Ceclin
nov 29, 2008 2 Comentários


Assembléia segue o ritmo da continuidade

Publicado em 29.11.2008

Jorge Cavalcanti
Na atual década, apenas dois homens tiveram o privilégio de sentar na cadeira de presidente da Assembléia Legislativa. Após seis anos do ex-deputado Romário Dias – hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) – no cargo mais importante politicamente da mesa diretora da Casa, agora é a vez do deputado Guilherme Uchoa (PDT) concluir um biênio e ser reconduzido para outro. Já na primeira-secretaria, João Fernando Coutinho (PSB) também pode ter o prazer de ser o segundo homem à frente do cofre do Legislativo em dez anos. Desde que derrote Aglaílson Júnior (PSB) na disputa. Os dois registraram candidatura e estão na disputa. De 2001 a 2006, João Negromonte – falecido dia 16 deste mês – ocupou o cargo.
A eleição para a mesa diretora será marcada para as 15h da próxima segunda-feira. Para a composição dos cinco demais cargos, os parlamentares chegaram a um consenso. Ficou definido que será Izaías Régis (PTB) para a 1ª vice-presidência, Antônio Moraes (PSDB) para a 2ª vice-presidência, Sebastião Rufino (DEM) para a segunda-secretaria, André Campos (PT) para a terceira-secretaria e Manoel Ferreira (PR) para a quarta-secretaria. De acordo com o regimento da Assembléia, qualquer parlamentar pode disputar um dos sete cargos, desde que se inscreva até às 12h do dia do pleito. Para ser eleito, é necessário conquistar, pelo menos, 25 dos 49 parlamentares. O voto é secreto. Mas a avaliação dos deputados é que, exceto para a primeira-secretaria, não haverá bate-chapa.
MOVIMENTAÇÃO
João Fernando Coutinho realizou, ontem (28), um almoço para os colegas de plenário, em um restaurante em Boa Viagem, com um objetivo de demonstrar força política para a eleição da mesa. O encontro reuniu 26 deputados. O primeiro-secretário acredita, porém, ter a simpatia de outros sete colegas. Ciente de que o voto secreto possibilita várias “traições” em plenário, ele afirma que a presença no almoço não pode ser interpretada como “um voto certo na urna”, mas avalia que é uma “tendência”.
O almoço de João Fernando não fez Aglaílson desistir do cargo. Ele sempre reafirma que se mantém candidato e argumenta que tem um ofício – assinado pela líder do PSB na Casa, Carla Lapa – que o indica como candidato oficial. Um grupo de deputados ficou encarregado de tentar convencer Aglaílson a sair da briga, mas ele alegou que – do ponto de vista político – não poderia recuar, como fez em na última eleição da mesa.
O desentendimento no PSB fez alguns parlamentares – apelidados de G-20, em referência aos países emergentes e desenvolvidos – ensaiar uma “terceira via”. O nome seria o de André Campos (PT). Mas a tese não conseguiu se viabilizar na Casa e a maioria passou a apoiar João Fernando.
(Jornal do Commercio).