Ceclin
set 09, 2008 3 Comentários


Analfabetismo persiste no Brasil

JULIANA ARETAKIS

O Dia Internacional da Alfabetização foi comemorado ontem (08), pela Organização das Nações Unidas (ONU). Mas o analfabetismo brasileiro ainda é um persistente problema para grande parte da sociedade. Segundo análise da ONU, o analfabeto brasileiro é, em sua maioria, nordestino, negro, de baixa renda e com idade entre 40 e 45 anos. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo IBGE, em 2006, aponta que 10,38% da população se declara analfabeta absoluta. O percentual representa 14,3 milhões de brasileiros. Nas zonas rurais, os dados do programa Educação para Todos, da Unesco, revelam que o índice dobra, chegando a 25%.
Em Pernambuco, o cenário não é diferente. Segundo dados do último PNAD realizado em 2005 no Estado, a taxa de analfabetismo de pessoas com mais de 50 anos de idade é de 41%. O menor índice é registrado na faixa etária entre 15 e 19 anos, com 5,3%. De acordo com os dados do censo escolar, também de 2005, a taxa de evasão escolar vem aumentando ao longo dos anos, registrando em 2005 um índice de 8,5% no ensino fundamental e 9,5% no ensino médio. Os números do abandono escolar em 2005 também são maiores no ensino médio, com 20,28% contra 12,13% do fundamental.
Este ano, as escolas da rede pública do Estado matricularam 924 mil alunos. De acordo com o censo de 2005, o Estado tem atualmente 930 analfabetos. No Recife, existe o programa Brasil Alfabetizado que já conseguiu alfabetizar, entre 2003 a 2007, aproximadamente 30 mil pessoas.
A professora de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa do Centro de Educação da UFPE, Cátia Melo, acredita que, para combater o problema e reverter os índices é preciso investir mais nos docentes. “O primeiro passo é o investimento na formação de professores. Mesmo que haja desinteresse por parte dos alunos, cabe a nós como escola e instituição despertar essa vontade”, afirmou. (Folha de Pernambuco).