Ceclin
Maio 03, 2008 5 Comentários


Aglaílson segue por um caminho arriscado

Aglaílson: não consegue ampliar o seu palanque.
Apostando todas as suas fichas no atual prefeito da Vitória – Demétrius Lisboa (PSB), o ex-prefeito e deputado por várias vezes – José Aglaílson (PSB) têm intensificado uma estratégia política perigosa.
Não tendo construído um quadro partidário que possibilitasse disputar a prefeitura com segurança, tem levado o nome do seu aliado de extrema confiança, que ele batizou chamar de Dedé. Renunciou o cargo de prefeito antes do prazo, em pleno carnaval, entregando o resto do mandato ao seu vice, Demétrius, que tenta se consolidar como opção do PSB para a disputa.
A administração que responde a uma série de processos judiciais, a exemplo, da quebra de contrato com o Banco Real, do qual os servidores públicos foram levados a abrir conta no Banco do Brasil, em detrimento da quebra do processo licitatório ganho pelo Banco Real, tem trazido um desgaste desnecessário ao seu governo. Além do processo de multas, inclusive, expedidos a sua pessoa, forçara Aglaílson a se afastar mais cedo do cargo, para disputar uma vaga de vereador. Desta feita, a administração tem sido indiciada pela Justiça Federal no caso dos terrenos invadidos da Companhia Ferroviária do Nordeste, tendo sido aberto um TCO na Delegacia, onde nos próximos dias teremos a presença da Polícia Federal.
Afora, uma série de medidas administrativas no orçamento público que tem comprometido a adimplência da Prefeitura Municipal.
Não sendo suficiente esse jogo truncado, ele tem usado diariamente suas rádios e a TV local para fomentar um discurso de linha também perigosa. Ao invés de usar a mídia para debater um projeto de desenvolvimento, responder aos questionamentos da oposição e justificar o que não conseguiu fazer nestes dois mandatos, o seu grupo político tem recorrido a um discurso de ordem pessoal, com insinuações verbais não aplicáveis ao processo democrático. Segue uma linha de irresoluta difamação moral, familiar, acusações sem demonstrações de provas documentais, valorizando a indiossincracia e empobrecendo o debate político. E usando a troca de favores como moeda corrente.
Resultado: conseguiu juntar todos, absolutamente todos, contra o seu grupo!
Isso não será arriscado?
Vamos perceber a política desenvolvida por exemplo em Caruaru: todos em favor de José Queiroz (PDT). Em Petrolina: todos caminhando com Fernando Bezerra Coelho (PSB). Em Garanhuns: todos apoiando o grupo de Isaías Regis. Em Olinda: todos em torno de Renildo Calheiros (PCdoB). Em Bezerros: todos apoiando Marconi Borba (PT). E o que temos de determinante nisto: todos são da base aliada do Governo Lula e do Gov. Eduardo Campos (PSB).
E aqui em Vitória: Aglaílson só tem o seu próprio grupo, ou seja, PSB/PMN.
Será um isolamento? Também. Ele não têm conseguido nestes dois mandatos agregar as lideranças locais da base de sustentação do Governo Lula e nem a base aliada do Governo Eduardo Campos. Essa estratégia perigosa adotada só fez juntar esta base e o outro campo da oposição contra ele mesmo e o seu grupo.
“Será a luta do bem, contra o mal” : Esse discurso que já se faz consenso nas principais forças políticas da Vitória tornou-se um mote de campanha indestrutível.

por Lissandro Nascimento.