Ceclin
mar 05, 2015 0 Comentário


Com previsão de chegar ao mercado em 2020, o 5G promete uma revolução na internet

20150305080102236152eUm futuro em que um segundo vai conter todas as informações da vida prática de uma pessoa não está tão longe assim. No World Mobile Congress, um dos eventos mais importantes de dispositivos móveis da Europa, várias discussões giram em torno da chegada da tecnologia 5G, o que deve acontecer em 2020. Com uma velocidade 100 vezes mais rápida que a atual 4G, a promessa é de que finalmente ferramentas com ares futurísticos, como as chamadas por hologramas, estarão disponíveis no mercado. Os custos para a operação da tecnologia são elevados. Só na União Europeia a expectativa é de desembolsar mais de US$ 780 milhões para implementar a rede nos próximos cinco anos.

Já na próxima Copa do Mundo, em 2018, a empresa Korean Telecom pretende fazer testes do uso de hologramas não apenas em chamadas telefônicas (será que ainda poderemos chamar assim?), mas também para o uso de aplicativos e da internet. No mundo 5G a transferência de dados pode chegar a até 10 gigabytes por segundo. Uma demonstração da Huawei simplifica esse dado: será possível baixar um filme de 6 gigabytes em apenas 7 segundos. No 4G (da Coreia do sul, não do Brasil) isso hoje leva cerca de sete minutos. Em laboratório, a Universidade de Surrey conseguiu a incrível velocidade de 1 terabyte por segundo – o que é basicamente todos os dados da vida de um usuário médio.

Em algumas apresentações na “cidade do futuro” do WMC dá para se ter uma ideia do que as metrópoles poderão se tornar em um futuro não muito distante. Realidade aumentada será usada nas escolas e em treinamentos, carros quase não precisarão do motorista para andar nas ruas. Eletrodomésticos serão conectados e trocarão informações entre si – a tal “internet das coisas”. O delay será peça de museu no mundo 5G: uma mensagem enviada será recebida em um milésimo de segundo.

O Brasil, porém, deverá acompanhar essa revolução do lado de fora por algum tempo. A tecnologia 4G, por exemplo, só deve se popularizar no final do próximo ano, quando estará em uso no país a banda de 700mHZ, que permite uma estrutura melhor para a transmissão de dados. Hoje, o país usa a frequência 600mhZ e apenas 41% dos usuários de telefonia celular têm acesso ao 4G.

“Um dos problemas que temos é a questão da instalação das antenas. Em outros países há antenas de celular em todos os cantos, mas no Brasil há uma resistência alegando motivos de saúde. Nenhum estudo comprova que há danos para o ser humano”, diz o responsável pela área de produtos da Samsung no Brasil, Roberto Sobbol. Nos testes da gigante sul-coreana o 5G atinge 7,5 gigabytes, usando uma frequência de 800Mhz. “Quanto mais alta, mais difícil é a frequência passar por paredes. Por isso, é necessário ter várias antenas próximas uma das outras”, continua Sobbol.

Perdas em movimento – Por conta da necessidade de mais antenas, a velocidade do 5G cai drasticamente quando o dispositivo está em movimento, como no caso de uma pessoa andando na rua com o celular. Na demonstração da Samsung, a velocidade fica em 1,2 gigabytes por segundo com o dispositivo em movimento. Na Nokia, a previsão inicial para o 5G é de que 95% dos usuários consigam uma velocidade de 1 gigabyte por segundo, desde que estejam até 120 metros de uma antena. Em mais de quatro anos de pesquisas, até o lançamento pode ser que tudo isso mude.

do Diário de Pernambuco