• Ceclin
dez 01, 2012 0 Comentário


Água Preta terá que realizar nova eleição

No município de Água Preta, o juiz da 38ª Zona Eleitoral, Carlos Eugênio de Castro Montenegro, decidiu anular a eleição majoritária deste ano. Na disputa, o candidato Armando Souto (PDT) teve a maior quantidade de votos, com 8.764, o que representa 52% do total. Em segundo lugar, ficou o atual prefeito, Eduardo Coutinho (PSB), com 7.776 votos ou 46,80%, e Tibério de Dito (PV) obteve 74 votos, representando 0,45% dos votos. Contudo, o pedetista teve a candidatura indeferida e os votos anulados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já que sua convenção foi invalidada pelo partido, que se juntou à coligação de Coutinho. Com isso, o socialista acabou ficando com 99,06% dos votos válidos.

Para a advogada do atual prefeito, Micaela Ferreira, não é descartada a possibilidade de uma nova eleição, mas a decisão ainda depende de uma definição do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Micaela ressalta que mesmo havendo uma nova eleição, o candidato pedetista não poderia disputar, visto que ele teria dado causa à nulidade. Além disso, Solto ainda teria que arcar com os custos da nova disputa.

“No caso de uma nova eleição, que a gente não sabe se terá ou não a certeza que a gente tem é que Armando não pode ser candidato. Isso está no artigo 219, parágrafo único do Código Eleitoral: quem deu causa à nulidade não pode se beneficiar dela”, explicou a advogada.

Por outro lado, Armando Souto diz que deverá, sim, ser candidato na nova eleição. “Não tem nada a ver o que ela está dizendo, não. Eu só não poderia ser candidato se o partido não me desse o direito de ser candidato”, disse. “O responsável seria Eduardo, que depois da minha convenção, insistiu, tomou o partido e fez uma convenção fora do prazo, no dia 30”, lembrou. Souto já fez as pazes com o presidente estadual do partido José Queiroz, que junto com à direção nacional, o devolveu a presidência do diretório municipal.

De acordo com a assessoria do TRE, a sentença publicada ontem não proclama o novo prefeito, mas solicita a realização de novas eleições no município. Mesmo assim, o Tribunal informa que cabe recurso e enquanto este não for julgado nas duas instâncias, Eduardo Coutinho ainda será considerado prefeito eleito. Caso seja resolvido que deverá haver uma nova eleição, deverá acontecer entre 20 e 40 dias.