• Ceclin
jan 04, 2016 0 Comentário


Vitória de Santo Antão: administração pública em colapso

Prefeitura da Vitória - Foto A Voz da VitóriaPor Elias Martins

Este é um retrato da grande maioria dos municípios brasileiros. Prefeitos que são eleitos, não por sua capacidade administrativa, mas pela simpatia de grupos políticos, que em quase sua totalidade se unem, não pelo bem estar da sociedade, mas pela oportunidade de administrar as polpudas contas bancárias que recebem recursos Federais e Estaduais por osmose, sem grandes esforços.

Estamos carentes de Gestores efetivamente compromissados com os habitantes municipais.                A Vontade, o Compromisso, a Criatividade, a Precaução…      tudo isso dá lugar a “Cantiga da Perua”, “O MUNICÍPIO NÃO TEM DINHEIRO”, por mais que circule.

Somado a isso, há um verdadeiro descaso na nomeação de Secretários com pouca ou nenhuma experiência em suas pastas.

Concursos Públicos que cumprem o mínimo dos objetivos da Função Municipal de Prestar Serviços de boa qualidade aos seus habitantes, estão mais para garantir uma segura e em determinadas situações, polpudas aposentadorias.

Planejamento inexistente, pois o município há muito insiste em usar quase toda a dotação que é superdimensionada.

O Controle criado a partir de 2010, não tem controlado muita coisa.  Só o índice de pessoal já estourou 13 quadrimestres em 18 de sua implantação.

Os Procuradores do Município da Vitória de Santo Antão (10), consumiram mais de dois milhões de Reais de salários em 2015, e não acharam nada nessa Desorganizada Administração Vitoriense.

Os Auditores Fiscais e Fiscais Tributários (21) consumiram algo em torno de nove milhões de salários em 2015, e a receita local não avança.

Vereadores extremamente despreparados para o cumprimento de suas funções, na essência, a de LEGISLAR em prol da ordem jurídica e administrativa de seus habitantes, respeitando a hierarquia de Leis Superiores (Constituição Federal e Estadual).

O Ministério Público Estadual (MPPE) mostra-se inerte diante da velocidade dos fatos administrativos que se mostram mais que desastrosos, em especial em municípios pernambucanos.  Os Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária e os Relatórios de Gestão Fiscal estão aí a cada dois meses, aguardando uma boa e tempestiva análise por parte dos órgãos fiscais.

O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), apesar de avanços tecnológicos de transparência, mesmo tendo multado o Prefeito Elias Alves Lira (PSD) 05 (cinco) vezes no mandato de 2009 a 2012, até agora não enxergou os últimos quatro bimestres da recorrência do fato.

Vitória de Santo Antão está em um verdadeiro COLAPSO, conforme os relatórios apresentados, e ainda se dá ao luxo de aumentar em quase R$ 14 milhões suas despesas com os novos concursados em 2016.

Observem o quadro:

Receitas PMV

                Somados a estes números, temos problemas preocupantes quanto ao VITORIAPREV, cuja dívida na atual gestão já pode estar ultrapassando R$ 50 milhões de Reais, um quarto da receita anual do Município.

As ORGANIZAÇÕES CIVIS, onde estão?

Qual a participação delas neste processo?

Falta pouco para visualizarmos os números consolidados de 2015.

Não se pode esperar notícia muito boa em relação aos fechamentos das contas do ano que passou.   Enquanto a Presidenta Dilma dá Pedaladas, o Prefeito Elias Lira resolveu inovar.

As pedaladas consumiram 2,8% de um orçamento de R$ 2 trilhões em 2014 na União.

As Vitorienses foram de 9% diante de uma receita de R$ 193 milhões.

                               Dignas de uma nova Alcunha:

“MOTOCICLETADAS”

Martins Colunista

 

 

Por Elias Martins, colunista do Blog.