• Ceclin
mar 12, 2019 0 Comentário


Vitória e Santa Cruz se unem em time feminino

Equipe terá camisa desenhada especialmente para a modalidade. Foto: Divulgação/Vitória

Equipe terá camisa desenhada especialmente para a modalidade. Foto: Divulgação/Vitória

O Vitória é detentor de vaga na Primeira Divisão nacional feminina 

Jornal do Commercio

Há cerca de dois anos, o Santa Cruz encerrou seu departamento de futebol feminino. Agora, o clube voltará a ser representado por mulheres dentro de campo. Nesta terça-feira (12/03), o presidente tricolor Constantino Júnior e o presidente Paulo Roberto, do Vitória das Tabocas, confirmaram a parceria fechada entre os clubes para a disputa do Campeonato Brasileiro Feminino da Série A1, que começa no próximo fim de semana.

“Está fechado, vamos disputar. A CBF permite a parceria de clubes. Como o Vitória é o detentor da vaga, participou da Libertadores, vice-brasileiro, tem know-how. É uma parceria que coloca a gente em uma condição de valorizar a mulher, uma das premissas da gestão. Mesmo com dificuldade, vamos fazer isso para atender a demanda, a valorização do futebol feminino”, disse Constantino.

Na opinião do presidente do Vitória, a união é benéfica para o futebol pernambucano. Ele cita três fatores: o ranqueamento do Tricolor das Tabocas, melhor do Nordeste, e da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), que já foi 2ª e hoje é 3ª justamente pelas campanhas do time.

“Junta o Vitória com um clube de grande torcida, um dos grandes do Nordeste que é o Santa Cruz. Um dos grandes clubes do Brasil, de camisa. O Vitória tem tradição de ser hepta campeão pernambucano, vice brasileiro por duas vezes, Libertadores, único time do Nordeste a disputar duas Libertadores”, comentou Paulo Roberto. O torneio continental teve a presença da equipe pernambucana nas edições 2012 e 2014.

Além das questões esportivas, os dois presidentes salientaram o empoderamento da mulher no ambiente esportivo. “As pessoas tem que entender o seguinte: não é fazer favor ao futebol feminino, é saber que futebol feminino é um futebol que cresce no mundo, o Vitória tem condições de ser time de primeira divisão do futebol brasileiro e agrega ao próprio futebol brasileiro a marca do Santa Cruz”, destacou Paulo Roberto.

Uma camisa nova está sendo desenhada para os jogos, mas só deve estrear após a primeira rodada. Perfis das atletas também serão divulgados nas páginas do Santa Cruz. As ações para chamar a torcida para os jogos também contarão com a presença das jogadoras. “Vamos deixar tudo organizado e dar o valor necessário que achamos importante da mulher no contexto do futebol”, emendou Constantino.

Para o Santa Cruz, além da disputa da Primeira Divisão Feminina, fica também o já cumprimento de uma demanda da CBF para a próxima temporada em caso de acesso. A partir de 2020, clubes que disputarão a Série B masculina vão precisar manter uma equipe feminina. A junção não é novidade no Brasil. Flamengo, Atlhético-PR e Palmeiras, por exemplo, realizaram a ação, pois a obrigatoriedade para a Série A passa a valer nesta temporada.

“Questão financeira, informações contábeis, adequação do estádio. Nos preparando para chegar à Série B 2020 organizados. Não vai deixar de disputar por não ter o time. Bom para o Santa Cruz, time de camisa, ter o respeito em competição nacional como o Vitória, que ganha camisa e a torcida do Santa”, completou o mandatário coral.

Dentro de campo, o time traz de volta a colombiana Marcela Restrepo, jogadora da seleção de seu país. Sem revelar nomes, Paulo Roberto afirmou que outras atletas com passagem pelo clube vão voltar. Para a comissão técnica, Diego de Deus e Beto Coelho ganham a companhia do técnico Márcio Oliveira, ex-técnico da Seleção e do São José. “Tanto eu como Tininho estamos juntamente com todos os nossos diretores, tanto do Santa como do Vitória, levando o nome do futebol feminino de Pernambuco. O Santa Cruz juntou mais essa Vitória”, pontuou Paulo Roberto.

Assim como o time masculino do Vitória, a equipe Vitória/Santa Cruz também mandará seus jogos na Arena de Pernambuco. O primeiro jogo é neste domingo (17). A equipe recebe o Internacional, às 15h. A árbitra FIFA Débora Cecília apita a partida. Este jogo, porém, ainda está marcado para Chã Grande, pois a equipe masculina recebe o Afogados no estádio de São Lourenço da Mata pela última rodada da primeira fase do Campeonato Pernambucano.

Este ano, o Campeonato Brasileiro Feminino da Série A1 tem apenas um grupo com 16 clubes na primeira fase, disputada em pontos corridos em turno único. Depois, quartas, semis e final em jogos de ida e volta.