Ceclin
ago 19, 2009 0 Comentário


ANP e Civil discutem sobre preços cobrados

O aumento do preço do gás nas últimas semanas – saindo de uma média de R$ 33 para R$ 38 – gerou uma grande insatisfação e, por conseguinte, diversas denúncias contra o que seria uma “cartelização” em torno do produto.
Além disso, as delegacias especializadas do Consumidor e de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária já apuravam há cerca de um ano acusações de comércio ilegal neste setor.

Em função dessas duas questões, a Polícia Civil de Pernambuco, em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizou uma reunião para tratar do assunto.
Participaram da audiência a diretoria do Sindicato dos Revendedores de Gás (Sinregás-PE) e membros das principais distribuidoras do Estado.

A principal alegação para a inflação no preço é o combate aos clandestinos, que representavam 70% da venda dos revendedores e, consequentemente, dos distribuidores. “Os clandestinos faziam o trabalho de transporte do botijão de gás. As revendedoras agora passam a ter mais esse custo”, afirmou o delegado Roberto Wanderlei. “Sobre a uniformização dos preços cobrados, verificamos que isso começou a ocorrer após o veto aos clandestinos. Mas eles alegam que o valor é próximo porque o gás é uma commodity e, como tal, só é repassada pela Petrobras”.
O próximo passo da polícia é enviar um relatório da investigação ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) informando sobre os resultados obtidos. Ficará a critério do órgão decidir se aprofundará uma investigação ou até sugerir a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para evitar que ocorram irregularidades.
(Folha de Pernambuco).