Ceclin
jan 26, 2010 1 Comentário


Cavalo de Asunción


por Hely Ferreira *

Costuma-se dizer que há alguns assuntos que não se discute, dentre eles o futebol. Entretanto, difícil é alguém ficar sem emitir opinião, principalmente vivendo em um país como o Brasil, onde o futebol é tido como uma paixão nacional.

Com o início do Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão de 2009, o glorioso Clube Náutico Capibaribe figurava entre os primeiros colocados. Bastou outras equipes se recomporem para uma velha sina do Náutico se fazer presente. Os resultados começaram a ser adversos para a equipe de Rosa e Silva e o desespero voltou a fazer parte da agenda alvirrubra. Só mesmo um ingênuo para acreditar que o Náutico estaria entre os primeiros colocados do Campeonato Brasileiro. A Batalha dos Aflitos continua, aliás, desde que acompanho futebol; tudo o que for de conquista para o Náutico é sempre recheado de muito sofrimento.

A subida do Náutico para o chamado grupo de elite do futebol brasileiro foi mesmo um pesadelo constante, vez que, durante os três anos, a sua permanência era sempre questionável. Alguns argumentam que o problema está na questão orçamentária.
Bem sabemos que não é só o futebol que precisa de grandes investimentos, mas de que adianta ter um bom orçamento sem um planejamento, pois Havaí e Barueri não dispõem de recursos como o Hexa pernambucano e nem por isso fizeram uma campanha medíocre como a do Náutico.

Sei que muitos não gostaram quando o Náutico foi chamado de Cavalo do Paraguai, porém, a afirmação não era fruto do acaso e, sim, uma reação compreensível em face do comportamento do time durante o campeonato.

Estamos iniciando um novo ano e com ele o desafio de voltar ao grupo especial. Não acredito que ocorra, mas estarei torcendo para que eu esteja errado. Nunca é demais lembrar as palavras do Aderval Barros: “o impossível com o Náutico acontece” (inclusive aquilo que o Brasil ainda não logrou alcançar).

Hexa é luxo.


por Hely Ferreira,
Cientista político.