• Ceclin
mai 14, 2014 0 Comentário


“Vitória para continuar se desenvolvendo precisa investir em infraestrutura”, conclui II Ciclo Empresarial

EXCLUSIVO DO PORTAL A VOZ DA VITÓRIA: O debate sobre a nova dinâmica de desenvolvimento econômico do Polo da Vitória de Santo Antão e seu entorno foi promovido pela Fecomércio e Senac

Por Lissandro Nascimento, enviado especial a convite da Fecomércio

Procurando contribuir para a difusão de informações que promovam o desenvolvimento e a sustentabilidade dos pequenos negócios na região da Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, o Sistema Fecomércio-PE, através do Instituto Fecomércio e do Senac em parceria com o Sebrae-PE, reuniu vasta representatividade do segmento empresarial e governamental na noite desta terça-feira (13 de maio), na Casa de Recepção Cristal, em Vitória.

“Os investidores estão com olhos voltados para Vitória de Santo Antão. Isso gera um mercado consumidor com perfil diferenciado, fazendo com que as empresas se adequem à realidade local”, aconselhou Osvaldo Ramos, diretor do Instituto Fecomércio no II Ciclo Empresarial do Polo Econômico da Vitória, pelo qual abordou as “Perspectivas e Oportunidades para a Zona da Mata de Pernambuco”.

O evento foi aberto pela Diretora Regional do Senac/PE Valéria Peregrino, Djaíra Leitão (Senac/Vitória), João Freid – Secretário de Empreendedorismo do Governo de Pernambuco, Marcos Mendes – representando a Prefeitura da Vitória de Santo Antão, contando ainda com relatos sobre o modelo de atuação e de oportunidades de negócios das empresas PITÚ, Roca e Mondelēz Brasil.

Empresas como a PITÚ, Roca e Mondelēz Brasil estimularam o debate. Fotos: Marcio Souza / A Voz da Vitória

Para o Diretor da TGI Consultoria e Gestão, Francisco Cunha, há uma carga tributária ainda pesada que representa 36% do PIB brasileiro, o que faz com que a União se beneficie com 19,3% da fatia em detrimento dos demais entes federativos. Ele proporcionou ao evento uma contextualização bastante pertinente da conjuntura política e econômica mundial, com reflexos no Brasil e em Pernambuco. Para Cunha, o crescimento mundial nos próximos anos deve ficar em torno dos 2% e aproveitou para destacar a economia da China como algo singular que cresce à taxas invejáveis. Em sua análise, sinalizou que o mundo não tem se preparado para uma população futura de idosos, tendo em vista que a qualidade de vida levará a longevidade das pessoas.

Sobre o Brasil, Cunha sentenciou que não sobra dinheiro para investir em infraestrutura, tendo em vista que grande parte dos recursos já estão comprometidos constitucionalmente com o vasto serviço público, diferente da postura dos países desenvolvidos que reservam boas cifras financeiras para investimentos. No caso do Brasil, ele previu que para corrigir esta distorção, o País deve investir 5,5% até 2033 para corrigir este gargalo, quando mais adiante chegou a ser taxativo: “O grande desafio para o Brasil é dobrar o valor investido em infraestrutura e investir com mais responsabilidade no setor da Educação. Nenhuma localidade se desenvolve com qualidade sem estes dois pilares, pelo qual Vitória de Santo Antão também não foge à regra”, concluiu.

Francisco Cunha lembrou que os prognósticos sobre Pernambuco sinalizam uma visão de futuro “Otimista”, destacando que Vitória de Santo Antão (Mata), Gravatá e Santa Cruz do Capibaribe (ambos Agreste), estão no importante Centro do Grupo Econômico de investimentos promissores. “Dos últimos empreendimentos em Vitória, estes geraram cerca de R$ 436,5 milhões, além de criar 4.660 empregos diretos”, quantificou. No final, aconselhou: “As cidades precisam ser melhores para os idosos, deficientes, crianças e os pobres, sendo melhor para eles, será melhor para todos”.

Cunha, Ferrer, Bertolazzi e Elisa expuseram os próximos investimentos. Fotos: Marcio Souza / A Voz da Vitória

Representando o Engarrafamento PITÚ, o Diretor Comercial e de Marketing Alexandre Ferrer, que também comanda a Secretaria Municipal da Indústria e Comércio, apresentou as peculiaridades da empresa genuinamente vitoriense, atestando uma prova de seu sucesso quando publicizou que a Alemanha é a principal nação consumidora no exterior da cachaça brasileira. Ele lembrou ao público presente no II Ciclo Empresarial que a aguardente PITÚ foi a primeira a produzir em lata de alumínio, por volta da década de 90. Hoje a empresa detém 330 funcionários, além de contar com 250 terceirizados, grande parte destes vitorienses.

Por sua vez, Luciano Bertolazzi, diretor da Roca Group, a maior vendedora de louças sanitárias do mundo e a primeira no País na fabricação de metais sanitários, contou que o empreendimento em Vitória detém em seu início cerca de 50 funcionários, a maioria profissionais de Vitória e Pombos. “Os produtos do Grupo são interligados, seguindo um padrão de qualidade internacional. A unidade no Brasil não se sustenta se não houver este atendimento as necessidades da cadeia produtiva do grupo, presente em todos os continentes”, destacou. Em Vitória, a Roca produz no momento apenas torneiras, contudo, Bertolazzi adiantou que nos próximos dois anos o empreendimento multinacional entrará na cidade com a produção de tubos.

Elisa Carvalho, diretora da Mondelēz, destacou que o empreendimento já detém uma sólida experiência no ramo de alimentos, tendo em vista que este deriva da Kraft Foods e promove uma joint venture com a Sadia na produção de laticínios. Mondelēz é a terceira empresa de alimentos do Brasil, possui em Vitória cerca de 1.200 funcionários diretos. Tanto a Mondelēz quanto a Roca, concordaram que sente dificuldades em gestar parcerias com os prestadores de serviços de Vitória e região pelo simples fato destes não contarem com Nota Fiscal. “Não há como formalizar um contrato de serviços com empreendedores locais, se estes apesar do bom serviço que prestam, esbarram na ausência de formalização e de certificação”, vaticinou Bertolazzi.

O II Ciclo Empresarial do Polo Econômico da Vitória de Santo Antão continua com atividades isoladas, a exemplo de dois cursos ofertados, Técnicas de Vendas (26 a 30 de maio) e a de Gestão Fiscal (02 a 06 de junho), ambas à noite, no Instituto Santo Inácio, no valor de R$ 50,00 por curso. Já no dia 10 de junho, às 19h. haverá Palestras gratuitas no Instituto Santo Inácio, sobre Informática e suas atividades no Comércio, além de Redes Sociais para Empresas no Varejo.

 Confira os melhores momentos…

II Ciclo Empresarial do Polo Econômico da Vitória, na Casa de Recepção Cristal, em Vitória. Fotos: Marcio Souza / A Voz da Vitória