Ceclin
dez 16, 2009 6 Comentários


Agenda permanente

por Hely Ferreira

Há várias teorias que tentam explicar o que motiva o homem tomar determinadas posturas. No que tange ao problema da corrupção, muitos afirmam que se encontra na formação educacional, porém, não são poucas as afirmações de que o problema da corrupção é algo inerente ao ser humano, basta que ele tenha oportunidade para praticá-la.

Segundo Sartre, todo aquele que entra na vida pública, fica com as mãos sujas de lama ou de sangue. Deixando os fatores endógenos e os exógenos ao lado, mais uma vez o problema da corrupção encontrou guarida no cenário político nacional.
As imagens divulgadas pelos meios de comunicação “flagrando” alguns políticos do Distrito Federal recebendo propina, só promove cada vez mais o descrédito da grande maioria da classe política brasileira. O vírus do mensalão parece ser contagioso. Figuram já mencionadas em outros escândalos ressurgem de maneira meteórica.

As denúncias que envolvem o governo do Distrito Federal certamente tomaram grande dimensão por se tratar de um ano pré-eleitoral, onde todos depositam interesses, vez que, quanto mais for explorado, fragilizará o discurso da oposição. Por outro lado, a celeuma levantada, fez com que o próprio governador resolvesse sair do partido, pois sua permanência certamente seria bastante incômoda aos demais membros.

Bastou os meios de comunicação divulgarem o ocorrido, para que o ilustre presidente da República externasse que enviará ao Congresso Nacional um projeto de Lei tornando a prática do crime de corrupção na categoria de hediondo além de ampliar a pena.

Será que o aumento da pena conseguirá reduzir o delito? Ou será que a fala do presidente nada mais é do que um discurso carregado de intenções pré-eleitoral? O fato, é que a prática da corrupção tornou-se algo permanente na agenda da política nacional e não será com discurso ou aumento de pena que produzirá efeitos positivos, mas antes de tudo com responsabilidade social e zelo pela coisa pública, algo até o momento bem distante em Pindorama.

Por Hely Ferreira,
Cientista Político.