• Ceclin
jul 13, 2009 0 Comentário


A crise na Marcha dos Prefeitos

Manifesto começa terça-feira, em Brasília, com participação de Lula


Jairo Lima

Os reflexos da crise econômica mundial para os municípios brasileiros darão o norte para a XII Marcha dos Prefeitos, que acontece de terça a quinta-feira desta semana, em Brasília.
Além dos milhares de prefeitos, também participam do evento vereadores, secretários municipais, senadores, governadores, parlamentares estaduais e federais, ministros e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Todos estarão reunidos com os mesmos objetivos: fortalecer o movimento municipalista brasileiro e rever a qualificação de secretários e técnicos municipais, em especial das áreas de Fazenda, Educação e Saúde. O encontro conta com cerca de três mil inscritos.
Diante do quadro apresentado pela recessão mundial, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, prefere não atribuir exclusivamente aos efeitos negativos da crise os problemas financeiros. “A crise não é de hoje. É estrutural e recorrente. A situação que vivemos ganhou apenas um componente novo. A crise é permanente, só ficou um pouco mais aguçada”, disse Ziulkoski, que foi prefeito de Mariana Pimentel (RS).
Como organizador do evento, o dirigente destaca a consolidação da marcha, que, no seu primeiro ano (1998), sofreu repressão de tropas de choque da Polícia Militar, mas hoje o ambiente é totalmente diferente. Para iniciar as atividades plenárias, Ziulkoski entregará um livro aos participantes, logo no primeiro momento do encontro.
“Vamos entregar um livro de condutas aos gestores para que eles encontrem os mecanismos para melhorar a situação dos municípios”, afirmou.

Entre os principais assuntos da pauta: a Saúde, Educação e Finanças. “São temas mais afetados com a repercussão da crise. Temos que entender os impactos da crise como foco para análise do Pacto Federativo. Claro, levaremos em consideração os desdobramentos da crise, mas sempre lembrando que os problemas sempre existirão”, lembrou.
A Reforma Tributária, a questão dos precatórios, a lei da dívida da Previdência Social, Lei das Negociações de Licitação e do Regimento de Financiamento da Saúde terão um tratamento especial, assim como a destino do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “Os gestores terão a orientação através de seminários de técnicos e palestrantes experientes. A troca de experiência entre os prefeitos também é um dos grandes objetivos da Marcha”, afirmou.

(Folha de Pernambuco).



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