Ceclin
jul 01, 2010 0 Comentário


Centro da Sadia opera em agosto

Unidade de distribuição armazenará até 3,2 mil toneladas/mês

AUGUSTO LEITE

Pouco mais de um ano depois de inaugurar a primeira fábrica no Nordeste, a Sadia vai dar o pontapé operacional no Centro de Distribuição (CD) no dia 1º de agosto.

Localizado na mesma planta da unidade fabril, em Vitória de Santo Antão, o CD terá capacidade para armazenar 3,2 mil toneladas por mês, número seis vezes maior do que a atual condição recifense, que acontece de maneira terceirizada. Dos R$ 338 milhões investidos na indústria, cerca de R$ 60 milhões foram destinados ao CD. Agora, será possível atingir o nível máximo de produção, estimado em dez mil toneladas/mês. Hoje, o potencial está em 60%.

De acordo com o gerente do Setor Logístico da unidade, Fábio Artifon, a nova estocagem acarretará no melhor atendimento aos clientes. “Temos produtos que são fabricados no Sul e, quando querem comprar, nós não temos por aqui. Até existe um nível de serviço aceitável, mas não é o que a gente busca. O mercado ainda é escasso na Região”, analisou.
O CD será capaz de atender todo o Nordeste. Outros centros estão instalados em Salvador e em Fortaleza, mas a capacidade não chega nem perto da pernambucana, beirando as duas mil toneladas/mês.

Quando se pensa em um CD, o que vem na cabeça é apenas uma espécie de galpão para armazenar os produtos. Mas, no caso de itens resfriados, a situação não é tão simples.
Por isso a lacuna aproximada de um ano entre a inauguração da fábrica – que teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em março do ano passado – e o início da operação distributiva. “Para se ter uma ideia, a temperatura nesses locais chega a -20ºC”.

Fábrica pode ser ampliada no segundo semestre

GÓIS (D) entregou homenagem a Antônio Monteiro

Existe a chance de a Sadia anunciar, no segundo semestre, uma ampliação para a fábrica de Vitória de Santo Antão. Por questões burocráticas, que incluem a disputa por benefícios fiscais, o gerente de Vendas da Regional Norte/Nordeste, Antônio Monteiro, não pode dar maiores detalhes sobre a expansão. Ontem, o executivo recebeu das mãos do gerente Comercial e Industrial da Folha de Pernambuco, José Américo Góis, uma placa do Caxangá Ágape.
A homenagem foi referente aos 66 anos da Sadia. A unidade da marca em Pernambuco produz a linha de linguiça, salsichas e mortadelas. Este último item tem uma versão exclusiva para o mercado local.

“É cada vez mais natural que as empresas apostem em produtos regionais. Estamos produzindo a mortadela pernambucana. Mas já vimos esse tipo de ação com a Kraft Foods, a Nestlé e a Unilever”, disse Antônio Monteiro. Para a Copa do Mundo, a Sadia ainda promoveu uma edição limitada de sete produtos, baseados nas culturas de alguns dos países postulantes ao título. Sobre a homenagem, o gerente de Vendas da Filial Recife, Adeíldo Aquino, enalteceu todo o ciclo da empresa ao longo dos anos e dedicou o prêmio aos cerca de 60 mil funcionários do grupo no País.

Atualmente, a Sadia abriga 500 toneladas de seus produtos, em Pernambuco, no Frigoserv, que fica nas proximidades do Ceasa, no Curado. Outro entrave para que o CD comece os trabalhos é a aquisição dos equipamentos. Até o piso possui uma composição especial. Enquanto os paineis frigoríficos têm origem pernambucana, os mecanismos de refrigeração, por exemplo, precisam vir de São Paulo.

(Folha de Pernambuco).