• Ceclin
dez 22, 2017 0 Comentário


‘A melhor religião é aquela que torna o indivíduo bom’, diz escritor espírita Divaldo Franco

Orador espírita Divaldo Franco recebeu comenda do Tribunal de Justiça de Pernambuco (Foto: Reprodução/TV Globo)

Orador espírita Divaldo Franco recebeu comenda do Tribunal de Justiça de Pernambuco (Foto: Reprodução/TV Globo)

Representante da doutrina espírita recebeu comenda do Tribunal de Justiça de Pernambuco e deixou mensagem especial para o Natal. 

Por Bruno Grubertt, TV Globo

Aos 90 anos de idade, o orador, educador e escritor espírita Divaldo Franco dedica-se à doutrina a 70 deles. Em visita ao Recife para receber a Medalha do Mérito Judiciário, concedida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco, o representante da doutrina espírita deixou uma mensagem especial para o Natal e falou da importância do amor.

Apesar de pregar a doutrina espírita, Divaldo Franco ressalta que cada um tem o seu caminho. “O objetivo não é converter ninguém, porque a melhor religião é aquela que torna o indivíduo bom. Se a religião é boa e o indivíduo continua com mágoas, ela não lhe foi útil”, destacou, em entrevista ao Bom Dia PE.

O médium contou ainda que mantém o mesmo ardor da juventude ao falar da religião, que vem lhe seguindo de norte desde a infância. “O espiritismo liberta. É uma ciência filosófica e tem o caráter religioso. Eu, depois de passados tantos anos, tenho o mesmo ardor juvenil. É curioso que, às vezes me dou conta, não devo ter tanto tempo de vida. 90 anos são um peso muito grande e não tenho nenhuma doença da velhice”, disse, bem-humorado.

Às vésperas do Natal, o orador deixou ainda uma mensagem especial, ressaltando a importância de se propagar o bem. “Eu desejo que neste Natal, vocês reencontrem Jesus. Se ele já nasceu em seu coração, nota 10, mas é necessário que ele se transforme em ações para um mundo melhor. Seja muito feliz, são os meus votos”, resumiu.

Homenagem no Recife

Além da medalha, que foi concedida dentro das comemorações dos 195 anos do TJPE, Divaldo Franco recebeu homenagens de outras entidades pernambucanas. Recebê-las no Recife teve um significado especial, contou. “Foi no Recife onde falei pela primeira vez fora de Salvador. Eu era muito jovem, no ano de 1952. Isso marcou minha existência porque o teatro daqui recorda o período dos grandes teatros do Brasil e, acima de tudo, surpreendeu-me a receptividade do público. Eu era muito jovem, desconhecido e, no entanto, tive a oportunidade de fazer grandes amigos que permanecem até hoje”, disse.

A inciativa de conceder a medalha para o orador espírita foi do desembargador Humberto Vasconcelos. “O exemplo e trabalho de Divaldo auxiliam muito também a Justiça porque constrói harmonia no coração e na mente das pessoas, revestindo e transmitindo isso para a convivência social”, explicou.