Ceclin
ago 26, 2010 0 Comentário


Acadêmica Vitória es­treia na Copa do Brasil fe­mi­ni­no

Tricolor das Tabocas en­fren­ta, hoje, o Boca Juniors, de Sergipe

YURI DE LIRA

Algum dia, você apos­ta­ria que a mo­des­ta Acadêmica Vitória fosse en­fren­tar o Boca Juniors? Se dis­ses­se que não, per­de­ria as suas fi­chas. Mas calma! O time das Tabocas vai en­ca­rar ape­nas o ho­mô­ni­mo ser­gi­pa­no do gi­gan­te de Bue­nos Aires. Mesmo assim, este é um fato his­tó­ri­co para o Tricolor. Não pelo ad­ver­sá­rio, é claro.

O que chama a aten­ção é que, quan­do o Taboquito en­trar em campo para jogar con­tra o xará do time de La Bombonera, es­ta­rá es­trean­do em uma Copa do Brasil. Quem pro­por­cio­nou isso para os vi­to­rien­ses, porém, foram as mu­lhe­res. Depois de o fu­te­bol fe­mi­ni­no do clube ter ganho o úl­ti­mo Campeonato Pernambu­cano (pela pri­mei­ra vez, diga-se de pas­sa­gem), o pas­sa­por­te para o cer­ta­me na­cio­nal foi ca­rim­ba­do.

Hoje, a par­tir das 15h, as ta­bo­qui­tas vi­si­tam o es­tá­dio Geraldo Oli­veira, lo­ca­li­za­do na ci­da­de de Cristinapolis, no ex­tre­mo oeste de Sergipe, onde tra­va­rão o duelo de ida com o Boca Juniors/SE. A par­ti­da de volta está mar­ca­da para o Carneirão, no dia 2 de se­tem­bro, às 20h.

Embora es­trean­do na Copa do Brasil, os pla­nos do es­cre­te das três cores já são bas­tan­te am­bi­cio­sos. “Vamos lutar pelo tí­tu­lo. Não acha­mos que isso seja uma coisa fácil, mas é pos­sí­vel. Formamos um bom plan­tel e temos ca­pa­ci­da­de de ser­mos cam­peões”, falou o pre­si­den­te do Vitória, Paulo Roberto Leite de Arruda.

O re­pre­sen­tan­te das Tabocas vem, real­men­te, in­ves­tin­do na mo­da­li­da­de. Segundo o man­da­tá­rio, a folha sa­la­rial des­ti­na­da às me­ni­nas chega na casa dos R$ 30 mil.

A di­re­to­ria do Taboquito, con­se­guiu pra­ti­ca­men­te man­ter a base da equi­pe que sa­grou-se ven­ce­do­ra do Campeonato Pernambucano, no iní­cio do mês. O téc­ni­co Marcos Adelino per­ma­ne­ceu. Apenas sete atle­tas saí­ram. Mesmo assim, boa parte das que dei­xa­ram o Carneirão não vinha jo­gan­do com fre­quen­cia entre as ti­tu­la­res.

A go­lei­ra Déborah; a za­guei­ra Carla; as meias Keila, Fabi e Lorena; além da cen­troa­van­te Ninha são as que não vão mais ves­tir a ca­mi­sa en­car­na­da, azul e bran­ca. Os mo­ti­vos: le­sões, re­tor­no de em­prés­ti­mo e ques­tões de ho­rá­rio – já que, ainda, a maio­ria das ga­ro­tas tem de con­ci­liar o fu­te­bol com ou­tros afa­ze­res.

A maior baixa foi a de Ninha. Ela ter­mi­nou como vice-ar­ti­lhei­ra do úl­ti­mo Estadual, com 12 ten­tos ano­ta­dos, mas teve de vol­tar para o São Francis­co/BA – de­ten­tor dos seus di­rei­tos fe­de­ra­ti­vos. Assim, a es­pe­ran­ça de gols fica de­po­si­ta­da em Lili Bala, go­lea­do­ra da mesma com­pe­ti­ção, tendo ba­lan­ça­do a rede por 18 vezes pelo Tricolor.

Quinze jo­ga­do­ras foram con­tra­ta­das pela di­re­to­ria do time da Zona da Mata. A maio­ria des­ta­ques dos ri­vais que dis­pu­ta­ram o Pernambucano. Só do se­gun­do co­lo­ca­do Sport vie­ram sete re­for­ços: as za­guei­ras Débora e Bicê, a la­te­ral-es­quer­da Amanda, as meio-cam­pis­tas Lili e Dellany e as ata­can­tes Aman­da e Charrilla.

Do Barrei­rense, che­ga­ram mais duas: a go­lei­ra Irmã e a meia-ata­can­te Lu. No Botafogo de Surubim, os vi­to­rien­ses foram bus­car a dupla Bárbara e Leonora, ar­quei­ra e ata­can­te, res­pec­ti­va­men­te. Além des­sas, qua­tro ga­ro­tas foram con­tra­ta­das do Team Chicago Brasil/RJ. São elas: a go­lei­ra Alayde, as meio-cam­pis­tas Amanda Souza e Juliana Ferreira e a avan­ça­da Paloma Santos.

RE­GU­LA­MEN­TO

O ven­ce­dor da Copa do Brasil re­pre­sen­ta­rá o País na Liber­tadores da América do pró­xi­mo ano. Para che­gar até lá, no en­tan­to, o ca­mi­nho é longo. Trinta e duas agre­mia­ções, ini­cial­men­te dis­tri­buí­das de ma­nei­ra re­gio­na­li­za­da, es­ta­rão dis­pu­tan­do o tro­féu na­cio­nal. Em con­tra­par­ti­da, o re­gu­la­men­to da com­pe­ti­ção é sim­ples. Em jogos de ida e volta, no sis­te­ma mata-mata, as equi­pes vão se en­fren­tar em cinco fases.

Vale sa­lien­tar que, na pri­mei­ra, se os vi­si­tan­tes ven­ce­rem por três gols ou mais de di­fe­ren­ça, o se­gun­do con­fron­to não acon­te­ce­rá. Gols mar­ca­dos na casa do ad­ver­sá­rio serão con­si­de­ra­dos como cri­té­rio de de­sem­pa­te.
(Folha de Pernambuco).

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