Ceclin
mar 18, 2016 0 Comentário


BR-232, uma rodovia retalhada, velha e escura. Cuidado se for pegar a estrada na Semana Santa

Buracos na BR 232 Foto Pedro Silva A Voz da Vitória Notícias

Buracos na BR 232 redobra  atenção dos motoristas. Foto: Pedro Silva / Blog A Voz da Vitória

Uma rodovia retalhada, velha e gasta. Sem sinalização e escura onde deveria ser iluminada. Essa é a atual situação da BR-232, rodovia duplicada há dez anos ao custo de R$ 460 milhões do governo de Pernambuco. Eixo troncal da rota da Semana Santa e dos espetáculos da Paixão de Cristo, que começam nesta sexta-feira (18/3), em Fazenda Nova, no Agreste, a rodovia exige muita atenção do motorista. Não está tão degradada como no ano passado, é verdade. Digamos que está menos ruim. Se percebe que tem recebido manutenção. Mas boa, não está. Por isso, o condutor não deve subestimar o perigo, mesmo se tratando de uma rodovia duplicada.

Para quem vai até o teatro ao ar livre de Nova Jerusalém, em Fazenda Nova, a BR-232 é a que merece mais atenção, até porque, dos 180 quilômetros que separam o Recife de Fazenda Nova, 134 são na rodovia Luiz Gonzaga, como foi batizada nos tempos de sucesso. Os buracos que a reportagem encontrou em 2015, também na época que antecede a Semana Santa, foram fechados com o improviso da operação tapa-buraco. A velha prática de jogar o asfalto sobre as placas de concreto se oficializou na rodovia, comprometendo a qualidade da circulação. Em muitas situações, a impressão é aquela conhecida dos motoristas pernambucanos de, ao andar numa estrada, pensa estar numa montanha russa. Nos perímetros urbanos, a rodovia também tem problemas com a iluminação. Em Vitória de Santo Antão, Bezerros e, principalmente, em Gravatá, a escuridão predomina.  A capinação vem sendo feita pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE).

E o sentimento do cidadão se confirma na prática. Percebe-se que a 232 está sendo mantida a duras penas. É apenas uma arrumação para que a situação não desande de vez. Até porque a solução definitiva, apontada pelo próprio governo estadual, seria a restauração da BR, ou seja, refazê-la. Na verdade, o governo de Pernambuco vinha tentando viabilizar o restauro, orçado, por baixo, ainda em 2015, em R$ 200 milhões – quase metade do valor gasto para duplicá-la. Mas o problema saiu das mãos do Estado para o governo federal, que incluiu a rodovia num pacote de possíveis concessões públicas, com a intenção de pedagiá-la.

“Estamos com um contrato de conservação desde o ano passado para manter a rodovia trafegável. Temos gasto entre R$ 5 e R$ 6 milhões por ano. Com a decisão da União, deixamos de lado o projeto de restauração, cuja elaboração estávamos tentando viabilizar. Agora, vamos esperar”, explicou o diretor de operações e obras do DER-PE, Silvano José.

Buracos na BR 232 Foto Pedro Silva A Voz da Vitória

 

 

Jornal do Commercio