Ceclin
abr 29, 2009 2 Comentários


BB anuncia adesão ao Minha casa, minha vida

Banco do Brasil confirma investimento de R$ 500 milhões no programa habitacional

Brasília – O novo presidente do Banco do Brasil (BB), Aldemir Bendine, anunciou ontem que a instituição vai aderir ao programa do governo federal de financiamento habitacional Minha casa, minha vida com investimento inicial de R$ 500 milhões. Segundo ele, esses recursos serão oriundos da carteira do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço e podem, eventualmente, ser reforçados, caso haja necessidade, até mesmo por fontes próprias de financiamento. Bendine informou que a instituição estará apta a operar no programa em 60 dias.

Ele disse que na próxima semana o banco fechará acordo com a construtora Cyrela para o financiamento da construção de 500 casas, destinadas à baixa renda, na cidade de Sorocaba (SP). Essa linha de crédito tem valor de R$ 20 milhões. “Os recursos serão destinados ao financiamento da construtora”, explicou.
Bendine também adiantou que amanhã o banco anunciará uma nova linha de crédito para o financiamento de eletrodomésticos da linha branca que tiveram o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido recentemente – é o caso de fogões, geladeiras e lavadoras. O Crédito Direto ao Consumidor (CDC) será destinado aos clientes da instituição e terá juros a partir de 1,99% ao mês. A linha terá prazo de até 60 meses e haverá carência para o primeiro pagamento de até 180 dias. Esse crédito será oferecido via 18 grandes varejistas, que já fecharam acordo com o Banco do Brasil.

Pressão – Bendine negou, por diversas vezes, que exista algum tipo de pressão política para que o banco público reduza a diferença entre o custo pago pela instituição para captar recursos e o juro que é cobrado dos clientes, o chamando spread bancário, bem como nos juros cobrados aos consumidores.
Segundo ele, não há qualquer “compromisso formal de gestão” com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para a redução dos spreads cobrados pelo Banco do Brasil. “Não existe compromisso formal de gestão. O compromisso que tenho com o ministro (Mantega) é para destravar o crédito com a oferta de recursos em velocidade maior”, disse.”Não me sinto pressionado. Essas são decisões técnicas tomadas por um colegiado com base em estudos”, explicou.

Quando foi anunciada a substituição do então presidente do BB Antônio Francisco de Lima Neto por Bendine, no início deste mês, Mantega afirmou, na apresentação do nome do novo presidente, que havia um “contrato de gestão” do executivo que previa, entre outros itens, o aumento da oferta de crédito e a maior concorrência entre as instituições bancárias.
Apesar de rechaçar qualquer pressão, Bendine defende que a redução dos spreads bancários é “uma questão dada”. “Não é só o BB que vai vivenciar isso (queda do spread), mas todo o sistema financeiro. O spread é composto por uma série de fatores, inclusive a (taxa básica de juros) Selic. Se essa taxa cai, o spread cai para se adequar”, disse sem fazer prognóstico para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a atualização da Selic, prevista para ser anunciada hoje.

(Diário de Pernambuco).

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