Ceclin
out 06, 2009 3 Comentários


Aglailson segundo Magno e Inaldo

da Folha Política

por Magno Martins

PSB também perde
É certo que o governador Eduardo Campos administra a sua sucessão em céu de brigadeiro. São tantos políticos aderindo que, em alguns municípios, ele terá que fazer malabarismo para agradar a tantas correntes antagônicas.
Mas o PSB, o seu partido, sofreu baixas. A maior delas se concretizou, ontem, com a travessia do ex-prefeito de Vitória, José Aglailson, para o PSDB. Nas eleições passadas, Aglailson deu 10 mil votos para Ana Arraes, eleita deputada federal.
É uma perda e tanto!
Sem base no PSB, Aglailson fez as contas e concluiu que sua eleição de federal seria mais fácil no PSDB. Vota com Eduardo, mas para senador fica com Sérgio Guerra, com quem tem uma relação antiga.
Outra perda do PSB foi a do ex-deputado Carlos Lapa, cuja filha, a deputada Carla Lapa, não tomou a mesma trajetória, porque está encerrando a sua incipiente carreira. Lapa reclama da falta de espaço no Governo, tanto que entregou o comando da Gerência de Educação da Mata Norte, em Carpina, porque a pessoa que indicou virou verdadeiramente uma rainha da Inglaterra. Ali, quem manda e desmanda é o coordenador político do Interior, Aluizio Lessa, candidato a deputado estadual, acusado de invadir as áreas de parlamentares da base, inclusive do próprio Lapa.

da Coluna Fogo Cruzado
por Inaldo Sampaio

Aglailson fez opção pela lei do menor esforço

Assim como em 2002 e 2006, o ex-prefeito de Vitória, José Aglailson, vai dividir seu apoio em 2010 com os dois lados. Fica com Eduardo Campos para governador e com Sérgio Guerra para o Senado. Em 2002, apesar de ser amigo de Miguel Arraes e liderança influente no PSB, ele apoiou toda chapa majoritária da finada União por Pernambuco: Jarbas para governador, Marco Maciel e Sérgio Guerra para o Senado.
Quatro anos depois, apoiou Eduardo para governador mas ficou com Jarbas para o Senado. Como votou em Eduardo para a Câmara Federal em 2002 e em Ana Arraes em 2006, o partido não o censurou por sua meia fidelidade.

Para 2010, além de sua histórica tradição de apoiar os dois lados, entrou no jogo outra variável. Ele quer ser deputado federal e chegou à conclusão de que na Frente Popular teria poucas chances. Precisava porém de um pretexto para cair fora do PSB e anunciar seu apoio a Sérgio Guerra.
E de uma hora para outra o pretexto apareceu: a aliança do seu partido com o PT, que ele diz não ser a favor, e um chá de cadeira que teria levado na antessala do governador.

Daí para os braços do PSDB foi um pulo, apesar de Sérgio Guerra tê-lo advertido de que deveria refletir mais sobre a troca de partido que iria fazer. Ele respondeu que estava decidido e se torna automaticamente um forte candidato a ficar com uma das cadeiras na Câmara Federal que estão reservadas para as oposições.
(Folha de Pernambuco).

CHEGOU A HORA DE ANUNCIAR SUA MARCA CONOSCO.
COMBINE: 81.8827.5780.