Ceclin
mar 13, 2009 1 Comentário


Centro das Mulheres realiza 1ª Audiência Pública em Vitória

Realizou-se na tarde da quarta-feira (11) na Câmara de Vereadores da Vitória de Santo Antão com o aval do Centro das Mulheres da Vitória de Santo Antão a primeira Audiência Pública para debater sobre os Direitos Humanos das Mulheres. Com a Casa Diogo de Braga lotada foi registrada a presença de convidados que representavam as principais entidades da Vitória de Santo Antão.

Fizeram-se presentes representantes do Projeto Educar, Projeto Recriar, Sindicato dos Trabalhadores Rurais da Vitória, representantes dos Centos das Mulheres de Pombos, Gloria do Goitá, Lagoa do Carro, Carpina, Condado, Feira Nova, COMDICA, Alunas do curso de Pedagogia da FAINTVISA, Rádio Tabocas FM, Blog A Voz da Vitória, Conselho Tutelar.
O governo Municipal se fez presente com a participação de representantes da Secretaria de Obras do Município, Secretaria de Cultura e Turismo, Secretaria da Mulher, Secretaria de Desenvolvimento Social.

Para a abertura da programação foi composta a Mesa de trabalhos com as seguintes pessoas:
Maria José de Santana do Centro das Mulheres da Vitória, Elisete do Centro das Mulheres de Pombos, Elisângela Martins do Centro das Mulheres de Glória do Goitá, Ivônia Cabral do Centro das Mulheres Empreendedoras da Vitöria de Santo Antão, Socorro Santos Centro das Mulheres, Ana Carla da Secretaria Especial da Mulher da Vitória de Santo Antão, Carmem Lúcia representando o Prefeito Elias Alves de Lira, Ana Paula Portela, representante do Fórum das Mulheres de Pernambuco e da equipe do SOS Corpo, Elisete do Centro das Mulheres de Pombos, Valdete da Gerência Estadual de Combate a Violência Contra a Mulher.

Dado início as atividades, tivemos os relatos das representantes dos Centros das Mulheres da região, começando por Maria José de Santana falando oficialmente pelo instituição local, lembrando o seu 21º aniversário que ocorreu no último dia 07 de Março – véspera do Dia Internacional da Mulher. “Estamos comemorando 21 anos de atividade em Vitória de Santo Antão, quando começamos o projeto enfrentamos muitas dificuldades e a principal foi o preconceito e o machismo da sociedade, falta de recursos públicos que nos faz trabalhar sempre no limite” – o orçamento votado no ano passado pela Câmara de Vereadores para 2009 foi de R$ 51.000,00 (cinqüenta e um mil reais) que o próprio vereador Novo da Banca em uma breve passagem pelo evento reconheceu ser absurdamente pouco e prometeu tentar melhorar – “após todos esses anos de luta e de endereços incertos hoje contamos com nossa sede e estamos realizando nossos anseios que é educar e preparar nossas mulheres para ter uma vida digna de amor, respeito e convivência com nossa sociedade. Não queremos competir ou ser melhor que os homens apenas queremos respeito e o espaço na sociedade que é nosso direito”. Continuando: “Esses 21 anos de luta nos tornou forte para seguir em frente e abrir nossos caminhos com garra e determinação”.

Em seguida Ana Paula Portela e Valdete apresentaram gráficos e Históricos relatando os índices de violência contra a mulher no Estado de Pernambuco ressaltando que Vitória de Santo Antão está entre as cinco didades de interior que mais comete violência contra a mulher e que precisa com urgência de delegacias e ou centros de apoio para a proteção da mulher.

Finalizando a Audiência Elizete do Centro das Mulheres de Pombos falou da parceria com a cidade da Vitória que torna os dois Centros irmãos e ainda leu a Carta Pública das Prioridades e Necessidades das Mulheres da Zona da Mata Norte e Centro.
Redigida pela Rede em Defesa dos Direitos Humanos das Mulheres da Zona da Mata Norte e Centro, entidade fundada em 20 de março de 2004.
A carta tem como pauta a reivindicação de direitos básicos que nem sempre são respeitados como:
Proteção das autoridades contra preconceitos, rede de hospitais especializados em saúde da mulher, creches em período integral para as mães que trabalham, abrigos paras adolescentes vítimas de abusos, direitos trabalhista para as mulheres do campo, aposentadorias para as donas de casa e principalmente combate ostensivo para o fim da violência contra a mulher.





Por Orlando Leite