Ceclin
abr 30, 2015 0 Comentário


Anísio e Edilson disputam segundo turno da UFPE

Anísio Brasileiro ficou em primeiro lugar, com 44% dos votos totais Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem

Anísio Brasileiro ficou em primeiro lugar, com 44% dos votos totais – Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem

JC Online

A eleição para os cargos de reitor e vice-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) será decidida em segundo turno, previsto para ocorrer no próximo dia 13/05. Até a 0h desta quinta-feira (31), 95% das urnas haviam sido apuradas e o atual reitor Anísio Brasileiro ficou em 1º lugar, com pouco mais de 44% dos votos. Para sair vencedor no primeiro turno, ele precisaria ter conquistado 50% dos votos válidos mais um. No novo pleito, Anísio concorrerá com o educador físico e ex-pró-reitor de Extensão Edilson Fernandes, que possuía, no mesmo horário, quase 23% dos votos totais.

Essa foi uma das eleições mais acirradas da universidade. Com quase metade dos votos, Anísio, que tem como vice Florisbela Campos, disse estar confiante para o segundo turno. “Tivemos uma vitória expressiva hoje, numa eleição com cinco candidatos. Houve um amplo reconhecimento da comunidade universitária do nosso trabalho”.

Edilson, que integra a chapa com a professora Luciana Cramer, também comemorou os resultados. “Nossa expectativa é das melhores. Historicamente, a UFPE nunca teve segundo turno. A comunidade vai avaliar as propostas, verificar quem tem as melhores condições para conduzir a universidade nos próximos quatro anos”, disse. Entre professores e alunos da instituição, a expectativa em relação à eleição também é grande. Entre eles é unanimidade o desejo por melhorias profundas na universidade.

“Espero que o futuro reitor melhore as condições estruturais dos prédios da universidade. Mas, principalmente, desejo que os horários de aula sejam flexibilizados. Ainda não consegui me formar porque não há turma de engenharia civil em horário noturno. Como preciso trabalhar, acabo perdendo muitas disciplinas”, conta o estudante Samuel Cavalcanti.

Para o professor de geologia Gorki Mariano, um dos maiores problemas da universidade é a burocracia. “A UFPE é muito burocrática. Tudo é muito centralizado. É preciso agilizar os processos para a universidade ficar mais funcional. A infra-estrutura também é precária. Para se ter uma ideia, o elevador da direção do CTG (Centro de Tecnologia e Geociências) não funciona há uma semana e os banheiros estão em péssimas condições. Infelizmente, os candidatos tiveram pouco tempo para divulgar suas propostas”, disse.