Ceclin
nov 17, 2011 54 Comentários


“União e Mudança por Vitória” se articula em três pré-candidaturas a prefeito

Dos seis pré-candidatos a Prefeito da Vitória de Santo Antão deste grupo político, apenas três deverão trabalhar candidaturas para mais à frente definir um único nome

Tentando romper a histórica polarização da política de Vitória de Santo Antão recentemente protagonizadas pelo prefeito Elias Lira (PSD) e o vereador José Aglaílson (PSB), o movimento político batizado no último dia 14 de outubro de “União e Mudança” tenta se consolidar na busca de um nome que una os partidos para a disputa da Prefeitura da Vitória de Santo Antão nas eleições 2012.

Reunidos na noite dessa quarta-feira (16), na sede da Associação Comercial, o movimento liderado por empresários do comércio local procurou definir os próximos passos. Dirigentes do PV, PP e PT chegaram ao consenso dos nomes que seriam trabalhados e decidiram nos próximos meses intensificar as suas pré-campanhas para promover pesquisas eleitorais a fim de identificar o nome mais forte do grupo para fazer esta disputa.

Madiael Leal, conhecido por Irmão Madi (PP), ligado ao Deputado Federal Eduardo da Fonte, é um dos pré-candidatos já lançados como alternativa para uma terceira via. Além de definir os nomes dos empresários Jaílton Albuquerque (PT), presidente da Associação Comercial de Vitória, e o mais novo adepto do movimento ambiental Zé da Juliana Móveis do PV, liderado no Estado pelo Secretário Sérgio Xavier.

Ensaiando uma possível postulação, Egildo do Livro (PHS) decidiu não seguir em frente com o intento. Informações atestam que o empresário do livro esteja se aproximando do Prefeito Elias Lira.

Mais dois deste movimento decidiram abrir mão da pré-candidatura. O Contador Gilvan Leonel (ex-PDT) vai trabalhar para reforçar o nome de Jaílton Albuquerque nas fileiras petistas; o outro, Cosmo do Galeto (PV) retirou-se para apoiar Zé da Juliana Móveis. Ambos decidiram não sair candidatos a nada nas eleições 2012.

Vitória já presenciou movimentos políticos “independentes” ao longo destas três últimas décadas, todos querendo construir a renovação política na cidade, porém todos eles foram engolidos pela polarização existente hegemonizadas por famílias tradicionais, além de não dispor de volumosos recursos financeiros que sem dúvida esbarram na viabilização de uma terceira via.

O amadorismo e a inabilidade política presentes em todos eles erram em primeiro apostar em nomes e interesses pessoais e empresariais, ao invés de construir um projeto político para a cidade que envolva a população. É necessário um novo grupo político que construa essa alternativa ao longo dos anos e não em cima da eleição, procurando focar um projeto de desenvolvimento para o Município que provoque todos os setores sociais em torno desta urgente e fatídica necessidade.