Ceclin
set 16, 2021 0 Comentário


AMAVISA diz que árvores da Av. Mariana Amália são inadequadas

Pela verificação existem 73 árvores de 7 diferentes espécies plantadas na Av. Mariana Amália. Foto: Djalma Andrade/Drone

AMAVISA divulga estudo sobre as árvores em via central de Vitória de Santo Antão

A Agência Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (AMAVISA) da Prefeitura da Vitória de Santo Antão divulgou na manhã da quarta-feira (15.09), o primeiro levantamento que vem desenvolvendo sobre a situação das árvores no Município. Neste momento inicial, os técnicos da Agência se debruçaram em desenvolver um levantamento arbóreo da Avenida Mariana Amália, uma das mais importantes do Centro da cidade.

Pela verificação existem 73 árvores de 7 diferentes espécies plantadas na Mariana Amália. A artéria central da cidade liga à Avenida Henrique de Holanda (antigo trecho não duplicado da BR-232), que dá acesso ao CAV-UFPE, até o Parque de Eventos Otoni Rodrigues, passando pelos Correios, três agências bancárias e diversos estabelecimentos comerciais da cidade. Cada mão (lado do trânsito) da avenida tem cerca de 700 metros e a via é dividida por um canteiro central, onde estão as plantas.

Mais de 70% das árvores são de uma única espécie, a Ficus benjamina, conhecida popularmente apenas com Ficus. São 52 exemplares no total. O estudo apontou ainda a presença de 7 Espirradeiras, 5 Hibiscos, 4 Palmeiras leque, 3 Paudarquinhos, 2 Videiras de borracha e 1 Palmeira manila. Para além da quantidade, o tipo das árvores demonstra uma falta de planejamento quando da plantação dessas espécies. É que, apesar de popular, o fícus é uma árvore originária da Malásia, com uso recomendado para decoração de ambientes internos.

“Esses fícus estão em cima de um canal e as raízes dessas árvores se muito desenvolvidas provocam grandes danos às estruturas e tubulações subterrâneas. Como em baixo é muito úmido por causa do canal da Avenida Mariana Amália, essas raízes vão sempre danificar as tubulações e provocar problemas significativos para tráfego de carros e pedestres, precisando frequentemente realizar intervenções e reparos quebrando a rua para consertos”, explicou o presidente da Amavisa, o biólogo Péricles Tavares.

A espécie tem, inclusive, o plantio proibido em municípios como Maringá, no Paraná, e Ilhéus, na Bahia. No Recife é proibido o plantio desde 2010. A Lei municipal Nº 8.596, também proíbe o plantio da espécie em Belém, no Pará. Em Araguari, interior de Minas Gerais, além do plantio ser proibido desde 2013, a lei municipal lei 5259/2013 exige o corte de todos as árvores Ficus e a substituição por árvores de outras espécies nativas do Brasil.

“A Ficus poderia ser usada em áreas descampadas e em parques, por exemplo, mas além de causar muitos danos a infraestrutura das cidades, é também um perigo para nossas espécies nativas”, explicou a fiscal ambiental da Amavisa, Stella Barros que complementou, “é igual ao pedido dos cortes que os moradores encaminham pra gente, o pessoal plantou na frente de casa e nos quintais sem planejamento e as raízes vão em busca da umidade, danificando as calçadas e as cisternas da casas”, conclui a ambientalista.

Com esse resultado desse estudo, o prefeito Paulo Roberto (MDB) estuda medidas legais, junto com a Câmara de Vereadores para frear o plantio dessa espécie daninha e agressora ao meio ambiente e a cidade.