Ceclin
jul 09, 2020 0 Comentário


Aprenda a investir em Dólar

O investidor pode tentar lucrar com a valorização do dólar investindo seu dinheiro em papel-moeda. Foto: Pexels

O ano de 2020 está sendo marcado pela crise sanitária provocada pelo novo coronavírus e também por uma forte retração na economia dos países.

Nesse contexto, o real, a moeda brasileira, tem perdido cada vez mais força em relação à principal moeda do Mundo: o Dólar. Mesmo considerando que os Estados Unidos (EUA) também estejam sendo impactados pela pandemia.

Assim, o investidor brasileiro que a cada mês vê uma valorização maior da moeda americana em relação ao Real, pode e deve estar pensando de que maneira é possível ter resultados financeiros investindo em dólar.

A boa notícia é que existem investimentos atrelados a essa moeda, tanto no Brasil quanto fora dele.

Papel-moeda
O investidor pode tentar lucrar com a valorização do dólar investindo seu dinheiro em papel-moeda.

Essa é, aliás, a maneira mais comum de se fazer isso. A compra de papel-moeda pode ser feita em casas de câmbio especializadas nesse tipo de troca.

O problema geralmente está na rentabilidade final do investidor, uma vez que existem taxas elevadas no processo.

As casas de câmbio costumam cobrar valores significativos com os chamados spreads, que é a diferença entre as taxas de compra e de venda, encarecendo a operação. E existem ainda cobranças como o IOF, por exemplo.

Na prática, a compra de papel-moeda pode ser interessante não para investimentos, mas sim para a resolução de problemas pontuais como o pagamento de compromissos com o papel-moeda.

Fundos cambiais
Pensando na lógica do mercado de investimentos, fundos já são mais interessantes do que a negociação de papel-moeda.

Isso porque os fundos cambiais precisam destinar parte de seu patrimônio a ativos relacionados a moeda estrangeira.

Dessa forma, quando o fundo é montado de maneira a se aproximar do comportamento do dólar oficial, faz com que apresente resultados mais significativos do que a compra de papel-moeda.

Como existem limites de aplicação por CPF na compra de papel-moeda, investir em fundos de investimentos representa uma maneira de investir até mais em comparação com a solução anterior, pois trata-se de algo que não apresenta limites de operação.

Outro diferencial nesse tipo de solução está no gerenciamento do fundo. Para investir basta comprar cotas em corretoras de valores – como a Genial Investimentos – e transferir a responsabilidade sobre a gestão do fundo para um profissional especializado.

Mercado futuro
Dentro do ambiente da Bolsa de Valores também é possível investir em dólar negociando derivativos como os contratos futuros de dólar.

Esses contratos nada mais são do que a sinalização de compra de uma commoditie na B3.

Assim, o investidor faz um contrato de compra ou venda de dólar por valores e datas predeterminadas. Desta forma, no vencimento, terá o direito de fazer a negociação, independentemente da cotação da moeda naquele momento.

Esse tipo de operação em renda variável não envolve taxas tão elevadas quanto a compra de papel-moeda e taxas de administração como as que são comuns em fundos cambiais.

Entretanto, exige a ação mais direta do investidor nos processos, além de um bom conhecimento a respeito da questão cambial para enxergar a valorização ou desvalorização da moeda estrangeira capaz de trazer lucro.

Exchange Traded Fund
O chamado ETF é outro tipo de fundo que permite resultados em função da alta do dólar. Seu diferencial é seguir determinado tipo de índice.

Esse índice pode se dedicar ao mercado nacional ou internacional, o que, neste caso, permite ao investidor ter acesso a ativos que geram resultados em dólar.

O ETF é negociado na Bolsa e costuma trazer bons resultados para quem pretende associar os investimentos a empresas estrangeiras de protagonismo nas principais Bolsas de Valores do mundo.

Como exemplo estão os ETF’s que permitem exposição a índices como o S&P 500, tido como um dos mais importantes dos EUA.

Brazilian Depositary Receipts
Títulos com lastro em ações de organizações estrangeiras, os BDR’s são ativos que aplicam o dinheiro dos investidores em papéis de empresas que atuam fora do Brasil.

Toda essa operação é realizada na B3 e permite acesso a companhias de grande porte. Como se trata de um tipo de fundo de investimento, o BDR coloca essas empresas dentro de um conjunto de investimentos no qual essa participação é minoritária.

Por lei, fundos multimercado dessa natureza podem ter até 20% de patrimônio composto por ativos de origem internacional. Isso não impede uma boa gestão de compor a carteira com empresas líderes em seu segmento e que trazem resultados em dólar.