Ceclin
maio 10, 2018 0 Comentário


CHÃ GRANDE: Novos exames alegam que mulher perdeu movimento de perna por conta de hérnia, e não injeção

Marli Gouveia afirma que não consegue caminhar e que precisa da ajuda de parentes até para tomar banho. Foto: Cortesia

Marli Gouveia afirma que não consegue caminhar e que precisa da ajuda de parentes até para tomar banho. Foto: Cortesia

DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Publicado em: 10/05/2018

O caso da cozinheira que teria perdido o movimento parcial de uma perna após a uma injeção de dipirona em Chã Grande, na Zona da Mata de Pernambuco, foi investigado pela Secretaria de Saúde do Município. A partir de novos exames, foi constatado pela equipe médica do Hospital Geral Alfredo Alves de Lima que a Marli Gouveia, de 34 anos, está em uma crise de hérnia de disco.

O resultado das novas avaliações contraria os laudos médicos que a família alega ter recebido de unidades de saúde em que a cozinheira esteve após ter recebido alta médica do Hospital por continuar sentindo dor. Neles, segundo parentes de Marli, constavam suspeitas de inflamação no nervo ciático.

A sobrinha que acompanhou a cozinheira durante todos os atendimentos, Fabiana Gomes, informou que a cozinheira está internada no Hospital Agamenon Magalhães e que está aguardando avaliação de um neurocirurgião. O intuito dessa nova avaliação é entender o que ocasionou o deslocamento de um dos discos da vértebra.

“O que sabemos é que ela deu entrada no hospital com febre, dor de cabeça e a garganta, em um quadro viral, e saiu com a perna esquerda sem mexer direito”, reforça. Caso o neurocirurgião avalie que o quadro é grave, Marli será transferida para o Hospital da Restauração ou para o Pelópidas Silveira para realizar um procedimento cirúrgico.

Relembre o caso

A cozinheira Marli Gouveia teria dado entrada no Hospital de Chã grande no dia 23 de abril, com um quadro viral, com febre e dor na garganta. O médico havia passado uma injeção de dipirona, que foi aplicado no glúteo. No momento da aplicação, Marli disse ter sentido que algo estava errado. “No momento em que ela me deu a injeção senti o líquido sair do glúteo para a panturrilha. Era um ardor muito grande e eu avisei a enfermeira, mas ela disse que era normal sentir dor com dipirona”, explicou, alegando que a dor era tão forte que não conseguia ficar de pé. Para tomar banho, ela precisava contar com ajuda de parentes e estava usando fraldas descaráveis por não conseguir se levantar da cama.

Fabiana afirma que no sábado a tia já não conseguia mais andar e que teria retornado ao Hospital de Chã Grande para uma nova consulta. Ela passou por diversos hospitais para ter um novo diagnóstico e tentar solucionar o problema. Todas as unidades de saúde afirmaram que o nervo ciático havia sido atingido pela injeção.

Marli teria retornado ao Hospital de Chã Grande, na madrugada da última quarta-feira (2) e os médicos plantonistas, segundo Fabiana, teriam visto um edema e apontaram que o nervo ciático realmente tinha sido afetado. “Realizaram um raio-x na minha tia e depois liberaram ela, porque não acusou nada nas imagens. Ela ainda está tomando os medicamentos que os médicos de um dos hospitais que passamos mandou, pra aliviar as dores”, conclui.