Ceclin
mar 30, 2009 0 Comentário


Campanha alerta para tuberculose

O Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+) realiza atividades em hospitais, esta semana, chamando atenção para os perigos da doença

No ano passado, o Ministério da Saúde registrou 4.200 casos de tuberculose em Pernambuco, com 370 mortes. O número coloca o Estado no terceiro lugar do País em incidência da doença. São 47 casos por 100 mil habitantes, quando a média nacional é de 38 por 100 mil habitantes. Para combater o problema, o Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+) levará a campanha Tuberculose e aids, você precisa saber! ao Hospital da Clínicas (HC) da Universidade Federal de Pernambuco, amanhã, e ao Hospital Correia Picanço, na terça-feira.

As atividades no HC, localizado na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife, começam às 13h, com distribuição de material informativo, oficinas e palestras educativas sobre a tuberculose em portadores de HIV/aids. “Criamos um cordel para divulgar o assunto, por ser uma forma mais fácil de passar as informações para o público”, diz Cristiane Prudenciano, coordenadora de Programas e Projetos do GTP+, organização não governamental criada em 2000 para atuar na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e da aids.

Segundo ela, foram confeccionados três mil cordéis. “A tuberculose, normalmente, é a primeira doença oportunista em pacientes de HIV/aids, por isso juntamos os dois temas”, justifica. Cristiane Prudenciano acrescenta que a tuberculose tem cura, se descoberta logo após a manifestação dos primeiros sintomas: tosse por mais de três semanas, suor no fim da tarde, febre e falta de apetite. “Recomendamos que qualquer pessoa nessa situação procure um posto de saúde para fazer o exame do escarro.”

O tratamento, com remédios de via oral, demora seis meses. “Infelizmente, nem todo paciente que começa o tratamento vai até o fim”, lamenta. Pernambuco é o segundo Estado brasileiro com maior taxa de mortalidade em decorrência da tuberculose. Na terça-feira o GTP+ estará no ambulatório do Hospital Correia Picanço, na Tamarineira, Zona Norte do Recife, às 15h30, para uma roda de diálogo sobre as duas doenças.

“É importante para o portador de HIV/aids fazer o exame do escarro”, reforça Cristiane Prudenciano. As ações da campanha, com apoio do Projeto Fundo Global Tuberculose Brasil, tiveram início na segunda-feira da semana passada.
(Jornal do Commercio).