• Ceclin
jan 04, 2011 0 Comentário


“Foi minha maior vitória”, diz Varejão

PROCURADOR-GERAL apoiou os dois mais votados


MANOEL GUIMARÃES e CAROL BRITO
Às vésperas de deixar o cargo de procurador-geral de Justiça do Estado, o qual ocupou nos últimos quatro anos, Paulo Varejão comemorou o resultado da eleição. Ele destacou o fato de ter emplacado dois nomes na lista tríplice, que já seguiu para o governador Eduardo Campos (PSB).

“Foi maravilhoso, uma demonstração de força. Coloquei os dois nomes mais votados na lista. Foi uma vitória total, até porque a lista está formada apenas por promotores. Foi uma conquista minha, que dependia da força de uma lei, que eu batalhei para que fosse aprovada na Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador. Estou muito feliz, foi minha maior vitória”, disse Varejão, após a apuração total dos votos.

O procurador-geral revelou que já havia falado os nomes dos mais votados para Campos, já no final da apuração. Garantiu, entretanto, que o socialista não deu indicações sobre quem seria o escolhido. “Ele é muito discreto. Me disse apenas que iria analisar, durante a viagem, para depois anunciar”, completou. O governador voltou de Brasília durante a madrugada, onde acompanhou a transição de cargo do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho.
Durante a manhã, Varejão fez balanço de sua gestão, em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM. Ele citou, dentre suas ações, a democratização nas relações internas do Ministério Público e a descen­tralização das atividades do órgão. “Nós sempre teremos avanços pelo perfil constitucional traçado para instituição. Historicamente, realizamos um grande feito ao levar a administração para o interior do Estado. Além disso, priorizamos o tratamento igualitário entre os integrantes da instituição”, colocou.
Mudanças nas eleições internas da instituição foram apontadas pelo procurador-geral como a principal falha da sua gestão. “É preciso atender às exigências do pacto de compatibilização. Eu apenas baixei uma portaria obrigando quem assumia cargos da mi­nha confiança a se descompatibilizar. Também é necessário impedir a candidatura de fichas-suja no pleito”, afirmou. Ele apontou o sistema interno do MP como a principal barreira que impediu a concretização das ações. “O Ministério é mais parlamentar do que republicano. As decisões não são tomadas apenas pelo procurador, mas pelo colegiado do órgão”, justificou.

(Folha de Pernambuco).