

Vitória de Santo Antão vive também com o nítido racionamento de água, pois segundo a OMS, são necessários cerca de 100 litros de água por pessoa no dia-a-dia, para satisfazer as necessidades de higiene e consumo, mas cada cidadão vitoriense vive com apenas 361 litros diários, ou seja, os 129.907 habitantes tentam dividir 12.990.700 litros por dia, e a Compesa só dispõe de 13.000 m³ à municipalidade.

Uma grande pergunta é quanto aos carros pipas, que mesmo sem a água estar presente no cotidiano local, estão abastecendo escolas e postos de saúde por contrato de terceiros. Incentivando a lucratividade neste tipo de serviço em detrimento do interesse social. Além das 13 subelevações do Projeto Alvorada (licitado na década de 1990), uma obra inacabada que precisa de 13 milhões de Reais para sua conclusão.

Tanto a Prefeitura da Vitória de Santo Antão, quanto a diretoria da Compesa, devem prestar esclarecimentos a sociedade sobre o precário abastecimento de água na cidade, além dos intermináveis projetos engavetados e as promessas do Poder Público para a solução do problema.

É gritante como a Compesa encara o Município. No Balancete oficial do órgão, Vitória aparece como a 11ª cidade em termos de maior receita no Estado, enquanto em termos de investimentos estamos no patamar de prioridade como a 41ª cidade na execução de obras da Companhia.