• Ceclin
nov 30, 2009 19 Comentários


“Vem pra Caixa você também”

Filas, descaso e mau atendimento. É o que acontece diariamente ao cliente que se dirige a Agência da Caixa Econômica da Vitória de Santo Antão. E aconteceu comigo.

Cheguei às 9h da quarta-feira 24, no local para destrocar um cheque de um valor alto. O estagiário que atende distribuindo fichas me informou que teria que voltar no dia seguinte, às 5h da manhã, para pegar uma ficha e ser atendido. Tirei meu celular para fazer uma ligação, o segurança que pelo que me parece foi treinado para agir com truculência com os clientes, gritou por várias vezes dizendo que eu não poderia filmar a fila do banco.

Como consumidor prejudicado, disse que a ação poderia não só ser filmada, para ser utilizada como provas, como as pessoas que ali estavam poderiam ser testemunhas uma das outras. Ao ver que ele se dirigia em minha direção resolvi realmente ligar a câmera do celular o qual permaneceu ligada durante a investida. Não tendo êxito, chamou o gerente o qual por sua vez sem nenhuma cortesia, em frente a outros clientes, pediu furiosamente que me identificasse. E assim fiz dizendo que era apenas mais um cidadão insatisfeito com o modo como é tratado pela agência.

“É assim que as pessoas são tratadas nesse País. Se forem juízes, desembarcadores, ou mesmo, clientes de contas abastardas certamente não serão constrangidos. Já o simples cidadão que pega fila, que fica no sol em porta de agência, ferindo não só a lei do tempo máximo das filas bancárias, mas, o próprio estatuto do idoso pela desumanidade ali constatada, são tratados com truculências caso conteste qualquer burocrata de birô, incapaz sequer de agir com educação com aqueles que pagam seu salário.”

Insatisfeito com a resposta, de ser cidadão que o dera, diante da truculência, da forma de cortesia, do constrangimento ali que ele colocou-me. O “gerente insensato” chamou três viaturas de polícia. Afirmei que dali não iria me evadir, pois sou um cidadão, não um bandido. E as pessoas ali me deram total apoio. Os policiais chegaram, eu me identifiquei e disse que processaria o banco pela forma que fui tratado. O gerente inventou uma história que existe uma lei federal que não permite a filmagem. O policial influenciado pediu que eu apagasse, foi aí que eu disse que gostaria de ser conduzido à delegacia de polícia.

Chegando a Delegacia, o gerente gravemente mentiu dizendo que só chamou a polícia porque tinha clientes incomodados pela gravação o que não aconteceu, que chamou foi o próprio soldado de guerra que coloca para dar segurança as pessoas (pelo contrário, todo mundo da agência foi muito solidário a mim e filmava apenas a fila do banco e o seu funcionário truculento. As pessoas inclusive se colocaram a disposição caso preciso, pois o problema desta agência é antigo).

Ora, me senti não mais cliente, mais um bandido de banco… não sabe o gerente mais caso quisesse, poderia não processar apenas o banco, mais processá-lo também pela sua própria denúncia. Pensei nas pessoas que naquele momento estavam ali na fila, pessoas simples, mas que com certeza não tem esta disposição até mesmo pela coibição das pessoas, pelo uso do poder, e se for preciso talvez a força.

O caso foi deixado de lado e nada foi registrado na DP. Mas peço que as pessoas insatisfeitas com o mau atendimento da rede bancária da cidade, em especial da agência da Caixa, registrem qualquer ocorrência na Ouvidoria da Caixa 0800-725-7474 e ao PROCON 0800-28-21-512, e se caso haja algum excesso registrem queixa na delegacia local.

Grande abraço!

por Helder Sóstenes,
é Diretor do Correio do Interior e Colunista do
Blog.