Ceclin
out 01, 2012 15 Comentários


“A história de Pernambuco se divide no antes e no depois do nosso governo”, sentenciou Eduardo Campos

O comício no Maués neste sábado serviu para afirmar que o governador mostra-se muito interessado na volta de Aglailson à Prefeitura de Vitória, afastando as contrárias especulações

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), esteve no sábado (29) em Vitória de Santo Antão, Zona da Mata Sul do Estado, quando participou do comício do candidato a prefeito José Aglailson (PSB). A mobilização contou também com o Secretário da Casa Civil Tadeu Alencar, onde o Bairro do Maués virou palco nesta noite de uma multidão que mais pareceu com os eventos ocorridos na Praça Duque de Caxias, espaço tradicional de eventos no Centro da cidade.

Embora seja um colégio eleitoral de 97 mil eleitores, Vitória de Santo Antão é um dos focos políticos mais importantes do pleito de 2012 do interior do Estado. A explicação ocorre pelo fato de o município ser a bola da vez da economia pernambucana e o principal colégio eleitoral da ex deputada Ana Arraes (mãe do governador e hoje no TCU), bem como ter sufragado uma das melhores votações à campanha de Eduardo nas eleições de 2010 e ostentar bons índices de aprovação a sua gestão. Detendo historicamente eleições polarizadas, Vitória repete novamente o clássico das suas duas principais lideranças políticas. José Aglailson tenta conquistar pela terceira vez o Executivo vitoriense, que atualmente é governado pela terceira vez por Elias Lira (PSD), hoje aliado de Campos.

O comício serviu para afirmar que o governador mostra-se muito interessado na volta de Aglailson à Prefeitura de Vitória, afastando as contrárias especulações. “Fizemos questão em trazer Eduardo para mostrar a ele como se encontra a situação de Vitória de Santo Antão”, confirmou Aglailson em seu discurso. Justificando o fato de ter escolhido o Bairro do Maués para receber o governador, o deputado estadual Aglailson Júnior lembrou que o lugar é simbólico para os socialistas em razão de lá ter ocorrido o primeiro comício com Eduardo Campos na sua primeira tentativa de chegar ao Governo do Estado. Tanto o pai quanto o filho fizeram questão de reforçar a provável postulação de Eduardo para a Presidência da República, arrancando gestos de aprovação do público presente.

Eduardo Campos desde que subiu no palanque armado no pátio da feira do Maués mostrou-se animado, chegando a se comportar como ativista político distribuindo gestos que empolgavam a multidão. Ao som da música “Madeira do Rosarinho” o Governador em seu discurso relembrou sua infância quando chegou a morar alguns anos em Vitória. “Aqui foi meu primeiro lar, também aqui foi minha primeira escola, aqui eu morei até meus cinco anos de idade, pois voltar a Vitória pra mim é uma de minhas maiores satisfações”, atestou o governador.

Simpático e espontâneo, fez questão de dizer que aguardava vir a Vitória prestigiar a campanha de Aglailson e sua filha Ana Queralvares (vice). Lembrando de sua trajetória política, Campos agradeceu a Aglailson pelo seu apoio ao longo de todos estes anos. Para o governador, gratidão é uma palavra que está presente no sangue dos vitorienses. “Quando ninguém acreditou no progresso dessa terra, no desenvolvimento, na geração de empregos, e num futuro melhor, aqui sempre existiu um homem que travou batalhas difíceis ao lado do meu avô Miguel Arraes. Um guerreiro que nunca me abandonou, que deu o início a industrialização do município em parceria com o governo do Estado, que mudou a história dessa terra. Se estou hoje aqui, estou de gosto e vontade, porque sei ser grato e retribuir tudo aquilo que sempre fizeram por mim, e por minha família, é muito bom saber que tenho um amigo e um aliado que sempre poderei contar com ele, e ele se chama José Aglailson”, discursou Eduardo.

Ele fez questão de mencionar que todos os avanços econômicos presentes em Vitória de Santo Antão nos últimos anos não se deve a alguém específico, mas ao fato da população vitoriense ter sufragado uma estrondosa votação à sua reeleição e acertado na escolha do caminho. “Tenho uma dívida com Vitória e por isto faço questão em trabalhar por esta terra e de sempre que posso faço questão de aqui visitar. Vim a Vitória hoje pra isso! Por isso eu quero continuar trabalhando por esta terra, e por este povo, porém tem que ser ao lado de um homem humilde, que favorece o mais carente, que conhece as camadas mais necessitadas, e que sempre esteve do meu lado a favor das causas mais justas”, declarou Eduardo se referindo ao atual presidente da Câmara.

Para Eduardo Campos, a gestão pública é como uma máquina usada para moer os engenhos. Sinalizou que as chegadas das fábricas em Vitória é uma resposta para dizimar a pecha de ‘município de uma só indústria’ (se referindo a PITU). Aproveitou para condenar que antes a máquina só beneficiava as elites do Estado. “Quando as coisas engrenam fica mais fácil. A máquina tem que moer para o lado de quem mais precisa”, atestando que agora é assim.

“Vitória só tinha a fábrica da PITU que chegou a ter momentos difíceis e nós ajudamos para não deixar cair, todos sabem disto. A cidade hoje é polo industrial e celeiro de empregos. Pois, para ser gestor é preciso ter maturidade. Não se pode governar colocando medo nas pessoas. Essa foi a política que ajudamos a enterrar em Pernambuco, pois só trouxe fome”, destacou Eduardo Campos.

Convencido de sua tarefa, Campos não se fez de rogado para transpassar a contribuição da sua gestão a frente do Estado. “A história de Pernambuco assume uma nova direção e se divide no antes e no depois do nosso governo”, sentenciou.

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