• Ceclin
dez 29, 2019 0 Comentário


Aprenda a minimizar o impacto dos fogos nos pets

O comportamento seguinte do animal é uma incógnita, visto que as reações provocadas dependem da personalidade de cada mascote. Foto: Arquivo/A Voz da Vitória

O comportamento seguinte do animal é uma incógnita, visto que as reações provocadas dependem da personalidade de cada mascote. Foto: Arquivo/A Voz da Vitória

Fogos de artifício em comemorações de fim de ano são tradição em diversos locais do mundo. Se por um lado alguns humanos consideram o barulho do estouro empolgante, o brilho intenso das cores encantador e a magnitude da explosão extraordinária, para os animais de estimação, os fogos podem representar verdadeiros momentos de terror.

A audição dos cães capta sons além da capacidade humana. Enquanto o ser humano identifica frequências entre 16 e 20 mil hertz, o cachorro pode ouvir entre 10 e 40 mil hertz. Por isso, durante a queima de fogos, é comum que os pets se assustem com o estrondo descomedido. O comportamento seguinte do animal é uma incógnita, visto que as reações provocadas dependem da personalidade de cada mascote.

Segundo a médica veterinária Kássia Vieira, deixar o animal sozinho nesta época do ano oferece riscos à saúde física e mental do pet. Isso se dá pelo fato de ele não compreender o porquê do barulho intenso, o que pode gerar um distúrbio nos mecanismos fisiológicos do bichinho. Por isso, é importante que o tutor tenha um contato de emergência de alguma clínica veterinária de confiança que funcione 24h.

A comunicóloga Carina Vasconcelos, de 29 anos, conta que, desde que Luke, o cachorro dela, nasceu, há quatro anos, enfrenta dificuldades nesta época do ano. De acordo com Carina, o cão “entra em pânico” no momento da queima de fogos e, por vezes, tem crises de convulsão por causa do estresse exagerado.

Para controlar a situação, a tutora buscou atendimento veterinário para o animal e constatou que a melhor escolha, para o caso dele, é medicamento calmante. Além disso, ela acrescentou que o cachorro, quando escuta um som muito alto, tende a correr para um” local seguro e fechado”, a fim de se proteger.

“A gente entende que se trata mesmo de um pânico. Então, quando ele se assusta, procuramos sempre mantê-lo por perto, em um lugar mais silencioso e isolado”, diz Carina. Na avaliação dela, é interessante agir normalmente nessas situações, pois, dessa forma, o animal vai entender que não se trata de uma situação ruim, nem de perigo.

Gatos

Entre os felinos, as reações são, de certo modo, diferente das dos cães. Segundo a presidente do Clube do Gato, Cecília Prado, de 35 anos, a melhor alternativa é deixar o gatinho em um local com possibilidade de esconderijo. Ou seja, recomenda-se que o animal esteja em um ambiente conhecido por ele e que sirva de toca. Ela diz ainda que não aconselha que o gato seja levado do local em que vive para outro lugar, pois, diferentemente dos cachorros, eles pouco se adaptam a ambientes novos.

No momento em que os fogos de artifício estouram, o animal precisa se sentir protegido. Por isso, é importante que o tutor faça, por todo o tempo, companhia ao pet e, se possível, coloque-o dentro de casa, em um cômodo isolado do barulho. Outra alternativa é tentar distrair o bichinho com atividades interativas e brincadeiras que o cativem.

Terapia

O processo de dessensibilização é também importante para o bem-estar do pet nessa época do ano. Esta atividade consiste em trabalhar, rotineiramente, maneiras de desassociar imagens ruins da mente do animal. Isto é, apresentar para o pet sons gravados de ruídos e mostrar que o barulho não representa um risco à vida dele.

Além disso, o comportamento aflito e desesperado dos tutores pode piorar o ato reacional do cão ou do gato. Por isso, é preferível que a família mantenha as atividades normalmente para que o animal não note diferença no ambiente.

Contudo, caso os sintomas reacionais ultrapassem o susto, é aconselhado que o tutor leve o animal ao veterinário para que ele seja orientado de forma correta.

Diário de Pernambuco