Ceclin
set 22, 2008 4 Comentários


Briga de deputados em Vitória

Publicado em 22.09.2008
A campanha municipal em Vitória de Santo Antão (Mata Norte) esquentou de vez no fim de semana, com uma demonstração explícita da rivalidade entre dois grupos políticos. No sábado, os deputados estaduais Henrique Queiroz (PR) e Aglailson Júnior (PSB) – filho do ex-prefeito José Aglailson – trocaram tapas em uma rua da cidade.
Embora seja primo de Aglailson, Henrique Queiroz apóia a candidatura do também deputado estadual Elias Lira (DEM) à Prefeitura de Vitória, que tem como vice o filho de Queiroz. Aglailson defende a candidatura de Demétrius Lisboa, Dedé (PSB). Os dois líderes vêm travando uma disputa acirrada e já haviam tido outros atritos antes. No sábado, as militâncias se encontraram nas ruas e os dois parlamentares terminaram indo às vias de fato. “O problema é que ele (Queiroz) é um mal caráter”, afirmou Aglailson, ontem, ao Blog de Jamildo. Os dois deputados prestaram queixa na delegacia de polícia de Vitória, mas Aglailson informou que vai pedir hoje proteção de vida à Secretaria de Defesa Social. O socialista disse, ainda, que vê necessidade de convocar o Ministério Público e as forças federais para garantir a segurança na eleição, devido ao clima de acirramento no município.

“Ele (Queiroz) está com raiva porque vai perder a eleição. Ele queria que eu e meu pai dessemos apoio para a sua candidatura a prefeito, dizendo que era a sua vez. Então, colocou o filho dele para ser o vice do DEM, de Elias Lira, e está com um ódio mortal da gente”, disse Aglailson ao blog. “Eles querem ganhar na violência. Do jeito que estão fazendo, vai haver morte. Eles estão dando tapa na cara de gente nossa aqui”, frisou.
Pouco antes das agressões, Henrique Queiroz havia procurado a reportagem do JC para informar que militantes de Elias Lira haviam sido intimidados por empregados de Aglailson Júnior.

Segundo Queiroz, policiais à paisana – fora de serviço – teriam sacado armas contra um grupo de militantes, ameaçando atirar. Ele disse ter reconhecido algumas pessoas, por isso afirmou se tratar de policiais fazendo trabalho extra. “E se não fossem policiais, pior, seriam pistoleiros, porque estavam armados”, concluiu.
Já na versão de Aglailson, segundo ele contou ao Blog de Jamildo, a confusão começou quando ele, que estava a caminho da sua fazenda, foi avisado que Queiroz estaria retirando material da campanha do adversário, com a ajuda de militantes. Então voltou ao centro para averiguar, em companhia dos três filhos, de 13, 14 e 16 anos. “Esses são meus capangas. Já meu pistoleiro é Deus”, ironizou. (Jornal do Commercio).