• Ceclin
jul 27, 2010 1 Comentário


A Vaca, a cerca e o brejo

A evolução da sociedade tem imposto a todos, radical mudanças nos padrões tradicionais.
São leis que alteram os costumes, ou costumes avançados que alteram as leis?
Nossos “hermanos” argentinos comemoraram com intensa euforia aprovação de casamento entre pessoas do mesmo gênero. Na Islândia, não só foi aprovado como ocorreu o “casamento oficial” da Primeira Ministra com sua parceira. Por aqui o Congresso Nacional tratou de agilizar os trâmites para facilitar o divórcio entre nossos casais, e aguarda-se sanção de lei que penaliza pais ou responsáveis que aplicarem palmadas ou corretivos físicos ainda que leves aos pequeninos.
Como aperitivo, esses fatos servem para ilustrar a quantas caminha a humanidade.
Em busca de uma “liberdade” absoluta, muitos abominam integralmente todas as regras criando e defendendo suas próprias leis, de acordo com suas conveniências, ousam, ousam e ousam.
Em nome da liberdade de dispor de seu próprio corpo, mulheres defendem o direito de abortar, simples assim, liberando geral.
As mudanças conquistadas pela igualdade de direitos homem/mulher, aparentemente não contribuíram positivamente para muitas, bem como as garantias estabelecidas pela Lei Maria da Penha, pois, aumentaram o indicativo de violência contra as mulheres.
Por outro lado o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente revelou que em muitos casos inverteram-se os benefícios, marginais podem se safar de flagrantes apresentando menores como responsáveis, fugindo assim de penas mais severas, conseguindo que menores infratores assumam corriqueiramente os delitos onde a pena máxima chega a 3 anos de internamento em medidas sócio-educativas.
Enquanto a sociedade atônita convive cada vez mais com crianças desobedientes, adolescentes rebeldes, jovens revoltados, garotas emancipadas sexualmente, sem leis, nem controles, livres de corretivos, nossos políticos estão em plena maioria, preocupadíssimos, com sua reeleição e a de seus amigos.
Se o objetivo era tirar a cerca, conseguiram. Agora, que a vaca vai pro brejo, vai.
Ora se vai!

Por Valdemiro Cruz,
da Pastoral Carcerária.