Ceclin
Maio 31, 2013 0 Comentário


120 dias de Geraldo Júlio

Por Elias Martins, colunista do Blog

Comparativo sobre a performance financeira dos primeiros 120 dias da administração Geraldo Júlio em relação ao mesmo período do ano anterior da administração João da Costa, em Recife.

Já está disponível o RREO – Relatório Resumido de Execução Orçamentária do 2º bimestre de 2013 da cidade do Recife na página do SISTN. E é a partir dele que podemos fazer algumas avaliações do comportamento da Gestão da administração Geraldo Júlio (PSB), onde aproveitamos para comparar com o comportamento da gestão João da Costa (PT), no mesmo período do ano de 2012.

Nos primeiros 120 da administração Geraldo Júlio, a prefeitura do Recife teve um crescimento de 7,73% da RCL em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na função Urbanismo, a administração João da Costa já tinha pago R$ 184 milhões de reais no mesmo período de 2012, contra R$ 86 milhões em 2013. Já em relação aos gastos com pessoal, quando Geraldo Júlio parecia que ia dar um freio nas despesas com Cargos Comissionados e Contratos quando da apresentação dos números do 1º bimestre, que apresentou redução de quase dois terços da média mensal de gastos do ano de 2012, surge no fechamento do 2º bimestre com gastos gerais de pessoal 12,03% maior que o mesmo período do ano de 2012, puxados pelo incremento de 348% nos gastos com Comissionados e Contratos, em comparação com o 1º bimestre de 2013.

Com gastos de R$ 161 milhões em Saúde, e R$ 121 milhões em Educação, cada um nos quatro primeiros meses de 2012, a média mensal está bem abaixo dos valores gastos em 2012, que foram de R$ 58 e R$ 47 milhões respectivamente, podendo gerar uma corrida com recursos gastos as pressas para cumprir as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para os dois itens. O peso dos servidores ativos que era de 26,38% na folha de pagamento em relação a RCL no final de 2012, pula para 27,19% sem fechamento ainda das negociações salariais. Em 30.04.2012, a prefeitura fechou o período com R$ 303 milhões de saldo de caixa, ao mesmo tempo que a atual administração fechou o mesmo período com R$ 456 milhões, 50,53% a mais, diante de um crescimento de 7,73%. Os gastos estão visivelmente menores em quase todas as funções, em especial, Urbanismo (Infra-estrutura) R$ 61 milhões (2012) X R$ 32 milhões (2013).

A pergunta que se faz: Será que a administração Geraldo Júlio está pecando por excesso de técnica? Visivelmente não é o caso dos gastos com pessoal, apesar da condição confortável apresentada em 43,95% para o 1º quadrimestre de 2013. O temor é chegar o final do ano tendo que gastar as pressas para cumprimento de exigências constitucionais em relação a Educação e Saúde.

Por Elias Martins, colunista do Blog.