Ceclin
set 03, 2008 2 Comentários


Candidatos a prefeito não estão sabendo aproveitar o Guia

O Guia Eleitoral nas emissoras de rádio dos candidatos a Prefeitura Municipal da Vitória de Sto. Antão desta quarta-feira (03) só valeu a pena escutá-lo por conta da metralhadora de Cristiano Pilako (PTB), porque o resto foi “uma vaselina”. O Guia do candidato Elias Lira (DEM) foi até propositivo, porém dito pela boca dos outros.

Agora, o empresário Cristiano Pilako tem sido o único candidato até agora que não tem medo de provocar o povo. Com a sua já revelada metralhadora de questionamentos ele procurou falar sério: “Venho me preparando há muito tempo para ser prefeito de Vitória”, explicou. Questionando o alto volume de recursos federais, estadual e dos impostos local que a Prefeitura arrecada mensalmente, ele considerou que um gestor competente e sério não permitiria deixar a cidade em um nível de desenvolvimento tão tacanho, completando: “Os recursos são muitos, porém os gestores desta cidade não pensam no futuro. A cidade não sabe para onde está indo com estes despreparados”, alfinetou Pilako.
“Meus amigos de Vitória, não é só na hora de administrar que Aglaílson e Elias são iguais”, provocou o petebista.
“Zé Coroné (sic) manda fechar a televisão com medo de perder o poder e impede o cumprimento da Constituição para deixar de exibir o Guia Eleitoral. Eles só oferecem como debate de campanha as palhaçadas para o povo, que já está cansado”, refletiu Cristiano Pilako. “Essa é a hora de cobrarmos um projeto para Vitória”, convocou.
Acusando DEDÉ e Elias Lira de se negarem a fazer debate o candidato do PTB desafiou: “Vamos discutir com a população o melhor para esta cidade. Desafio Elias Lira marcar um debate na Vitória FM, que é a rádio de sua propriedade, já que a TV do Zé Coroné não deixa”, provocou.

“No programa de governo de Elias Lira não consta nada a respeito da Feira Livre no centro comercial de Vitória, por que será? Isso é um desrespeito aos feirantes e ao meu amigo Régis do Amendoim”, pontuou. Citando também a escola técnica fechada instalada na CAGEP que segundo ele, o prefeito Dedé não colocou para funcionar.
“Esses dois candidatos a prefeito não tem conteúdo, são despreparados e descompromissados. Vamos fazer o debate. Eu os desafio”, disse contundente.

Sem a participação oral do candidato a prefeito Elias Lira (DEM), quem falou no Guia dele foi Aderval Barros, o locutor oficial. Ele declarou que a Sadia se instalou em Vitória de Sto. Antão por conta dos estudos técnicos da empresa e pelas condições favoráveis de infra-estrutura de nossa cidade. “A Sadia veio para cá não foi pra ser bonzinho com o prefeito não”, disse.
Tentando abrir o debate metralhador, Aderval perguntou: “Dedé falando de capacitação dos trabalhadores? Ora! Não há nenhuma capacitação nestes oito anos de governo, sobretudo para os jovens”, salientou.
Falando da escola inaugurada e não aberta na CAGEP ele acusou dizendo que aquele é um instrumento de cabide de empregos: “Tem muitos cargos comissionados alí e ninguém ver uma alma viva trabalhando naquele lugar”. “É muita cara de pau. Tem que ter muito óleo de peroba para a cara desses homens”, sugeriu o locutor do Guia de Elias Lira.
Para completar a acusação eles exibiram entrevistas com moradores da área do bairro do Maués onde está situado a CAGEP-Escola Técnica e os moradores disseram: “A única vez que vi isto aberto foi na época da enchente (2005) onde o povo que tiveram suas casas destruídas vieram para esse prédio”. Perguntado a quanto tempo aquela placa da Escola estava alí pendurada um dos moradores afirmou: “Acho que aproximadamente dois anos”.
Falando de suas propostas de capacitação para a mão de obra jovem propuseram cursos técnicos e melhoria do desempenho escolar com ações pedagógicas, fixação do jovem rural no campo com suporte técnico em parceria com a Esc. Agrotécnica Federal. Secretaria da Juventude. Bibliotecas e espaços de cultura, etc.
Encerrando trazendo uma série de pancadas nas condições urbanas do bairro do Lídia Queiroz. Do modo como falaram parecia “um estado de guerra urbana” naquele bairro.
Citaram que entre os anos do governo de Elias Lira (1993 a 1996) Vitória havia arrecadado sem ter o Fundef e SUS o valor de R$ 34 milhões. Já o Governo atual explicou que entre (2005 a 2008) a arrecadação do Município já chegou a R$ 300 milhões. “Essa é a diferença”, concluiu o locutor. Finalizando com o questionamento de vários jovens.

P: OS GUIAS dos candidatos Gilvan Contador (PDT) e DEDÈ (PSB) foram repetidos com edições anteriores.

por Lissandro Nascimento.

Leia a matéria sobre a posição do autor neste Link: http://avozdavitoria.blogspot.com/2008/07/posio-dos-editores-deste-blog.html