Ceclin
abr 18, 2012 0 Comentário


Comissão investiga invasão e derrubada de árvores em terreno da União, localizado em Glória do Goitá

Um grupo de trabalho começou a investigar a denúncia de que empresas teriam invadido, em Glória do Goitá, município do Agreste do Estado, um terreno do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Além de ocupar o terreno, segundo a Fundação Nacional do Pau-Brasil (FunBrasil), uma empresa do setor de peças de automóveis derrubou árvores nativas da região. Entre elas, cedro, ipê e o pau-brasil. A FunBrasil denunciou o caso ao Ministério na semana passada. E a Superintendência oficializou ontem a criação do grupo de trabalho.

A comissão é formado por três servidores da Superintendência. Um atua na área da engenharia civil, outro no setor de patrimônio, enquanto o terceiro conhece bem o terreno onde teria ocorrido a ocupação indevida. “O objetivo do grupo de trabalho é elaborar um relatório em caráter de urgência”, disse o chefe da divisão administrativa da Superintendência, Rodolfo Vasconcelos.

Pela gravidade da denúncia, o relatório pode ficar pronto ainda nesta semana. “Se verificarmos irregularidades, vamos acionar a Procuradoria Geral da União”, completou o Superintendente Regional Denildo Pereira de Lima.

O terreno em questão foi cedido em regime de comodato pelo governo Federal à Prefeitura de Glória de Goitá. O acordo termina em 2014.

Empresas derrubam árvores em terras da União

A Fundação Nacional do Pau-Brasil ameaça ingressar com uma ação no Ministério Público Federal contra empresas que estão invadindo áreas da União, em Glória do Goitá, na Mata Norte.

Em parte dessas terras, a fundação mantem um museu, uma trilha ecológica e um viveiro. Isso é possível graças a um convênio com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Dezenas de árvores – como pau-brasil, ipês e cedro – foram derrubadas recentemente por uma empresa do setor de peças de automóveis.

“Já denunciamos o caso ao Ministério da Agricultura. Como o governo ainda não se posicionou, estamos dispostos a solicitar a intervenção do Ministério Público”, disse a presidente da fundação, Ana Cristina Roldão.

A denúncia foi feito pela fundação na semana passada. Segundo Ana Cristina, a derrubada recente das árvores ocorreu depois de a empresa cercar um trecho da área da União. A fundação funciona em quatro de 78 hectares do Ministério da Agricultura.

No lugar, a instituição preserva a mata ciliar do Rio Salgado e produz entre 70 mil e 150 mil mudas de espécies nativas da região. As plantas cultivadas no viveiros são destinadas a programas de reflorestamento, como o feito na área em 1993.

Na época, a fundação plantou 2,7 mil mudas de pau-brasil em Glória do Goitá.

 com informações do Diario de Pernambuco