• Ceclin
ago 18, 2015 0 Comentário


CEAM explica: Como desenvolver a linguagem oral nas crianças

linguagem-oral-infantilNa pretensão em abordar assuntos especiais que envolvam a educação infanto-juvenil, o Blog A Voz da Vitória retrata quanto ao aparecimento da linguagem oral na vida das crianças, sem dúvida um marco muito importante para  elas e para seus pais. Buscamos junto ao Centro Especializado em Apoio Multidisciplinar (CEAM), em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, subsídios para esta temática. O CEAM é composto por competentes profissionais que têm o seu trabalho exclusivamente voltado para aquelas crianças, jovens e adultos que têm dificuldades no processo de ensino-aprendizagem.

annePara a Fonoaudióloga Anne Karenina Bittencourt, acredita ser importante conhecermos o que é normal e o que foge ao padrão no desenvolvimento da linguagem, pois esse conhecimento nos ajudará a entender quando devemos nos preocupar, e se a criança está apresentando um desenvolvimento adequado.

A profissional do CEAM destaca uma espécie de cronograma da fala e da linguagem da criança, a saber:

·     Até 1 ano

– Nos 6  primeiros meses o bebê emite vocalizações e sons roucos, produzidos e moldados apenas na garganta;

– Dos 6 a 8 meses apresenta balbucios repetitivos e imitam a entonação do adulto. Vale aqui deixar um exemplo clássico! Quando cantamos aquela cantiga do a a- a- a- á para embalar o sono dos pequenos. Então, neste período eles começam a reproduzir com o mesmo ritmo ou entonação, fazendo praticamente um coro com os pais. A música é  a- a –a- á;

– Geralmente com 1 ano a criança fala as primeiras palavras com significado. Pode falar algumas palavras além de  “mamã” e “papá”, imita palavras familiares, compreende ordens simples. Ela também reconhece as palavras como símbolos para objetos.

·    Entre 1 e 2 anos:

– Aos 18 meses, a criança pode apresentar um vocabulário com 50 palavras.

– Entre 18 e 24 meses seu vocabulário aumenta e se aproxima de 200 palavras; Combina duas palavras; Imita o som de animais; Aponta figuras de um livro quando nomeadas; Segue comandos simples.

·    Entre 2 e 3 anos:

Fala frases curtas, de 3 a 4 palavras; Dá nome a figuras e objetos comuns; Identifica partes do corpo; Combina nomes e verbos; Conversa com outras crianças assim como com adultos; Gosta de ouvir a mesma história várias vezes. Ah! É nesta fase que eles repetem tudo, por isso muito cuidado no que fala perto dos pequenos.

“Entendemos que cada criança tem um tempo para se desenvolver, e isso atinge a linguagem. Mas, podemos tomar por base o cronograma acima para nos nortearmos. Não se preocupe se esta não for a cópia fiel da fala do seu filho. No entanto, se a fala dele estiver muito diferente do que foi citado, talvez seja a hora de procurar avaliação ou ajuda!”, sugere Anne Karenina.

Fica a pergunta: O que realmente indica o atraso no desenvolvimento da linguagem? O atraso de linguagem é caracterizado pela ausência ou retardo no surgimento da linguagem oral, na idade em que isto normalmente ocorre.

O atraso de linguagem ocorre por diversos fatores, como: 

·         Perda Auditiva: a criança precisa ouvir a linguagem oral dos adultos, de outras crianças e até mesmo sua própria voz para que sua linguagem se desenvolva;

·         Autismo: uma das características mais marcantes do espectro autista é a ausência ou atraso da linguagem oral;

·         Atraso mental e/ou psicomotor;

·         Superproteção: quando os pais adiantam a vontade da criança e por causa disso ela não sente necessidade de falar;

·         A falta de estímulos adequados;

·         Meio sócio-afetivo desfavorável.

“Querida mamãe, eu acredito que a melhor medicina é a preventiva! Não acha?”, indaga a Fonoaudióloga. Então, dicas básicas de como estimular a linguagem das nossas crianças podem prevenir este tipo de atraso. Podemos destacar algumas:

·      – Nomeie objetos, partes do corpo. Você pode aproveitar a hora do banho. Ex: “Vamos lavar o cabelo”, “o pé ainda está sujo”.

·      – Use uma linguagem clara, e de preferência sem diminutivos. Eu sei! Não é fácil falar com crianças sem usar diminutivos! Mas, existem outras formas de demonstrar carinho através da fala, como a mudança na entonação ou até mesmo no timbre da voz quando falamos com os pequenos!

·    – Apresente para seu filho texturas diferentes, coloque literalmente a “mão na massa”, na areia… Diga para ele que determinada textura é grossa, fria, gelada, áspera…

·     – Brincar é uma excelente oportunidade de estimular a linguagem. A criança se desenvolve através do lúdico. Não perca a oportunidade de voltar ao mundo das bonecas, princesas e dos príncipes. Que tal pular corda, brincar de esconde-esconde ou de cabana?

·      – Não preencha todos os espaços vazios, ou seja, espere para ver e ouvir o que sua criança tem a dizer, mesmo que algumas vezes seja apenas: “GUGU DADÁ”.

·      – Dê um significado a fala da criança. Se ela disser: “Pa”,  fale pra ela: “O papai já vem” ou “A pá está suja”. Ela precisa entender que a fala tem um significado.

·      – Conte histórias, leia livros, cante, pinte ou desenhe.

·      – Converse com seu filho, de preferência olhando em seus olhos. Ah! E quanto mais afeto melhor, pesquisas já comprovaram que a boa relação afetivo-emocional entre mãe e criança propicia um desenvolvimento de linguagem muito satisfatório.

“Queridas, espero que o Senhor nos ajude na nossa caminhada. Que Ele nos conceda força e graça para criar e estimular nossos filhos da melhor forma possível!”. Um abraço afetuoso, Anne Karenina Bittencourt. 

 

CEAM VITORIASERVIÇO

Centro Especializado em Apoio Multidisciplinar (CEAM)

Praça da Matriz da Vitória de Santo Antão/PE

Telefones: (81) 3526.4904 / 98686.4707 (Oi) / 97914.8887 (Tim) no horário comercial.