Ceclin
dez 23, 2008 0 Comentário


A palavra de ordem é dinamismo

Por Isaltino Nascimento

2008 foi o ano em que Pernambuco, depois de décadas de estagnação, cresceu mais do que o Nordeste, mais do que o Brasil. Dinamismo foi a palavra de ordem. A começar pela capacidade demonstrada pelo Governo do Estado para atrair novos empreendimentos e para tirar do papel os que eram apenas projetos.
Fatores como a implantação das obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e o crescimento da economia brasileira exigiram agilidade do Executivo nas respostas. E o Legislativo Estadual desempenhou papel significativo neste processo, entendendo que se fazia imperioso dar celeridade à aprovação de projetos determinantes para a construção de um novo Pernambuco.

Os 49 parlamentares que fazem a Assembléia Legislativa de Pernambuco contribuíram não somente com o debate e o aprimoramento das referidas matérias, como também com a autoria de projetos relevantes neste cenário.
Assim, foram 151 projetos de lei ordinária, 33 projetos de resolução e um projeto de lei complementar de autoria dos deputados, sendo que da minha parte foram 15 projetos de lei, enquanto o Executivo totalizou 274 projetos. Todos discutidos amplamente, de forma democrática, tendo como foco a preocupação com o bem-estar dos pernambucanos.
Esta parceria se traduziu em ações concretas que estão mudando a vida dos pernambucanos e resgatando a auto-estima do nosso povo. Dois exemplos dessa nova atitude de governar podem ser citados.
A Compesa, que por anos se viu envolvida em uma briga jurídica com a Caixa Econômica Federal, teve sua situação resolvida graças à articulação entre Governo do Estado e Governo Federal, sendo referendado por projeto do Executivo aprovado pela Casa Joaquim Nabuco. Por conta disso, hoje a empresa tem mais de R$1 bilhão de obras em andamento, quando no governo anterior a média anual era de apenas R$ 49 milhões.
Outro exemplo é Suape, onde os investimentos dos últimos dois anos superam os que foram feitos nos oito anos anteriores; em 2008, pela primeira vez na história, o governo estadual investiu R$1 bilhão em um único ano no complexo portuário mais importante do Nordeste.
E se o assunto é investimentos, Pernambuco deu um dos maiores saltos de qualidade de sua história. Foram iniciadas obras de empreendimentos estruturadores como a Refinaria Abreu e Lima e o Estaleiro Atlântico Sul, que teve a sua capacidade duplicada com a chegada de novas demandas. Já são 207 indústrias atraídas para o Estado, enquanto outras 60 estão sendo prospectadas. A carteira de investimentos públicos e privados chegou a R$ 30 bilhões, dos quais R$ 9 bilhões para a Refinaria e R$ 3,5 bilhões para dinamizar o turismo.

Toda essa movimentação de aportes e de recursos fez com que Pernambuco fechasse o ano com uma oferta recorde de postos de trabalho, propiciando a geração de mais de 100 mil novos empregos com carteira assinada. Desses, 30 mil foram gerados no interior. A taxa de desemprego em Pernambuco foi de apenas 8,9%, segundo a Pesquisa Mensal de Empregos (PME), do IBGE, sendo a mais baixa desde janeiro de 2007.
Em termos de geração de receita, Pernambuco vai alcançar um ganho real no ICMS de mais de R$ 360 milhões. Nas despesas de custeio, a economia conseguida foi da ordem de R$ 159 milhões. Os preços praticados no custeio são menores, hoje, do que os praticados em 2006.
E sem fórmula mágica: os ganhos de receita e os cortes de despesas são resultados de ajustes nas áreas de saúde e educação, feitos com transparência e seriedade, em função dos limites constitucionais.
Os avanços foram nas mais diversas áreas – segurança, saneamento, recursos hídrico, só para citar alguns – e sentidos de ponta a ponta do Estado.
E para fechar o ano uma ótima notícia: o crescimento do PIB de Pernambuco superou o do Nordeste e o do Brasil.
Agora, os pernambucanos têm motivos para acreditar que o Estado reúne as condições para voltar a ser o Leão do Norte.

por Isaltino Nascimento,
deputado estadual pelo PT e líder do governo na Assembléia Legislativa, escreve para o Blog todas às terças.