Ceclin
out 03, 2008 0 Comentário


CFN queria área para serviços da Transnordestina

A Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) informou, via assessoria de imprensa, que pediu a inventariança da extinta Rede Ferroviária Federal S. A. (RFFSA) para que o terreno – que está indo a leilão – servisse de apoio às obras da Ferrovia Transnordestina, que terá uma extensão de mais de 1.730 quilômetros e vai sair da cidade de Eliseu Martins, no Piauí, indo até os portos de Pecém, no Ceará, e de Suape, no Litoral Sul do Estado. A inventariança é o grupo que faz o levantamento dos bens de uma empresa antes que os seus bens sejam vendidos para pagar as dívidas, incluindo as trabalhistas.
A ferrovia custará R$ 5,4 bilhões e só tem um trecho de 96 quilômetros em construção, que foi iniciado há mais de dois anos e ainda não está concluído. Grande parte dos recursos que será empregado no projeto é público.
Ainda segundo a CFN, foram enviadas várias cartas à inventariança solicitando a alteração da situação do terreno para operacional, para que a área pudesse ser usada pela empresa, mas a companhia não obteve resposta.
A intenção da empresa era usar o terreno para realizar no local a solda de trilhos, a fabricação de dormentes, a recomposição dos trens, entre outros serviços. A empresa informou também que está tentando reverter a situação junto às pessoas que estão fazendo o inventário da RFFSA.
A CFN ganhou a concessão para operar a estrutura da Malha Nordeste, a parte operacional da antiga Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) que operava no Nordeste, numa área que começava em Sergipe e vai até a cidade de São Luís, no Maranhão. A CFN assumiu a concessão em 1998, quando a Malha Nordeste foi a leilão. (Jornal do Commercio).