• Ceclin
ago 05, 2019 0 Comentário


Cirurgia plástica no Brasil, uma perspectiva

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Basta ver os números da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, ISAPS) para perceber que o número de cirurgias plásticas realizadas no Brasil não para de crescer, de forma consistente, ano após ano.

Durante o ano de 2017 foi registado um aumento de 5% no número de cirurgias realizadas no Brasil. Os números de cirurgias realizadas  colocam o Brasil no top mundial. Neste momento, o Brasil já superou o Japão ou que o México no número de procedimentos realizados.  Apenas os Estados Unidos da América fazem mais cirurgias plásticas que o Brasil.

Mas esta situação poderá se inverter, uma vez que o número se encontra em queda no caso americano. A manter-se estas tendências, o Brasil poderá ser o número um brevemente.

Segundo a ISAPS, em 2015 foram realizadas aproximadamente 21 milhões de procedimentos estéticos a nível mundial, sendo que no Brasil esses números rondam os 02 milhões.

O número de cirurgias plásticas tem crescido no Brasil, e a uma velocidade alarmante. Uma razão é a melhoria das técnicas, o maior acesso da população às cirurgias, e o aumento das opções. Existe por isso uma grande necessidade de verificar a credibilidade e profissionalismo das pessoas que realizam as cirurgias plásticas.

As nível das intervenções mais comuns no Brasil são, por ordem: Implante mamário (aumento de mama) 15,6%; Lipoaspiração (remoção de
tecido gordo) 14,6%; Cirurgia das Pálpebras 12,5%; Rinoplastia (correção ao nariz) 8,1%; Abdominoplastia (ajuste do abdômen) 7,5%; Elevação do mama (melhoramento da sustentação da mama) 1%; Enxerto de Gordura – Face 5,6%; Redução de Mama 4,5%; Facelift (eliminação das rugas faciais) 4,3%; Aumento de nádegas – transferência de gordura 3,1%.

Os dados também lançados de um estudo da ISAPS revelam que no Brasil há cada vez mais jovens menores a realizarem aumentos mamários.  Por exemplo, em 2016, cerca de 7% dessas cirurgias foram realizadas em jovens com menos de 18 anos. Isto coloca o Brasil na liderança no número absoluto de jovens que realizam aumentos mamários.

Este tipo de prática acaba gerando alguma polêmica e debate entre os especialistas da área. Muitos alegam que a realização de cirurgias plásticas em pessoas que ainda estão crescendo e se desenvolvendo é errado e não devia ser permitido. É aceite que aos 18 anos, o crescimento e desenvolvimento de um jovem está mais ou menos estabilizado, ainda que existe quem sofra alterações até aos 21 anos, dizem os especialistas da ISAPS.

Existem também os procedimentos não-cirúrgicos. Nestes, os mais populares continuam a ser os injetáveis como a Toxina Botulínica  vulgarmente conhecido por Botox), que, sem surpresa, ocupa o número um dos procedimentos não-cirúrgicos. Este tipo de prática continua também em aumento, tendo havido um acréscimo de 1% em relação ao ano anterior, figurando aproximadamente 5 milhões de procedimentos realizados no Brasil.

Considerando estes dados, é possível que estejamos a viver numa revolução estética no Brasil e no mundo. Podemos dizer que existem uma real possibilidade de o Brasil se tornar a capital do mundo para as cirurgias plásticas.