Ceclin
abr 29, 2011 0 Comentário


Catende serviria para que?

da Coluna JC NEGÓCIOS



Com todo o respeito que merecem as famílias que hoje sofrem com a crise da Usina Catende, mas será uma enorme surpresa para todo o mercado e para os acionistas da empresa se a Petrobras se interessar pelo que sobrou do que o coronel Antônio Ferreira da Costa Azevedo, o “tenente”, fez na década de 40 e 50, quando ela era a maior e melhor usina da América Latina.
O título, aliás, só serve hoje como referência histórica, já que a produção, não da usina, mas do setor no Nordeste, caminha para complementar a atual produção nacional. Os números mudaram de ordem de grandeza tão altos que não faz qualquer sentido uma companhia como a Petrobras operar Catende.
Salvo por uma decisão pessoal da presidente Dilma, com um carimbo de “cumpra-se”, não se deve pensar nisso. A empresa estaria mais disposta a incluir a usina num de seus programas sociais. E só.
Catende hoje tem dificuldades até de ter gente para tocar o campo. Os jovens estão sendo contratados pelo setor da construção civil e por Suape. É compressível a articulação de Eduardo Campos (pelo que seu avô fez em Catende), mas ele sabe que o que se desenha para lá não passa pela Petrobras dona da usina. Mas ao governador também cabe fomentar a esperança.



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