Ceclin
maio 16, 2011 1 Comentário


Começa nesta segunda Campanha de Doação de Órgãos em Pernambuco

Publicado em 16.05.2011


Do NE10



Iniciada nesta segunda-feira (16), a campanha estadual de incentivo à doação de órgãos tem como objetivo sensibilizar a sociedade sobre a importância do gesto. Atualmente, mais de três mil pessoas estão na lista de espera por um transplante em Pernambuco. A falta de doadores, muitas vezes, é fatal para esses pacientes. O principal alvo da sensibilização são os profissionais de saúde.
A programação segue com ações nesta terça-feira (17) nas academias da cidade dos bairros de Jardim São Paulo e Boa Viagem (2º Jardim), nas quais serão distribuídos panfletos da Campanha com orientações sobre a doação.
DOAÇÃO – Para se tornar um doador, é fundamental que a pessoa comunique à família este desejo pois, de acordo com a legislação dos transplantes no Brasil, a doação deverá ser consentida por um familiar de até 2º grau. Essa conversa é fundamental para subsidiar a decisão da família na hora de doar órgãos. A principal dificuldade para o aumento do número de doadores é, exatamente, o baixo nível de informação sobre o assunto.
DADOS – A Central de Transplantes de Pernambuco (CTPE) foi criada em dezembro de 1994, sendo pioneira no Norte e Nordeste. Desde então, até março de 2011, foram realizados 8.749 transplantes no Estado. Hoje, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, Pernambuco ocupa o 5º lugar no ranking nacional entre os estados transplantadores.
Apesar desse desempenho, o número de doações em relação a lista de espera ainda é insuficiente. A fila por um rim é a mais extensa, com mais de 1.600 pessoas. A lista de fígado, porém, com 164 pessoas, é a que mais preocupa os técnicos da CTPE, em razão da gravidade do estado dos pacientes. Além disso, há mais de 1.300 pernambucanos à espera de uma córnea e oito estão na fila por um coração.
De janeiro a março de 2011 foram realizados 214 transplantes em Pernambuco. Nos três primeiros meses deste ano, foram notificados 79 casos de morte encefálica no Estado, das quais apenas 24 (30,38%) se tornaram doadores.