• Ceclin
out 30, 2012 1 Comentário


Cientista político vê vitórias localizadas

HELY: Eduardo está sendo falado nacionalmente

O debate das eleições de 2014 está entre os principais assuntos dos líderes nacionais dos partidos que mais cresceram no pleito deste ano. PMDB, PSDB, PT e PSB devem articular nos próximos meses suas possíveis coligações para a próxima corrida eleitoral.

Para o cientista político Hely Ferreira, cada partido cresceu ao seu modo, conseguindo importantes vitórias nas eleições. “Cada um tem seu cres­cimento diferenciado: o PT conseguiu sair vencedor do principal colégio eleitoral do País (São Paulo); o PSDB conseguiu vencer em algumas cidades importantes como Maceió e Manaus; o PMDB tem o maior número de prefeituras; e o PSB também teve um crescimento significativo, principalmente em Fortaleza, onde venceu uma briga com o PT”, analisou o sociólogo, durante entrevista à Rádio Folha FM 96,7, ontem.

Sobre a possível ruptura do governador Eduardo Campos (PSB) com o PT para concorrer às eleições presidenciais, o cientista político acredita que o socialista deve ser um dos postulantes ao pleito, independente da relação que terá com os petistas nos próximos anos. “Não acho que ele (Eduardo Campos) pode ser chamado somente de um líder político local. Ele está sendo falado nacionalmente. Acredito também que a oposição tenha que mostrar soluções, e o governador pode mostrar falhas que nenhum outro aliado teria coragem de apontar e no momento que as ideias do PSB criar um mal-estar pode haver um rompimento entre os partidos”, avaliou.

Ao contrário do que muitos analistas afirmam, Hely Ferreira comenta que Fernando Haddad (PT), vencedor das eleições do município de São Paulo, não surgiu do nada para concorrer ao pleito.

“O problema é que as pessoas pensam que o candidato do PT tem que ser militante esquerdista, sindicalista, mas o partido está mudando de perfil, já perdeu essa cara faz tempo”, comentou Hely. Em relação à vitória de Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM) em Salvador (BA), Hely comentou que o democrata ganhou o pleito mais pela representatividade de sua família do que pela importância partidária. “O DEM ganhou uma sobrevida com a vitória de ACM Neto, mas é preciso analisar também a influência familiar na sua vitória em Salvador”, ressaltou.