Ceclin
dez 24, 2008 0 Comentário


CIV investe R$ 216 mi para ampliar fábrica

Publicado em 24.12.2008

A Companhia Industrial de Vidros (CIV) – controlada pelo grupo pernambucano Cornélio Brennand – vai investir R$ 216 milhões na ampliação da fábrica de Vitória de Santo Antão, onde são produzidas embalagens e utensílios em vidro para o lar. Uma das estratégias do aumento de produção é atender ao pólo farmacoquímico de Goiana, com a fabricação de embalagens para medicamentos. A expansão vai abrir 420 novos postos de trabalho na indústria. O projeto foi aprovado ontem, durante a última reunião do Conselho de Desenvolvimento Industrial, Comercial e de Serviços (Condic) de 2008.

O presidente da CIV, Paulo Drummond, diz que a expansão vai mais que dobrar a capacidade de produção da unidade de Vitória, estimada hoje em 70 mil toneladas por ano. “O incremento nessa capacidade produtiva será de 110 mil toneladas e poderá representar um aumento de 30% no faturamento”, calcula. A expectativa é que a ampliação seja inaugurada no final de 2010. “Vamos negociar o fornecimento de produtos para empresas como Novartis, Hemobrás e União Química, que vão se instalar no pólo farmacoquímico”, adianta.

Hoje, a CIV emprega 1.400 pessoas nas suas fábricas do Recife e de Vitória. Com o investimento na unidade do interior, o atual quadro de 517 funcionários vai ganhar um reforço de mais 420 pessoas. “Essa ampliação poderia ter sido feita na unidade do Recife, mas optamos por Vitória numa tentativa de encampar o esforço do governo de Pernambuco em interiorizar o desenvolvimento”, destaca Drummond. Durante a reunião do Condic, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, fez questão de destacar que dos 58 projetos aprovados, 20 estão fora da Região Metropolitana do Recife.

O secretário disse que a aprovação de investimentos da ordem de R$ 585,7 milhões em implantação de novas indústrias e ampliação de parques fabris é uma demosntração de que o empresariado pernambucano está dando uma resposta positiva à crise financeira mundial. “O Estado deverá fechar o ano com uma taxa de 7% de crescimento do PIB e em 2009 também estamos confiantes que teremos um crescimento robusto”, aposta.

Além do projeto da CIV, outros grandes empreedimentos já anunciados foram confirmados na reunião do Condic, como a indústria paulista de massas e biscoitos Selmi (R$ 62,6 milhões e geração de 400 empregos), no Cabo e a Cemil (R$ 48,1 milhões e 142 empregos), em Caruaru.

Refinaria negocia já com Copergás
Publicado em 24.12.2008

A Companhia Pernambucana de Gás Natural (Copergás) vai ganhar um cliente de peso. A Refinaria Abreu e Lima, que começa a operar no segundo semestre de 2010 no Complexo de Suape, apresentou à empresa uma expectativa de potencial de consumo do energético para o empreendimento, que deve ficar na casa de 2,5 milhões de metros cúbicos por dia.

“O presidente da refinaria (Marcelino Guedes) participou de reunião conosco na semana passada e apresentou a demanda de gás para a unidade de refino”, diz o presidente da Copergás, Aldo Guedes. O executivo afirma que a necessidade da refinaria, além da possibilidade de duplicação da Termopernambuco e dos novos investimentos que estão se implantando no Estado vão reforçar o pleito da companhia junto à Petrobras para instalar em Pernambuco um terminal fixo de gás natural liquefeito (GNL).

Marcelino Guedes explica que, num primeiro momento, a refinaria vai precisar de um volume de gás natural de 500 mil m³ por dia para a partida da unidade. “Esse volume será necessário para os primeiros quatro meses. Depois, se houver disponibilidade vamos continuar consumindo gás. Caso contrário, a alternativa será queimar a nafta produzida na própria unidade de refino”, observa.

Hoje, a Copergás tem contratado com a Petrobras um volume fixo de 1,1 milhão de metros cúbicos por dia, além de um volume interruptível (que pode ser suprimido caso a estatal de petróleo precise do gás para atender às termelétricas) de 800 mil m³, que será disponibilizado gradualmente até 2012. Em junho deste ano, a Copergás assinou com a Petrobras um termo de compromisso onde estão estabelecidos esses volumes, mas o contrato definitivo ainda não foi assinado. “Nossa expectativa é que essa assinatura aconteça no início de janeiro”, acredita Aldo, frisando que faltam apenas ajustes.(Jornal do Commercio).

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