• Ceclin
jul 09, 2019 0 Comentário


Acusado de matar professor e ativista em Pombos é preso

O corpo da vítima foi encontrado em uma área rural da cidade. Foto: Cortesia

O corpo da vítima foi encontrado em uma área rural da cidade de Pombos. Foto: Cortesia

O caso está sendo tratado como latrocínio. Corpo de Sandro Cipriano foi encontrado em 29 de junho

O jovem suspeito de matar o professor e ativista Sandro Cipriano Pereira, 35 anos, em Pombos, no Agreste de Pernambuco, foi preso nesta terça-feira (09/7). De acordo com a Polícia Civil, a Delegacia de Pombos deu cumprimento ao mandado de prisão temporária contra Anderson Antônio da Silva, conhecido como “Esquerdinha”, durante a tarde. O caso está sendo tratado como latrocínio e deve haver outros envolvidos.

Os detalhes sobre a prisão serão divulgados pela Polícia Civil nesta quarta-feira (10), às 11h.

Segundo a Delegada Carolina Martins, o suspeito durante seu interrogatório na Delegacia de Gravatá confessou o crime. Anderson mantinha um relacionamento de cunho sexual com a vítima em troca de vantagens financeiras. Ele foi recolhido ao Presídio de Vitória. “A dinâmica do crime ainda está sendo investigada, mas Anderson afirmou, em depoimento, que tinha tido um relacionamento de um ano e meio com Sandro. Ele disse ter sido motivado por ciúmes, mas não estamos considerando totalmente essa hipótese”, afirma a delegada à frente do caso.

Esquerdinha confessou o crime

Esquerdinha confessou o crime

O crime
O educador e militante LGBT Sandro Cipriano Pereira, 35 anos, foi encontrado morto em Pombos no dia 29 de junho. Pessoas próximas informaram que o professor tinha sido visto pela última vez por volta das 19h30 do dia 27 de junho, quando ia em direção a um bar para trocar dinheiro. No dia do desaparecimento, a Polícia Militar esteve na casa da vítima e constatou que o local estava revirado, faltando vários pertences e com várias manchas de sangue no piso. O corpo foi encontrado na zona rural da cidade, no dia 29 de junho. O carro de Sandro, que havia sido levado, foi encontrado carbonizado, um dia depois, em outro local do Município.

Um dia após o enterro ativistas da causa LGBT estiveram na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e na Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS), em 1º de julho, para cobrar rigor na investigação do crime. Um protesto também ocorreu no ultimo domingo no Município.