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Governo Elias Lira conta com mais recursos do que os 08 anos do Governo de Aglailson

RECORD DE ARRECADAÇÃO EM VITÓRIA DE SANTO ANTÃO

por Elias Martins

A administração do Município da Vitória de Santo Antão está em festa. Há 09 anos que não se obtinha um resultado financeiro tão bom, comparando-se o crescimento após a dedução da inflação.

São R$ 146,9 milhões de Reais o resultado alcançado pelo fechamento das contas de 2011. 31,27% foi o crescimento da Receita Orçamentária que deduzida a inflação, ficou em 24,77%, com média mensal de R$ 12,2 milhões de Reais. Já a Receita Corrente, teve o maior crescimento da história do município, com 34,24%, onde após a dedução da inflação, ficou em 27,74%, com média mensal de R$ 12,1 milhões de Reais.

Os números ficam ainda mais interessantes, ao compararmos a administração anterior de 08 anos ininterruptos, que somou uma arrecadação bruta de R$ 445 milhões de Reais, com média de R$ 55,6 milhões de Reais, contra uma arrecadação bruta de R$ 351 milhões de Reais do Governo Elias Lira (PSD) em apenas 03 anos, com média Super Recorde de R$ 116,9 milhões de Reais, representando um crescimento de 110,25%.

Para o fechamento de 2012, os números apontam que atual administração superará em R$ 100 milhões de Reais a arrecadação dos 08 anos da administração anterior, em apenas 04 anos.

O efeito da chegada da Sadia à cidade, já está sendo refletido no ano em curso, nos cofres do Município. Para a nova administração eleita nas eleições deste ano, começará a chegada também do efeito Kraft Foods, que espera-se bem mais rentável que a Sadia, afora as outras médias e pequenas empresas que andam se instalando em Vitória de Santo Antão.

A parte negativa de tudo isto, é que ainda não se sabe para que o ex-prefeito nomeou tantos fiscais tributários e pseudos procuradores, se continuamos inteiramente reféns de transferências do Estado e da União, passados quatro anos da inclusão desses profissionais no quadro funcional do município, a um custo altíssimo para os nossos bolsos, equivalente a aproximadamente 1/3 de toda a arrecadação anual local.

Finalizo este post, informando que o Tablóide “Valor Vitoriense” estará de volta ainda este mês às ruas da cidade, como também serão definitivamente ativados os “Blog do Elias Martins” e “Valor Vitoriense On line”, abrindo amplos espaços para informação do cidadão vitoriense, sobre os números da gestão pública local, “Passado, Presente e Futuro”.

 

Por Elias Martins,

Colunista do Blog.

 

 

 

 

Vitoriense tem seu trabalho aprovado para a 4ª Mostra Científica da ANPG

Com o tema “Vitória de Santo Antão e a Interiorização do Desenvolvimento de Pernambuco”, o Trabalho do Mestrando vitoriense Anderson Diego foi aprovado na modalidade de discussões temáticas para apresentação na 4ª Mostra Científica da Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG), que deve acontecer entre os dias 03 a 06 de maio, em São Paulo, SP.

Este estudo buscou sintetizar as principais potencialidades existentes no Município de Vitória, além, dos desafios que o Município deverá superar para atrair novos investimentos e empreendimentos futuros.

Anderson Diego é especialista em Administração de Marketing na Universidade de Pernambuco – Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco (UPE-FCAP), com formação no ano de 2010.

Para esta pesquisa, foi desenvolvida uma investigação acerca da história da Vitória de Santo Antão desde o seu povoamento, datado em 1626, até os dias atuais, destacando-se a instalação de importantes empreendimentos, a exemplo da Sadia e Kraft Foods. Tendo como fonte de consultas, importantes órgãos como a Agência Estadual Condepe/Fidem, IBGE, PNUD, além de consultas a autores diversos e a realização de entrevistas com representantes de vários segmentos do Município de Vitória.

A programação final da Mostra, com datas, horários e locais de apresentação será divulgada no site da ANPG (www.anpg.org.br) no dia 30 de abril e 2012.

 SAIBA MAIS AQUI e AQUI

 

Funcionário da Sadia morto a tiros na saída da empresa

O funcionário da Empresa Sadia, José Liano dos Santos, de 32 anos, que residia no Loteamento Caiçara, em Vitória de Santo Antão, foi assassinado por volta das 20h do sábado (24), às margens da Rodovia PE 50 – situado na Zona Rural da Vitória, Zona da Mata do Estado.

De acordo com informações da Polícia Civil, a vítima largava da empresa onde trabalhava, quando foi atingido por seis disparos de arma de fogo. No momento, o rapaz conduzia uma motocicleta que havia pego emprestada com o seu irmão para se deslocar ao trabalho.

A motivação e autoria do crime estão sendo investigados pela Delegacia da Vitória de Santo Antão através dos Delegados que formam a equipe CVLI (Crimes Violentos Letais e Intencionais), da 12ª Delegacia Seccional do Município.

 

“Vitória tem como desafio a sua reforma urbana e a qualificação”, atesta pesquisa acadêmica

por Rafael Peixoto

Mestrando da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e ter cursado a Especialização em Administração de Marketing pela Universidade de Pernambuco (UPE), Anderson Diego debateu sobre o desenvolvimento econômico da Vitória de Santo Antão com o Blogueiro Lissandro Nascimento, no Mesa Redonda do Programa A VOZ DA VITÓRIA, abordando os principais aspectos desse crescimento econômico e dos empreendimentos que chegam e se fortalecem na cidade. Tudo isso baseado em sua pesquisa científica que aborda a interiorização do desenvolvimento em Pernambuco, sobretudo na Terra das Tabocas.

Segundo Anderson Diego, Vitória de Santo Antão tem sido beneficiada por três motivos: o primeiro é a situação geográfica, por ser a primeira cidade depois da Região Metropolitana do Recife que dispõe de fácil acesso e uma pequena distância até a capital; segundo, pelo histórico da cidade na região que sempre foi forte na questão agrícola; e por último os investimentos que o município já recebeu a exemplo da duplicação da BR 232 e do gasoduto. “Estes dois últimos são importantes para a industrialização. Tendo em vista que a existência de estradas para o escoamento da produção e a outra por existir fontes de energia alternativas”, comentou. Completando com os dados de uso do gás natural nas grandes empresas de Vitória, com a Sadia e a Kraft Foods, ambas utilizam mais de 50% do gás natural como sua fonte de energia.

Um ponto bastante interessante abordado pelo mestrando foi quanto à condição da industrialização andar paralelo com a agricultura. “Assim Vitória não vai perdendo em um setor que sempre foi forte, já que a maioria das fábricas que se instalam no município utiliza-se da matéria prima produzida na cidade, contudo, o crescimento do polo industrial vai ser maior do que o do polo agrícola, apesar de ambos disporem de significativas chances de crescimento”, acredita.

Quanto ao mais novo investimento na cidade – o Vitória Park Shopping, também foi pauta na conversa, pelo qual Anderson Diego afirmou que com esse novo empreendimento Vitória deverá se consolidar como polo alternativo de lazer, gerando emprego e renda. Porém, ele ressalta que é preciso ter um trabalho de logística visando a acessibilidade da população ao local, bem como o cuidado com possíveis agressões ao meio ambiente.

Além do grande momento da industrialização que Vitória vivencia, Diego mencionou a respeito dos outros diversos fatores de desenvolvimento no Estado de Pernambuco, citando a Transnordestina, a Transposição do Rio São Francisco, Gasoduto, Refinaria Abreu e Lima, FIAT e a Copa do Mundo. “Todos trazem grande desenvolvimento econômico para o Estado e principalmente para regiões fora dos grandes polos urbanos”, salientou.

Por fim, mencionou quanto aos resultados alcançados com a sua pesquisa acadêmica. Ele propôs algumas intervenções a médio e a longo prazo, os quais deverão ser tomados a fim de que o desenvolvimento econômico possa andar harmonicamente com o desenvolvimento social. Sugere que Vitória de Santo Antão deva elaborar o seu Plano Diretor que preze pela Reforma Urbana, somado a preocupação diante da qualificação pontual de sua mão de obra local, tudo isso antenado com os três níveis governamentais. Considera ainda que o Município deva fomentar uma campanha de marketing e comunicação a fim de atrair outros empreendimentos que contribuam com a diversificação de sua economia.

“Estes são os desafios colocados para que a cidade alcance seu equilíbrio econômico e o bem estar social, em razão de este crescimento econômico ser um fator real para os próximos anos. O que prevalece como dado interessante nesta pesquisa é poder constatar que a população se encontra com uma forte auto-estima, fator preponderante para que a região alcance bons resultados”, sintetizou.

BR Foods, que tem fábrica em Vitória, monta joint venture com empresa chinesa

A Brasil Foods anunciou nesta terça-feira, por meio de fato relevante ao mercado, que fechou uma joint venture com a empresa chinesa Dah Chong Hong (DCH). A parceria, segundo a companhia, busca desenvolver a marca Sadia no mercado chinês, além de ter acesso ao processamento local, com alcance dos canais varejo e alimentação na China continental, Hong Kong e Macau.

Os grupos estudavam a proposta desde maio do ano passado, quando assinaram um memorando de entendimentos. A estimativa é que a nova empresa alcance volumes acima de 140 mil toneladas e receitas de aproximadamente US$ 450 milhões no primeiro ano.

De acordo com o comunicado, Brasil Foods e Dah Chong Hong terão participação igualitária e gestão compartilhada no conselho de administração e no comitê executivo. Na nova companhia, cujo nome não foi divulgado, a BRF será responsável pela produção, suporte técnico e marketing dos produtos. Já a DCH atuará nos canais de varejo, processamento, embalagem e serviços gerais de suporte de operação.

Criada em 1949, a DCH é um dos maiores distribuidores de automóveis, alimentos e produtos de consumo na China. É controlada pelo grupo Citic Pacific, empresa aberta e com papéis listados na Bolsa de Hong Kong.

BR Foods no Estado

A Brasil Foods (BRF), que congrega marcas como Sadia, Perdigão e Batavo, possui um complexo industrial em Vitória de Santo Antão, Zona da Mata Sul do Estado. O empreendimento começou a operar em março de 2009 e gera atualmente mais de 1,1 mil empregos. A fábrica opera quatro linhas de embutidos, como mortadela, apresuntado, salsichas, linguiça cozida, presunto de peru e lanche.

No momento, a empresa constrói uma nova unidade industrial em Pernambuco, ao custo de R$ 140 milhões. A fábrica de margarinas produzirá itens das marcas Qualy, Deline e Claybom. A nova planta terá capacidade para produzir oito mil toneladas/mês de margarinas. Segundo o presidente de Assuntos Corporativos da BRF, Wilson Mello Neto, o início das operações está previsto para janeiro de 2013.

Com informações da Agência O Globo e redação do Diario

 

Desenvolvimento a todo custo

DESCOMPASSO?: Desenvolvimento Econômico versus Desenvolvimento Social

por Helder Sóstenes

Ano eleitoral é assim: tempo de ter discurso afiado na ponta da língua. Com o Prefeito Elias Lira (PSD) não poderia ser diferente, por onde passa rasga sua nova retórica desenvolvimentista, chegando a dizer que dentro em breve nenhum vitoriense ficará sem emprego (!?). Antes que alguém me corrija me acusando de esquecimento, economicamente, com a chegada das “grandes empresas” como BR FOODS (conhecida como SADIA) e a KRAFT FOODS, o desemprego evidentemente deve ter caído e a economia deve por si, ter melhorado, e isso ninguém discute. A chegada de grandes empresas melhora sim a economia de uma cidade, além de dar uma melhor perspectiva de futuro a população.

Como então uma cidade pode ter discurso de desenvolvimento se ela esquece ou não cumpre um Plano Diretor, que para quem não sabe, é o instrumento básico em forma inclusive de lei, o qual orienta o Poder Público e a iniciativa privada (principalmente), na construção de espaços em determinada área. Via de regra, o Plano Diretor pode ou poderia restringir, por exemplo, a construção de edificações próximo às margens ribeirinhas, do Rio Tapacurá, ou mesmo, aterros e poluição do rio por empresas e residências. Além disso, poderia estabelecer regras de instalação de escolas, construção de parques, bibliotecas, policiamento, cobertura para incêndio, dentre outros.

Na construção deste instrumento, para que ele esteja de acordo com os anseios reais da sociedade, não só vereadores devem ser consultados, mas a própria população com auxílio, claro, de profissionais de áreas como: Engenharia, Biologia, Economia, Sociologia etc. pois este planejamento será para o futuro, retratando o sonho de ambição norteador daquela população.

Uma cidade que historicamente, prefeitos passam, e fazem vista grossa ao uso irrestrito do solo, dificilmente o desenvolvimento econômico retratará na prática as necessidades reais da sociedade. É como se escutar esta notícia pelo rádio sendo impedido de olhar in loco os principais problemas da cidade. Se fosse o contrário, poderiamos ver, por exemplo, uma feira-livre organizada, calçadas sem obstáculos, fiscalizações em obras sem alvará de funcionamento, inclusive próximo ao rio por conta das enchentes, não custa sonhar também em espaços destinados a ciclovias. Aí sim, poderia realmente afirmar aos quatro cantos que a política pública estava sendo realmente voltada ao desenvolvimento, sem ficar a mercê exclusivamente da doação de um terreno para instalação de uma ou duas grandes empresas, pois aí eu pergunto: O que adianta a economia multiplicar substancialmente se problemas históricos permanecem?

Ninguém quer que a cidade da Vitória de Santo Antão, se transforme em uma Jaboatão velha, que apesar de ter números recordes no Estado, em quantidade de empresas e arrecadação fiscal, não fez a tempo seu dever de casa em urbanizar adequadamente os espaços públicos, hoje se o fizer, fará a um alto preço. Ou se pensa o contrário?

 

por Helder Sóstenes,

Diretor do Jornal Correio do Interior. Colunista do Blog.

 

 

 

Bons Ventos 2012…

por Elias Martins

Adversamente a  todas as dificuldades enfrentadas pela atual administração do Município da Vitória de Santo Antão desde a ultima posse em 2009, começam a surgir novos e bons ventos a favor da mesma, principalmente em ano de eleições municipais.

Ao final de cada ano, o Governo do Estado de Pernambuco divulga a participação de cada município na fatia do bolo do ICMS para o próximo exercício.

Desde a chegada da SADIA, era grande a expectativa da melhoria desta participação que vinha em pleno declínio nos últimos 14 anos.   Em fim começam a  surgir os benefícios deste “Boom Industrial” de nosso município.

Para melhor entender, a coisa funciona mais ou menos assim:

 1.    O Estado arrecada o ICMS, e de toda a arrecadação, em períodos semanais, separa 25%, para dividir entre os municípios da Federação, onde sobre o resultado geral das vendas, base do tributo, de dois anos anteriores, defini-se a participação de cada município na divisão do bolo.  Exemplo: Tudo que foi arrecadado em 2010, serve como base para os índices definidos para 2012.

2.    É muito mais responsabilidade do município do que do Estado, a fiscalização das vendas, pois a ele interessa uma melhor participação na divisão da arrecadação que lhe cabe.

Historicamente, esses são os índices de participação no ICMS, pela Prefeitura Municipal da Vitória de Santo Antão, nos últimos seis anos, com suas respectivas receitas globais, transferidas pelo Estado de Pernambuco:

2006 – 0,9762  -  R$ 10.019.813,28

2007 – 0,9629  -  R$ 10.781.088,28

2008 – 0,9465  -  R$ 11.887.435,53

2009 – 0,9383  -  R$ 12.616.493,35

2010 – 0,9671  -  R$ 15.967.742,13

2011 – 0,9954  -  R$ 19.578.667,17

Como é de conhecimento de todos, a SADIA iniciou suas atividades em meados de 2009, e de forma comedida, diante dos prejuízos que resultaram em sua fusão com a PERDIGÃO.

Com a melhora da capacidade produtiva a partir de 2010, ano que serve como base para o índice de distribuição a partir de 01.01.2012, apresento-lhes o maravilhoso índice de repasse para nosso município, anunciado recentemente pela Secretaria da Fazenda Estadual – 1,2832, crescimento recorde de 28,91%, entre 2009 e 2010.

No ranking da participação, estas são as classificações de Vitória de Santo Antão a partir de 2007:

             2007 – 14º      2008 – 13º      2009 – 14º      2010 – 14º      2011 – 12º

Com a entrada em produção da KRAFT já em 2010, os horizontes são muito mais animadores, sem contar o conjunto de todas as indústrias em instalação em nosso município.

Por fim, considerando o índice definido para as transferências do exercício de 2012, somados a média de crescimento da arrecadação dos ICMS dos últimos dois anos, estamos seguindo para uma transferência global em 2012 próximo dos R$ 30 milhões de Reais, algo em torno de 50% crescimento efetivo, com média de R$ 2,5 milhões mensais, contra o R$ 1,6 milhões verificados em 2011.

Melhora a condição do município no enfrentamento de seus problemas sociais, mas ainda fica um tanto distante de suas soluções.   Não custa lembrar, que em 2010, a Receita Per Capta Pública de Vitória, parâmetro que define a capacidade do município em retornar sua arrecadação para a prestação de um bom serviço a sua população, tem como classificação o 172º lugar no ranking do Estado de Pernambuco, composto de 184 municípios.

por Elias Martins,

Colunista do Blog.

 

 

 

 

 

Cerol mata motoqueiro vitoriense

Diário de Pernambuco

A quantidade de motos e carros parados às margens da BR-232, nas proximidades do Curado II, Jaboatão dos Guararapes, chamava a atenção de quem passava pela rodovia, no final da tarde do último dia de 2011. Todos assistiam incrédulos a uma cena que comoveu os profissionais da ambulância que tentavam em vão prestar socorro à vítima e os bombeiros que foram acionados para atender à ocorrência. Um jovem de 26 anos pilotava uma moto em direção a Vitória de Santo Antão, acompanhado de um colega que estava na garupa, quando perdeu a vida por causa de um brinquedo aparentemente inofensivo. Ronaldo Francisco da Silva foi atingido pela linha de uma pipa que estava com cerol. O golpe no pescoço foi fatal.

O garupa ficou em estado de choque. O perigo de casos como esse tornou obrigatório o uso do aparador de linha (antena corta-pipas) nos veículos usados por motofretistas e mototaxistas, desde agosto do ano passado. A moto de Ronaldo não tinha o equipamento, o que serve de alerta aos outros usuários. Um aparador custa em média R$ 15. Em pouco tempo, dezenas de pessoas se aproximaram para observar o acidente. O corte no pescoço era profundo.

“O amigo dele ficou todo melado também. O corte foi grande. O rapaz perdeu muito sangue. Infelizmente, nem a ambulância nem nós conseguimos fazer nada. Ele morreu rápido”, contou o bombeiro Robson Marques. Ainda de acordo com Marques, um PM que também estava de moto vinha logo atrás de Ronaldo e viu o momento em que ele caiu no chão. “O policial disse que quando parou, viu que o motoqueiro sangrava muito pelo pescoço”.

Enquanto o corpo estava coberto no chão, um adolescente chegou com uma lata com linha de pipa perguntando o que havia acontecido e foi alertado por um colega a esconder o material.

O garupa da moto seguiu para Vitória de Santo Antão de carro. Lá, relatou a tragédia aos familiares da vítima, que o aguardavam para a festa da virada do ano novo. Ontem pela manhã, Sérgio Severino da Silva, 35, irmão de Ronaldo, esteve no IML para a liberação do corpo. Ele contou que a família permanece em estado de choque. “Meu irmão comprou essa moto recentemente. Não rodava com ela pelo Recife. Ele só veio para pegar o amigo em Ponte dos Carvalhos”, disse Sérgio. Ronaldo da Silva era funcionário da fábrica da Sadia. Deixou a mulher e um filho de três anos. O sepultamento aconteceu na tarde de ontem.

 

BRF Brasil Foods é multada por desobedecer decisão da Justiça

Portal Vermelho

A BRF Brasil Foods, empresa criada a partir da associação entre Perdigão e Sadia e que detém as marcas Batavo, Elegê e Qualy, entre outras, foi multada R$ 4,7 milhões por descumprir decisão judicial que a obrigava a conceder pausas para recuperação de seus empregados em Capinzal (SC). A unidade abate cerca de 450 mil frangos por dia e emprega 4,5 mil pessoas.

A empresa é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, vendendo para 140 países e operando 61 fábricas em 11 Estados, além de indústrias na Argentina, Reino Unido e Holanda. No total, a empresa possui cerca de 115 mil trabalhadores em seu quadro de empregados. 

A unidade de Capinzal abate cerca de 450 mil frangos/dia . Segundo estimativa do Ministério Público do Trabalho, 20% dos empregados têm algum tipo de doença ocupacional com base em perícias realizadas.

 Mesmo após perícias realizadas pelo Ministério Público do Trabalho indicarem que, de cada dez funcionários, dois têm algum tipo de doença ocupacional, a empresa se nega a cumprir decisão da juíza Lisiane Vieira, que em fevereiro deste ano, a juíza da Vara do Trabalho de Joaçaba, Lisiane Vieira, havia obrigado a empresa a conceder pausas de recuperação de fadiga de 8 a cada 52 minutos de atividades repetitivas e notificar doenças ocupacionais comprovadas ou em suspeita.

 Na mesma tutela antecipada, proibiu a Brasil Foods de promover jornadas extras para minimizar os efeitos nocivos do trabalho a seus funcionários. Então, o Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina, em favor da empresa, cassou a tutela antecipada. Por fim, o Ministério Público do Trabalho recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) que, por unanimidade, restabeleceu a decisão da Vara do Trabalho de Joaçaba.

 A decisão é mais uma no histórico de problemas trabalhistas acumulados pela empresa. Há menos de dois meses, o Ministério Público do Trabalho entrou com uma ação porque, na mesma unidade, câmeras de vigilância foram instaladas dentro do vestiário em que os funcionários trocavam de roupas, o que pode ser considerado assédio moral. 

Em coletiva na tarde desta segunda (12), em Florianópolis, o procurador do Trabalho Sandro Sardá afirmou que a empresa investiu cerca de R$ 50 milhões em automação de seus processos industriais em Capinzal, mas “os empregados continuam submetidos a um ritmo de trabalho intenso e incompatível com a saúde física e mental, com a realização de 70 a 120 movimentos por minuto, quando estudos apontam que o limite de 30 a 35 movimentos por minuto não deve ser excedido”. Segundo ele, “trata-se de grave desrespeito ao Poder Judiciário Trabalhista, ao Ministério Público, aos trabalhadores e a toda a sociedade” por conta do descumprimento da decisão do TST.

 

Parte da BRF vai para Marfrig

REPASSE Cade aprova operação de venda de ativos da Sadia e Perdigão. Isso servirá para reverter o possível monopólio da fusão

Jornal do Commercio

SÃO PAULO – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu aval, ontem, à operação de troca de ativos entre a BRF Brasil Foods e a Marfrig. Pela manhã, o presidente da Marfrig, Marcos Molina, e o vice-presidente de assuntos corporativos da BRF, Wilson Melo Neto, estiveram na sede da autarquia para apresentar o modelo de negócio aos integrantes do Cade.

A apresentação foi feita ao conselho Ricardo Ruiz, que estava à frente do processo de acordo entre que compõem a BRF Foods – Sadia e Perdigão. Também estiveram presentes os conselheiros Marcos Paulo Veríssimo, Alessandro Octaviani e Elvino Mendonça, além do procurador-geral da autarquia, Gilvandro Araújo.

Segundo fato relevante divulgado ontem pela empresa, as partes fecharam acordo que determina a permuta entre marcas e instalações das duas companhias.

Para aprovar a fusão entre Sadia e Perdigão, o Cade obrigou a Brasil Foods a vender, a um só grupo, 10 fábricas, 4 abatedouros, 12 granjas, 4 fábricas da ração, 2 incubatórios de aves e 8 centros de distribuição.

Em troca do que será cedido pela BRFoods, a Marfrig cederá parte dos ativos da marca Paty na Argentina, líder no mercado de hambúrguer no país, as marcas das linhas de processados Paty, Barny e Estancia Sur, granas de suínos e propriedade rural no Mato Grosso, operações comerciais da Paty no Uruguai e no Chile, além de pagar R$ 200 milhões adicionais.

PERNAMBUCO

As duas unidades da BRFoods em Pernambuco se manterão na companhia. Elas tiveram as obras iniciadas antes da fusão, mas, apesar disso, foram mantidas dentro do planejamento de atuação da empresa, depois da orientação do Cade.

 

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