Ceclin
set 22, 2011 7 Comentários


Câmara de Moreno aprova contas do prefeito. Oposição protesta

com informações do Portal Leo & Cia.

A Câmara Municipal de Moreno aprovou hoje, por seis votos a cinco os pareceres das contas do prefeito Edvard Bernado (PMDB), que foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). O resultado da votação não foi aceito pela bancada da oposição. Após o empate de cinco a cinco, o presidente da Casa, vereador Pedro Mesquita (PMDB), teria votado novamente, alegando que a segunda vez se tratava do voto do presidente. O TCE, no entanto, recomenda dois terços para a aprovação, o que seria um placar de sete a cinco votos.

Após o resultado, o presidente encerrou a sessão e mandou desligar o som e as luzes do plenário. Revoltada, a oposição realizou um protesto na frente do prédio, enquanto o prefeito fez uma pequena carreata com seus correligionários pelas ruas da cidade. Além do resultado, os opositores se queixam que o prefeito enviou seus cargos comissionados para lotar a plateia da sessão, fazendo com que não restassem lugares para a população acompanhar a votação.

A primeira reunião que poderia definir o futuro do prefeito Edvard Bernardo (PMDB) foi esvaziada na última terça-feira, em um claro objetivo de reverter a possível rejeição das contas 2006 da Prefeitura Municipal. Apenas metade dos vereadores estava presente no plenário, quando seria apreciado o parecer da Comissão de Finanças sobre o relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que reprova as contas da Prefeitura.

Sem muito o que fazer, já que o presidente Pedro Mesquita (PMDB) tinha pedido vistas ao parecer e até então não tinha devolvido o documento, os cinco parlamentares presentes (Adimilson Barbosa, Ubirajara Paz, Professor Joaquim, Manoel Bizarro e Givaldo Gonçalo) usaram a tribuna para se queixar da manobra que tenta adiar o inevitável: a reprovação das contas.

O mais contundente foi o petista Ubirajara, que chegou a pedir sua renúncia. “No seu lugar prefeito, eu já teria entregado o cargo!” exclamou. O Professor Joaquim explicou que com as contas reprovadas, o prefeito poderá ser cassado. “Após a votação, o presidente da Casa deverá enviar o processo para o Ministério Público. Mas qualquer cidadão poderá dar entrada no pedido de cassação por conta dessa reprovação” disse Joaquim.

Todos os que estavam presentes nessa primeira reunião já tinham deixaram claro sua opinião: de votar pela reprovação. O último a tornar público seu voto foi Adimilson Barbosa. “Eu tinha que ler todo o documento para chegar uma conclusão. E com o que vi ali, não poderia ser diferente”, disse o vereador. Para que o texto, que rejeita as contas 2006 da PMM, fosse aprovado, seria necessário pelo menos 2/3 de votos a favor, ou seja, sete vereadores.