• Ceclin
set 16, 2008 5 Comentários


Alerta para a escalada da violência na campanha

O crescimento da violência vinculada ao cenário eleitoral foi objeto de vários pronunciamentos no plenário da Assembléia Legislativa na tarde desta segunda-feira (15) e todos pediram ação efetiva do Governo do Estado para prevenir maiores problemas a repetição de tristes cenas. O primeiro a abordar do assunto foi o deputado Pedro Eurico (PSDB). Ele denunciou agressões em Palmares (zona da Mata Sul) e citou dois filhos do prefeito Enoelino Magalhães: Enoelino Lyra Filho e Noé Duarte que teriam impedido uma panfletagem no centro da cidade de militantes do adversário, o candidato a prefeito Beto da Usina.
Segundo Eurico, também sofreu agressões o advogado Emanuel Messias da Silveira. “Quero dizer que não faço política em Palmares e que lá meu partido apóia a reeleição de Enoelino, mas não posso silenciar depois de saber do ocorrido, a situação merece atenção especial do Governo”, alertou. Pedro Eurico acrescentou que, em Olinda (onde é candidato a vice-prefeito ao lado de Jacilda Urquisa, do PMDB), “apesar da forma de fazer política do PCdoB, em nada a situação parece com aquela de Palmares, onde impera a lei da violência”.
Já o deputado Aglaílson Júnior (PSB) falou da violência política em Feira Nova (Mata Norte). O deputado informou que ocorreu um assassinato, sábado passado, a poucos metros de um palanque em que discursava a candidata a prefeita Marileide Chaves e que, dias atrás, por pouco ela não foi atingida no rosto por uma pedra, também num comício em que saiu ferido no rosto o candidato a vereador Antão Celestino. “Pedimos providências ao Governo do Estado e à Secretaria de Defesa Social, porque a situação é grave”, disse.
A deputada Terezinha Nunes (PSDB) comentou os incidentes ocorridos dia 7 de setembro, nas proximidades da Avenida Conde da Boa Vista, centro do Recife, na marcha popular Grito dos Excluídos. Houve confronto com a Polícia Militar, numa ação que a parlamentar classsificou de truculenta “O Conselho Estadual de Direitos Humanos lançou um manifesto de repúdio para todo o País diante de uma ação que jamais poderia se esperar de um Governo que se diz de esquerda. O fato é que não há diálogo e se tenta criminalizar os movimentos populares”, criticou a deputada, acrescentando que os médicos também protestam contra a falta de diálogo até em instâncias internacionais. (Blog do Magno).