Ceclin
out 18, 2021 0 Comentário


Plantando e colhendo alimentos, MST tenta diminuir a fome

Movimento trabalha em seus assentamentos para realizar a doação de toneladas de alimentos para as comunidades mais carentes de Pernambuco

A fome cresce no Brasil em meio à pandemia da Covid-19, com mais da metade da população vivendo a insegurança alimentar, sem ter acesso pleno e permanente a alimentos. Segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), são mais de 19 milhões de brasileiros passando fome atualmente.

Na tentativa de diminuir a fome e possibilitar que moradores das comunidades mais carentes de Pernambuco recebam alimentos, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) iniciou, em março de 2020, vários projetos como o “Marmitas Solidárias”  e o “Roçado Solidário”, sendo este último responsável pelas plantações dos alimentos que são distribuídos para a Rede de Bancos Populares de Alimentos que tem dezenas de bancos descentralizados.

Assentamento Che Guevara, em Moreno, Região Metropolitana do Recife. Foto: Rafael Bandeira/LeiaJá Imagens

Nova remessa

Na manhã da quinta-feira (14.10), como parte da Jornada Nacional de Soberania Alimentar, os movimentos populares que integram a Via Campesina fizeram a doação de 10 toneladas de alimentos produzidos nos assentamentos e acampamentos da reforma agrária para 19 bancos populares espalhados no Grande Recife.

Vani Souza, integrante do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), afirmou que “nós temos como proposta mudar esse cenário. Não vamos permitir, num País com terras agricultáveis, de camponeses e camponesas, ver 20 milhões de pessoas passando fome por um projeto de morte do capitalismo, do agronegócio e de Bolsonaro”.

Jaime Amorim, que integra a Direção Nacional do MST e da coordenação da Via Campesina Internacional revelou que “não basta ter segurança alimentar, fazer com que o alimento chegue a todas as partes do mundo. É necessário que ele seja saudável, tenha boa relação com o meio ambiente, que as pessoas sejam respeitadas, que quem produz alimentos tenha direitos. A soberania alimentar é um princípio da vida componesa”, detalha.