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Delegação pernambucana participa do 23º Congresso e 4ª Mostra Científica da ANPG

por Anderson Diego

Ocorreu entre os dias 03 a 06 de maio, o 23º Congresso e 4ª Mostra Científica da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG). Intitulado “Desafios Brasileiros”, o congresso teve diversas atividades que envolveram centenas de pós-graduandos advindos de todas as regiões do País. O Congresso foi instalado na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Destaques para as palestras com o Presidente da CAPES, do CNPq, do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Presidenta da SBPC, entre outros que prestigiaram o evento. Na sexta-feira (04/05), os Presidentes da CAPES e do CNPq, em primeira mão, anunciaram em pleno Congresso da ANPG o reajuste das Bolsas de Mestrado e Doutorado em 10% ( a partir de 1º de julho). Com a garantia de que a regularização de todo o restante da defasagem será aplicado já a partir do início do ano que vem. A luta continua!

Veja mais através do link: Pós-Graduandos reivindicam reajuste das Bolsas de Mestrado e Doutorado

No sábado (05/05), representantes de todas as Associações de Pós-Graduandos (APG’s) presentes ao 23º Congresso da ANPG, realizaram um grande ato político, reivindicando a Valorização da Pesquisa no Brasil. Foi debatido acerca da realização de uma nova caravana #MinhaBolsaNaoAumentou rumo a Brasília-DF, em agosto do corrente ano.

Por fim, foi instalada a plenária final do 23º Congresso da ANPG, debatido o Plano Nacional de Pós-Graduandos (PNPG) e eleita a nova diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduandos, que terá como Presidenta a Mestranda da USP Luana Bonone.

 

O Sofisma da Educação Brasileira

Não é de hoje que se discute o melhoramento da educação em nosso País. Acontece que, muito se fala, mas de concretude quase não se consegue enxergar. Colégios que no passado foram referências, aos poucos estão desaparecendo e em seus lugares o modelo pragmático tem sido o mais procurado e consequentemente o mais utilizado.

Parece-nos que o problema da melhoria no que diz respeito ao modelo educacional aplicado no Brasil, só terá êxito se um dia for aplicado à proposta do senador Cristovam Buarque, onde os filhos da chamada classe política tenham que estudar em escola pública.

Recentemente, os meios de comunicação divulgaram o problema enfrentado pelo grandioso Colégio de Aplicação da UFPE, onde segundo as informações veiculadas pela imprensa local, a prefeitura da Cidade do Recife não estava repassando a merenda, fazendo com que o corpo discente ficasse a mercê das lanchonetes espalhadas pelo campus. Se Feuerbach tem razão, uma alimentação de qualidade contribuirá de forma significativa no desenvolvimento intelectual e social do alunado. São atitudes como essa, que se conclui que educação no Brasil na maioria das vezes é encarada como um adorno para os governantes. Na verdade, o que há são teorias amparadas em sofismas e muitas delas, completamente distantes da realidade nacional, onde para muitos teóricos a sala de aula é algo estranho a sua agenda diária.

 

 

por Hely Ferreira e Fernando Nascimento.

 

 

 

 

Everaldo Costa, Jornalista de Glória do Goitá, apresenta artigo em Seminário Internacional

O jornalista Everaldo Costa Santana apresenta artigo sobre “Multifuncionalidade da Agricultura e Novas Ruralidades”, no II Seminário Internacional Novas Territorialidades e Desenvolvimento Sustentável.

O evento, realizado entre os dias 3 e 4 de maio na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é coordenado pela professora Vitória Gehlen, do Departamento de Serviço Social, pelo qual faz parte das atividades previstas pelo Projeto Cátedras para o Desenvolvimento, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Coordenação de Aperfeiçoamento em Nível Superior (Capes), estimulando o desenvolvimento e incentivo quanto as pesquisas interdisciplinares.

Nesta edição, o Seminário reune palestrantes especialistas sobre políticas públicas socioambientais, precarização do trabalho, relações sociais de gênero, racionalidade ambiental, interdisciplinaridade, riscos e conflitos socioambientais. A programação está disponível no site, onde os participantes também podem fazer suas inscrições.

Uma das atividades do evento será o minicurso sobre Racionalidade Ambiental, ministrado pelo professor Enrique Leff, com carga-horária de 4 horas e certificado específico de participação. Além disso, foram estabelecidos Grupos de Trabalho compostos pelos artigos aceitos. Os grupos serão divididos por temáticas, e os melhores artigos farão parte do livro que será lançado logo após o evento.

A segunda edição do seminário é uma realização do Grupo de Estudos e Pesquisas em Gênero, Raça, Meio Ambiente e Políticas Públicas (Grapp), vinculado ao Programa de Pós-Graduação de Serviço Social da UFPE, em parceria com a Pós-Graduação em Meio Ambiente (Prodema) da UFPE.

 por Valdir Luiz

12 anos de privatização da CELPE

Conta de luz vai aumentar 5,41% para clientes residenciais

por Heitor Scalambrini Costa

Professor da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE

No dia 17 de fevereiro de 2000, a Companhia Energética de Pernambuco – Celpe foi comprada, em leilão na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro com um único concorrente, o Consórcio Guaraniana (formado pela Iberdrola Energia, Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil-Previ e BB Banco de Investimentos S.A), por R$ 1,7 bilhões. O contrato de concessão, com validade por um período de 30 anos, foi assinado em 30 de março de 2000.

Mesmo o atual grupo, agora chamado de Neoenergia, ter como acionistas fundos de investimentos com participação societária é a companhia espanhola Hiberdrola quem controla 100% administrativamente a Celpe. A Neoenergia também é controladora da Companhia Energética da Bahia (Coelba) e da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern). Possui forte concentração vertical, e atua nos segmentos de geração, transmissão, comercialização e distribuição, praticando contratos de self-dealing (auto-contratação). Como é o caso em Pernambuco, onde ¼ da energia comprada pela Celpe vem da TermoPernambuco (termelétrica do grupo Neoenergia) cujo preço é superior ao da hidroelétrica, sendo a diferença repassado para o consumidor.

Ao justificar a venda da Celpe os gestores do Estado de então e seus opositores (os mesmos de agora, pois nada mudou, somente mudaram de lado: o que era situação virou oposição, e o que era oposição virou situação) prometiam a opinião pública, que as tarifas diminuiriam e que os serviços oferecidos à população iriam melhorar através da gestão privada. Ao completar 12 anos da venda da Celpe, alguns comentários e observações merecem destaques sobre estas assertivas.

Neste período o lucro líquido da companhia foi de R$ 2,8 bilhões. Se levarmos em conta somente o lucro de 2008 até 2011, foi de R$ 1,8 bilhões, valor superior ao pago no leilão de privatização. O lucro é intrínseco ao sistema capitalista, e pode decorrer da eficiência da gestão que resulta na produtividade. Só que não é o caso da Celpe, pois ele é abusivo e conseguido graças à exploração daqueles que compram e pagam pelos serviços, os consumidores. Só para ter uma ordem de grandeza desta exploração descabida, entre 2007 a 2010, o lucro líquido da Celpe cresceu 43%, muito superior ao da inflação no período medido pelo IPCA que foi de 22,2%, e pelo IGPM que foi de 30%.

Daí se perguntar, de onde vem tal lucro extorsivo? O aumento das tarifas está indexado ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). O que é uma aberração, pois tal índice registra a inflação de preços desde matérias primas agrícolas e industriais até bens fiscais, abrangendo assim toda a população, sem restrição de nível de renda, ficando acima da inflação oficial, que é medida pelo Banco Central através do Índice Nacional de Preços ao Consumido Amplo (IPCA). Dai se levarmos em conta os reajustes médios a partir do primeiro ano de privatização até os dias de hoje (não levando em conta a aplicação da recomposição tarifaria extraordinária de 2,9% e 7,9% para distintas classes de consumidores que vigorou de 2001 a 2006, com a justificativa de cobrir os impactos financeiros causados pelo racionamento de energia sobre o caixa das distribuidoras e geradoras de energia elétrica, nem o Seguro de Capacidade Emergencial que elevou as tarifas de 3,3%), verifica-se um aumento médio total nas tarifas de 170%. No caso do reajuste de alta tensão (principalmente o setor industrial) o reajuste tarifário ainda foi maior, de 240%, e no de baixa tensão (residencial), foi de 130%. Por sua vez o índice que mede a inflação para aqueles que ganham de 1 a 40 salários mínimos, o IPCA, variou no mesmo período 102%.

Como resultado desta constatação, conclui-se que o indexador utilizado nos reajustes tarifários anuais (IGP-M) exerce forte influência para a elevação do valor das tarifas. Normalmente, a correção de salários, aposentadorias, benefícios e pensões, e de outros rendimentos que possuem algum tipo de indexação tendem a acompanhar a variação observada do IPCA. Na prática, as tarifas elétricas estão subindo pelo elevador, enquanto os salários dos consumidores sobem pela escada. Ai está o nó da questão. Logo, se não houver uma revisão no contrato de concessão, sempre teremos esta enorme diferença entre a inflação oficial e o aumento da tarifa.

Quanto aos serviços oferecidos, o Índice Aneel de Satisfação do Consumidor – IASC da Celpe deixa muito a desejar ao compararmos com outras empresas do país. Todavia são os consumidores é quem melhor podem melhor avaliar a qualidade destes serviços, que tem se deteriorado muito nos últimos anos, pelas reclamações e denuncias.

Bem, somente esta breve analise com os números retirados dos balanços contábeis da empresa são suficientes para concluir que a privatização colaborou sensivelmente para o aumento das tarifas (bem acima da inflação que corrige o salário do trabalhador), e que a qualidade dos serviços caiu drasticamente conforme constatado no dia a dia da população pernambucana. Privatização para que? Para quem?

 

 

Senado aprova isenção de taxa

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou ontem projeto de lei que isenta estudantes carentes do pagamento de taxas de inscrição para vestibular em Universidades Federais. As isenções poderão ser totais ou parciais. Pelo projeto, terá direito à gratuidade os alunos com família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e quem cursou o Ensino Médio completo na rede pública ou como bolsista integral na rede privada.

Além disso, o critério para a concessão do benefício prevê a necessidade do beneficiário ter renda familiar mensal ou menor ou igual a meio salário mínimo nacional, per capita, ou a três salários mínimos totais. Já votada pela Câmara dos Deputados, a matéria retorna à apreciação dos deputados, uma vez que foi alterada no Senado. Para entrar em vigor, no entanto, o projeto de lei prevê que o Executivo terá que estimar o montante da renúncia fiscal na proposta de lei orçamentária. A justificativa é que o benefício repercutirá nas receitas das instituições de ensino superior.

IMPOSTO

A CAE também aprovou projeto de lei que isenta do Imposto de Importação (II) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aquisições e operações realizadas no mercado interno de impressoras de caracteres em braille. Da mesma forma que a isenção de pagamento de taxa de vestibular, esse projeto estabelece que o Executivo terá que estimar a renúncia de receita para que o benefício entre em vigor.

 

A queda dos juros no Brasil

por Joeides Pereira

A Presidenta Dilma Rousseff em um ato republicano e de coragem determinou que os bancos públicos, Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, reduzissem as taxas de juros para níveis civilizados, mesmo que ainda falte muito para chegamos aos padrões internacionais, mas foram dados os primeiros passos. Esta atitude tem um simbolismo histórico, inicia-se o rompimento com uma ortodoxia da política monetária praticada no Brasil nos ultimos anos, que até pouco tempo era assunto proibido, pois o ambiente era de total hegemonia do capital financeiro nas ultimas três décadas.

Com a crise imobiliária americana de 2008, o mundo passou a ver com certo ceticismo essa hegemonia financeira, a crise mostrou uma ampla vulnerabilidade desse pensamento econômico. Sabe-se desde Keynes que o desenvolvimento rápido e não controlado dos mercados financeiros provoca fatalmente a sua deriva especulativa. Assim, neste contexto, a decisão da Presidenta, esta relacionada a um ambiente de maior autonomia das políticas monetárias hoje praticadas no Brasil, ressaltar a não interferências do conservador Fundo Monetário Internacional – FMI, que também vem sendo questionado em todo o mundo.

Embora seja oportuno fazer estas observações, a decisão de reduzir as taxas juros e o spread bancário, cumpre no curto prazo um importante papel, neste momento, de manter a economia brasileira aquecida, via aumento do crédito mais baixo para o consumidor final. Pois, a taxa de juros é muito sensível a decisão de consumir pelo lado das famílias e de investir pelo lado dos empresários. Ou seja, isso vai estimular o consumo, o investimento e a atividade econômica. Tendo em vista, a contaminação do baixo crescimento econômico mundial no Brasil.

O resultado desta decisão já começa a dar os primeiros frutos. Segundo relatório da Caixa Econômica Federal, desde o lançamento do programa Caixa Melhor Crédito, no último dia 09/04, aumentou em 17% o volume de concessões de crédito para Pessoa Física (PF), sendo disponibilizados R$ 518 milhões nos primeiros cinco dias do programa.

Para Pessoa Jurídica (PJ) a procura pelas linhas de crédito também foram acentuadas – um crescimento de 9%, somando R$ 323 milhões em volume de crédito.

Mas, o mais importante efeito desta decisão de redução das taxas de juros é pedagógico. A sociedade brasileira começa a se apropriar de um debate, antes bloqueado, ou pelas autoridades monetárias, ou pelos meios de comunicação. Ao propor um grande debate sobre os juros, a presidente Dilma atinge um novo patamar na política nacional. Agora, temos de fazer a nossa parte, pesquisar a menor taxa de juros, pressionando os bancos privados a reduzir suas abusivas taxas.

 

por JOEIDES PEREIRA,

Economista e Mestrando Economia na UFPE.

 

 

UAB Limoeiro completa cinco anos de sucesso na educação superior a distância

Educação a distância vem se tornando uma modalidade de ensino cada vez mais presente na vida dos brasileiros. Em Limoeiro, o polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB) mostra através de números os passos positivos alcançados ao longo de cinco anos em atividade. Implantado em 2006, o polo atende há 31 municípios das regiões Agreste e Mata Norte. Atualmente são oferecidos 08 cursos superiores: Pedagogia, Ciências Agrárias, Letras, Computação, Física, Administração Pública, Matemática e Tecnologia em Gestão Ambiental.

Os cursos são oferecidos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em parceria com a UAB e a Prefeitura de Limoeiro. Além das graduações, as especializações em Gestão Pública e Gestão Pública Municipal também são realidades.De acordo com a gestora do polo, Marijane Pimentel, quase 700 alunos são contemplados com os cursos oferecidos. No final do segundo semestre de 2011, a turma de Pedagogia da UFPB entrou para a história como a primeira turma a concluir o ensino superior na UAB Limoeiro.

Em uma área de aproximadamente 40m², o polo desfruta de um laboratório de informática com 50 computadores e internet oriunda de provedor próprio, ofertado pelo Ministério da Educação e da Comunicação. Ainda existe uma sala para aplicação de atividades e testes, uma biblioteca com um acervo de 4 mil livros de diversas disciplinas doados pelo Governo Federal e salas exclusivas para coordenação, gestão e tutores. O ambiente virtual pode ser utilizado pelos alunos de segunda à sexta-feira, nos três turnos. Aos sábados acontecem os encontros presenciais com os tutores.

Com informações da Assessoria

 

Leitor do Blog cobra da Prefeitura de Vitória melhores condições no transporte universitário

Estudante vitoriense que necessita se locomover até a Universidade na capital pernambucana relata seu suplício quando necessita do transporte universitário oferecido pela Prefeitura da Vitória de Santo Antão

Ônibus universitário que já foram "a menina dos olhos das campanhas políticas", agora não passam de 'carcaças'

“Senhor Prefeito Elias Lira,

Tomei a iniciativa de escrever ao senhor após observar, em 2 anos que viajo no ônibus da Prefeitura, reclamações diárias e constantes sobre as péssimas situações dos ônibus e também constatar o desgaste físico das pessoas ao ir e voltar diariamente.

Acordo todos os dias às 4h40 da manhã, pego o ônibus às 5h30 e vou tranquilo à Recife estudar, pois sem estudo nada seremos no futuro. Pretendo cursar medicina em alguma universidade pública e para isso é preciso muito estudo, concentração e determinação, situação em que boas horas de sono ajudam bastante…Então ao chegar em casa tomo banho, janto e vou estudar!

O que acabo de narrar deveria acontecer todos os dias, mas não é bem assim, a situação é bem diferente. Para começar não vou tranquilo à Recife, ao ir pegar o ônibus fico ansioso pra saber se vou em pé ou sentado, muitas vezes vou em pé. E não bastando ir em pé, vou no apertado, sentar é pra poucos, o corredor dos ônibus ficam cheios. Se eu viajasse todos os dias para brincar e me divertir não importava ir em pé ou sentado, mas como vou pra estudar, o fato de ir sentado ajuda bastante para me manter durante o dia. Não bastando isso, tenho que sair mais cedo de muitas aulas para poder pegar lugar sentado no ônibus na volta, tanto na hora do almoço, como na tardinha.

Depois de escrever sobre o fato de ir em pé ou sentado, me posiciono sobre outro problema: O calor! Na hora da volta às 12h30 o ônibus ao rodar por Recife, fato que demora cerca de 1hora e alguns minutos, fica insuportavelmente quente e abafado, o calor é intenso durante a tarde.

Então concluo que meu dia na verdade mesmo é assim: Acordo às 4h40, pego o ônibus às 5h30, mas vou em pé, tenho que lutar contra o sono, não só isso, vou em pé e no apertado, correndo o risco de um acidente qualquer me machucar feio, visto que o perigo de viajar em pé e sem segurança é grande. Já pensou em uma fatalidade?! Todos no ônibus sem cinto e muitos indo em pé, realmente é algo a se pensar…

Em fim, ir em pé, voltar no calor e também em pé, junto com o cansaço da viagem, torna-se algo desgastante e quando chego em casa, na qual deveria estudar bastante, não é possível, pois o corpo está pedindo cama, a viagem que deveria ser simples e confortável, acaba sendo insuportável e massacrante.

Se a Prefeitura da Vitória de Santo Antão tomar alguma atitude sobre o assunto, com certeza estará pensando no futuro da cidade: os jovens. Jovens que estão indo a Recife buscar conhecimento e com certeza trarão progresso à Vitória.

Creio que mais de 800 pessoas viajam todos os dias nos ônibus da prefeitura e quase todos já votam. Como já votamos, somos considerados cidadãos e é nessa condição que cito algumas mudanças a serem feitas rapidamente no sistema de transporte do nosso Município:

– A FISCALIZAÇÃO DA CARTEIRINHA DO ÔNIBUS, ASSIM DIMINUIRIA O NÚMERO DE PASSAGEIROS, POIS AQUELES QUE NÃO TIVESESSEM A CARTEIRINHA NÃO PODERIAM VIAJAR.

– MAIS UM ÔNIBUS PARA O CENTRO DO RECIFE, POIS CREIO QUE É PARA ESSE DESTINO QUE MAIS VITORIENSES SE DESLOCAM. É NECESSÁRIO MAIS UM ÔNIBUS SIM, ASSIM NINGUÉM VAI EM PÉ.

– COLOCAR CINTO DE SEGURANÇA, QUE É ALGO QUE DEVERIA TER EM TODOS OS MEIOS DE TRANSPORTE.

– COLOCAR UM AR CONDICIONADO NOS ÔNIBUS, LEMBRANDO QUE O CALOR É MUITO GRANDE, OU ENTÃO DAR UM JEITO DE COLOCAR AS JANELAS DOS ÔNIBUS MAIS PERTO DOS ASSENTOS, PROMOVENDO UMA MAIOR CIRCULAÇÃO DO AR.

FALO EM NOME DE TODOS OS ESTUDANTES QUE UTILIZAM O ÔNIBUS DA PREFEITURA PARA IR À RECIFE, APESAR DE ME POSICIONAR EM PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR, MAS É APENAS PARA UM MELHOR DESENVOLVIMENTO DA FALA.

OBRIGADO PELA ATENÇÃO,

IAN VITOR PAIVA DE LIMA”. 

 

Lei da Responsabilidade Educacional apresenta relatório de cumprimentos de metas em abril

Em audiência pública sobre o cumprimento da Lei da Responsabilidade Educacional n° 13.273/2007, na manhã desta quarta-feira (28), o Secretário da Educação Anderson Gomes anunciou a apresentação do relatório com indicadores educacionais – relativos ao ano de 2011 – para o próximo dia 25 de abril. O encontro aconteceu no Plenarinho III da Assembleia Legislativa de Pernambuco, na Rua da União – Boa Vista – Recife.

Estiveram presentes no encontro o deputado estadual e autor da Lei de Responsabilidade Educacional – Silvio Costa Filho (PTB), a presidente da Comissão da Educação e Cultura da Alepe – Teresa Leitão (PT), a assessora da reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – Flávia Campos, a promotora do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) – Catarina Gusmão, os representantes do Sindicato dos Professores de Pernambuco (Sintepe) – Rita de Cássia e Jairo Cavalcanti, o diretor executivo da União dos Estudantes de Pernambuco (Uespe) – Cícero Nóbrega, e os deputados estaduais Ângelo Ferreira (PSB) e Adalto Santos (PSB).

Há quatro anos sancionada pelo Poder Executivo, as determinações da Lei ainda não estão sendo cumpridas em Pernambuco. O objetivo central é reunir, em um relatório anual, indicadores educacionais que apontem o desempenho de cada instituição de ensino da rede estadual. No documento também devem ser constadas metas para os quatro anos subsequentes.

“Sabemos que a educação no Estado avançou nos últimos cinco anos, mas ainda há muito que ser feito. O acesso de alunos às escolas é maior, mas os números precisam ser qualitativos”, frisou Costa Filho. O parlamentar acrescentou que na Câmara Federal dos Deputados existe o Projeto de Lei n° 7420/06 em tramitação há anos, de autoria de Raquel Teixeira (PSDB) e relatado por Raul Henry (PMDB), mas que ainda não obteve aprovação. “Pernambuco saiu na frente do País, o projeto foi aprovado por unanimidade dos 49 deputados da Casa. A Lei é pioneira, mas é preciso que saia do papel”.

De acordo com o secretário da Educação, o relatório de 2011 será entregue à Comissão de Educação e Cultura da Alepe no dia 25 de abril. “A Lei é muito importante e se alinha com a forma do governador Eduardo Campos de gerir o Estado. O momento educacional de Pernambuco está muito bom, estamos em constante crescimento em relação aos indicadores internos e externos. O importante é lembrar que não estamos estagnados”, disse Anderson Gomes. O secretário sugeriu incluir os indicadores do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no relatório.

Catarina Gusmão do MPPE destacou a importância de reformular a Lei com a inclusão do Plano Estadual da Educação, e também aproveitou o espaço para questionar o secretário sobre os métodos de contratação de professores atuais. “Por que estão investindo em contratos temporários ao invés de efetivar os professores concursados e capacitados para exercer tal função? Acaba-se gastando mais”, alertou.

A promotora relevou a importância de investir na infraestrutura das escolas. “Há uma preocupação do governo de incluir a tecnologia nas escolas, com tablets e afins, mas antes disso as instituições precisam de instrumentos básicos, como a implantação de bibliotecas em toda rede até 2016, conforme lei federal”, lembrou.

Já a deputada Teresa Leitão pontuou algumas modificações que podem ser feitas na Lei, como a inclusão de laboratórios de ciências em todas as escolas da rede estadual, de grêmios estudantis, de uma radiografia com o perfil social dos alunos, entre outras. “A Comissão de Educação e Cultura apresentará em breve um substitutivo à Lei atual, com as sugestões e observações feitas nesta audiência, e este passará a ter validade em 2013”.

 com informações da Assessoria.

 

Itapacurá, o Tietê pernambucano

Melício Oliveira, leitor do Blog, continua sua saga com o nosso Rio Itapacurá

O rio Itapacurá, em 1999, ganhou o apelido de “Tietê pernambucano” do bacharel em Geografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Bartolomeu do Nascimento.

Em seu estudo sobre o abastecimento e a qualidade da água distribuída à população da Região Metropolitana do Recife (RMR), Bartolomeu apontou o uso indiscriminado de agrotóxicos nas plantações, a deficiência no esgotamento sanitário das cidades que formam a bacia do rio, os resíduos das casas de farinha (manipueira), as dragagens sem controle da retirada de areia e o desmatamento como os principais agentes de degradação do Itapacurá.

Com isso, pelo elevado nível de poluição de suas águas, o Itapacurá foi comparado a outro triste retrato de abandono, o rio Tietê, no Estado de São Paulo.

por Melicio Oliveira.

LEIA AINDA: Retrato de um rio que ninguém vê

 

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