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João Álvares completa 80 anos com a missão de celebrar Vitória de Santo Antão


Recentemente registrou-se os oitenta anos do empresário e jornalista vitoriense João de Albuquerque Álvares. A data chegou a ser referenciada inclusive pelo Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, através do Professor Pedro Ferrer,  numa graciosa homenagem que o Jornal da Instituição – O Vitoriense – o fez merecidamente. Recebi também uma cópia que o próprio João Álvares produziu, assinalando sua autobiografia – batizada de SINOPSE – ilustrando, em seu salutar e maduro conteúdo, suas inúmeras atividades e contribuições dispensadas ao longo de sua vida especialmente dedicadas a Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, resumindo in loco suas impressões de vida ao longo dos seus oitenta anos.

Sua impagável contribuição foi quando nos últimos anos produziu o livro sobre a História da Vitória, o que permitiu perpetuar a sequência das obras lançadas pelo ilustre vitoriense José Aragão em sua histórica trilogia, resgatando períodos históricos da cidade desde 1626 até a década de 1980, continuados por Álvares até a presente década, os quais, em suas transcrições, reverberam centenas de textos do Blog A Voz da Vitória (Ver AQUI).

João de Albuquerque Álvares é uma daquelas personalidades que enobrecem as virtudes e a boa essência da vida humana. Sua trajetória é marcada pela seriedade e sensibilidade, atestados como homem de família, honrado também como homem público, além de deter exemplos de bom profissional em tudo que fez, somado ao fato de ser comprometido e dedicado as nobres causas da Terra das Tabocas. Tive o prazer em conhecê-lo ainda adolescente, quando ele atuava como lojista em um estabelecimento comercial no Centro da cidade. Logo adiante, tivemos dois momentos que nos aproximaram e tenho o prazer em destacar: o primeiro foi quando debatemos fatos históricos vitorienses em um programa de rádio que eu apresentava (AQUI); o outro, foi quando eu fui convidado a fazer parte de uma sabatina que lhe foi feita em sua homenagem (AQUI).

CASAL 20 vitoriense: João e Lourdinha Álvares. Foto: Blog do Pilako

Na Sinopse, João Álvares relata suas experiências desde quando veio ao mundo no dia 13 de outubro de 1934. Aos 03 anos, foi acometido pelo vírus da Poliomielite, que o deixou com sequela no pé e na perna direita. Mesmo assim, começou a trabalhar aos 15 anos no antigo Banco Financiador. Em 1960, casou-se com Lourdinha Álvares e constituiu família com quatro filhos e cinco netos. Desde jovem, atuava no setor jornalístico, influenciado pelo professor José Aragão, e paralelamente exerceu a atividade de empresário desde o ano de 1957. Na imprensa, ele editou com oficina própria o Jornal Gazeta da Vitória. Foi correspondente do Jornal do Commercio e Diário de Pernambuco durante vários anos. Nos jornais vitorienses, João Álvares escreveu para: O Progresso, O Lidador, Vitória Hoje, A Voz da Vitória e o Jornal da Vitória (José Edalvo). Relata ainda sua participação em diversos segmentos sociais, quando atuou praticamente em todas as frentes – carnavalesco, educacional, social, filantrópico e empresarial – onde narra com entusiasmo.

Determinado e motivado a prosseguir, João Álvares anuncia sua próxima obra que pretende deixar de presente às futuras gerações: A Revista – LINHA DO TEMPO. Ele assegura registrar por ordem cronológica os eventos considerados relevantes desde a fundação do Município em 17 de janeiro de 1626 até 17 de janeiro de 2015. O projeto coaduna com a segunda fase que pretende reunir o período de 2015 a 2026, quando Vitória de Santo Antão completará 400 anos de fundação.

 

 

Blog A VOZ DA VITÓRIA ajudando a escrever a história da Vitória de Santo Antão


'Imortalizados agradecimentos' de Lissandro Nascimento

Caros leitores e leitoras,

Vocês não imaginam como fiquei feliz ao manusear o Livro “História da Vitória de Santo Antão – 1983 a 2010″, e nos seus últimos anos constatar que vários episódios descritos nesta obra foram ocupadas pelos textos de nosso Blog A Voz da Vitória.

Organizado pelo Jornalista João de Albuquerque Álvares, Professor Pedro Ferrer, Diva Holanda e Lucivânio Jatobá, o livro contou com a profícua dedicação de seus autores, pessoas que admiro muito, desde já estou agradecendo.

Para todo blogueiro, ter o trabalho de seu Blog reconhecido é muito especial! Afinal, todo mundo sabe como é difícil conciliar vida pessoal com o Blog, que nos toma muito tempo. E por tomar muito tempo que se torna especial. Cada comentário, cada seguidor, cada novo visitante são como se fossem a resposta de que o nosso trabalho como blogueiro está realmente valendo a pena, sobretudo quando parte deste trabalho fica imortalizado.

O real motivo de tudo isso são vocês, que visitam este Portal. 

Tomara que a gente continue assim, sempre trocando gestos de amizade, confiança e consideração. Penso que a gente deveria viver assim, distribuindo palavras amigas e fazendo com que os sentimentos nobres se alastrem pelo mundo.

Faço questão de registrar os meus agradecimentos aqueles que continuam o legado de José Aragão permitindo que a memória histórica da Terra das Tabocas continue sendo escrita. As palavras são impregnadas de vibrações, por isso não devemos perder nenhuma oportunidade de manifestar bons sentimentos. A imortalidade de que se reveste a natureza humana faz o homem sempre presente, presente pela cultura que transmite, presente pelo exemplo que legou. O nosso agradecimento sincero aos nobres autores.

Durante todos esses anos várias pessoas colaboraram e nos ensinaram muitas coisas… E confessamos que não aprendemos tudo que quisemos, mas aprendemos tudo que pudemos. Considero muito importante para um autor ou para qualquer pessoa que realizou um sonho agradecer a aquelas que estiveram presentes na sua vida e acreditaram naquilo que acreditou. Por isso eu quero muito deixar registrado aqui esse momento para todos que me ajudaram.

Gostaria de começar agradecendo a todas as pessoas que colaboraram/colaboram comigo. Foram tantas pessoas desde 2008, mas algumas eu gostaria muito de citar. Aos que estão conosco a exemplo de Vandson Kássio, José Sebastian, Josimar Cavalcanti, Márcio Souza e Jáder Siqueira. Aos que estiveram conosco em intervalos curtos e longos do tempo, registrando Emerson Lima, Bernardo Júnior, Orlando Leite, Gilberto Claudino Júnior, Luciano Santos, Cláudio Gomes, Genilda Alves, Berg Araújo, Adriano Campelo, Alex Santana e os nossos nobres colunistas, a Equipe da 7 Inove, colaboradores, parceiros e patrocinadores, com vocês caminhamos juntos. Perdão se o lapso me fez esquecer alguém. Todos têm a sua importância e serão sempre lembrados.

Obrigado por fazerem do aprendizado não um trabalho, mas um contentamento. Aos que se mostraram amigos e preocupados com nossos interesses, nosso respeito e eterna gratidão.

De modo que parabenizo pela obra que deveria estar presente em cada residência de cada cidadão e cidadã vitoriense. É prazeroso saber que estamos contribuindo para escrever a história da Vitória de Santo Antão, além de poder estar convergindo e divergindo no esforço de construir melhores resultados para o futuro deste Município, no que aumenta a nossa responsabilidade em procurar agir com lisura e compromisso com a verdade.

Se Deus quiser continuaremos colaborando a escrever “mais um capítulo da história de nossa amada terra brasileira”.

Imortalizados Agradecimentos;

Lissandro Nascimento

Editor do Blog.

 

 

Legado de Aragão continua com João Álvares


João Álvares

Foi lançado na noite dessa segunda-feira (19) na Faculdade Osman Lins (FACOL), o livro História da Vitória de Santo Antão, relatando o período que corresponde aos anos de 1983 a 2010, organizado pelo jornalista João Álvares.

O período que envolve três décadas da história do Município da Vitória de Santo Antão é um esforço em dar continuidade as três obras lançadas na década de 1980 pelo historiador José Aragão, onde esta obra retrata desde a criação da cidade em 1626 até os aspectos sociais, políticos, econômicos e da ordem urbana, tão bem referendados na trilogia de Aragão.

João Álvares vem trabalhando já há alguns anos com o apoio de Pedro Ferrer, Diva Holanda e Lucivânio Jatobá, que são membros do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, a fim de permitir o registro dos principais fatos históricos ocorridos nas três últimas décadas. O livro, inclusive, está recheado com várias citações do Blog A VOZ DA VITÓRIA, presente no registro do cotidiano vitoriense nos últimos quatro anos. 

O evento foi prestigiado por inúmeras personalidades, a exemplo do Prefeito de Vitória – Elias Lira, Paulo Roberto – Diretor da FACOL, intelectuais e profissionais liberais. Com esta iniciativa João Álvares permite a continuidade do que defendeu José Aragão no passado, fazendo de Vitória de Santo Antão uma das únicas cidades que detém sua memória histórica totalmente escrita.

 

Fotos: José Sebastian.

 

 

Livro sobre a história da Vitória de Santo Antão é lançado nesta segunda-feira


Será lançado o livro História da Vitória de Santo Antão, relatando o período que corresponde os anos de 1983 a 2010, organizado pelo jornalista João Álvares. O evento de lançamento acontece hoje (19), às 20h, na Faculdade Osman Lins – FACOL.

O período que envolve três décadas da história do Município da Vitória de Santo Antão é um esforço em dar continuidade as três obras lançadas na década de 1980 pelo historiador José Aragão, onde esta obra retrata desde a criação da cidade em 1626 até os aspectos sociais, políticos, econômicos e da ordem urbana, tão bem referendados na trilogia de Aragão. 

João Álvares vem trabalhando já há alguns anos com o apoio de Pedro Ferrer e demais membros do Instituto Histórico, a fim de permitir o registro dos principais fatos históricos ocorridos nas três últimas décadas. O livro, inclusive, estar recheado com várias citações do Blog A VOZ DA VITÓRIA, presente no registro do cotidiano vitoriense nos últimos quatro anos.

SERVIÇO

Livro da História da Vitória de Santo Antão por João Álvares & Cia

Nesta segunda-feira (19), às 20h.

Local: FACOL.

 

Tapacurá fora das obras de prevenção


Leitor do Blog alerta quanto a questão das Enchentes em Vitória de Santo Antão.


O governo do Estado anunciou obras para conter enchentes, principalmente em Palmares, Barreiros e Água Preta. Nada mais justo. Mas fico perplexo pela exclusão de obras para prevenção de enchentes no Rio Tapacurá, que desde 1975 provoca tragédias em Vitória de Santo Antão.


Em 2005, as águas invadiram o Centro comercial, destruindo os estoques das lojas. No Bairro do 13, não ficou uma só casa em pé. Em junho de 2010, a prefeitura amargou prejuízo quando as águas varreram a área dos festejos juninos. Este mês, o Tapacurá subiu, desalojou centenas de pessoas e a Ponte do Galucho foi interditada.

Fica nosso apelo às autoridades para incluírem Tapacurá no mapa das obras.



por João de Albuquerque Alvares.

Revista Total entrega Prêmio a Mulheres que fazem a diferença em PE


O evento aconteceu na casa de recepções Maçã Verde, no Bairro do Livramento, em Vitória de Santo Antão, na noite de quinta-feira (05).
Um legado conquistado por dezenas de mulheres que marcaram o Estado foi lembrado pela Revista Total com o Prêmio “Mulheres que fazem a diferença”. As homenagens foram destinadas as profissionais que contribuem para o desenvolvimento de Pernambuco. A iniciativa foi coordenada pela equipe da Revista por intermédio de seu diretor Marcelo Mesquita.

O Prêmio foi entregue a 25 mulheres, prestigiadas por dezenas de personalidades do mundo político, empresarial e jornalístico de Pernambuco, os quais marcaram presença ciceroneados por Mesquita, o qual foi bastante elogiado pelo trabalho que têm desempenhado a frente da Revista Total.
Dentre as homenageadas registram-se a saber: Vereadora recifense Vera Lopes, Cleide Oliveira – Prefeita de Pesqueira, Wannessa Lima (Gazeta do Estado), Profa. Severina Moura, Lourdes Álvares (ex-Secretária de Educação), Osmarina Eventos, Graça Malheiros (FAINTVISA), Ana Elizabete (filha do ver. José Aglaílson), dentre outras.


por Lissandro Nascimento,
com Josimar Cavalcanti e José Sebastian.


Confira as fotos…

Homenagens e lançamento de livro marcam o 06 de maio


Na noite da quarta feira (06) foi realizada no Teatro Silogeu no Bairro Matriz em Vitória de Santo Antão, uma homenagem a alguns vitorienses, personalidades que contribuíram com a vida do Município.
Na Solenidade foi lembrada uma data importante para Vitória de Santo Antão, 6 de maio, dia em que é comemorado a elevação de Vitória, que passou da condição de Vila para cidade, processo este ocorrido em 1843.
Na oportunidade foi lançado o livro “José Augusto Férrer Sim, sim; Não, não.” escrito por Pedro Férrer, irmão do Ex-prefeito e ex-deputado vitoriense José Augusto Férrer, registrando sua biografia. No evento várias personalidades do Município e do Estado marcaram presença, entre políticos e empresários.
A solenidade marcou as comemorações dos 166 anos da elevação, sob a presidência da Senhora Eunice Xavier, do Instituto Histórico e Geográfico local.
Estiveram presentes o Prefeito Elias Lira (DEM), o Deputado Henrique Queiroz (PR), o Presidente da Câmara – Manoel de Holanda (PMDB), os Secretários Paulo Roberto e Alexandre Ferrer, Dorany Sampaio (PMDB), dentre outros.
O Maestro Aderaldo Avelino, o jornalista João Álvares e o Poeta Dilson Lira foram os vitorienses homenageados na passagem desta data.
Em seguida foi feita a aposição do retrato de José Ferreira da Costa (Ex vice-prefeito da Vitória), ainda contando com a palestra do professor Lucivânio Jatobá da UFPE.

Pontuando sua função histórica, nesta solenidade foram empossados quatro novos sócios efetivos do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, pelo qual o Diretor de Turismo do Município, Lissandro Nascimento, foi um dos sócios efetivados.

Após sofrer adiamento de seu lançamento, o livro do Diretor de Cultura – Pedro Ferrer, tratando da história política do ex-prefeito José Augusto Ferrer de Moraes, que se encontra internado no Hospital Português (Recife) teve seu lançamento com o título “José Augusto Ferrer sim, sim; não, não”, os quais todos os presentes receberam exemplares gratuitamente.
Segundo Paulo Roberto “este livro terá uma boa utilidade, certamente para os mais jovens, que não tiveram a chance de conhecer um homem feito Zé Augusto. Político sério, honesto, sobretudo sincero e que fez obras estruturadoras para o desenvolvimento da nossa terra”, destacou quando foi chamado para fazer as honras do lançamento da biografia do ex-prefeito.

por Cláudio Gomes e Genilda Alves/Rádio Tabocas FM.

Mesa Redonda com o Jornalista João Álvares‏


Na terça feira, 13 de janeiro, nas instalações do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória (IHGV), aconteceu uma mesa redonda em homenagem ao jornalista vitoriense João Albuquerque Álvares (1º D. foto), promovida pela Edições RUBROVEIO, na pessoa do também jornalista, Marcus Prado. Na ocasião, foi realizado uma retrospectiva dos 55 anos de dedicação à imprensa de Vitória de Santo Antão, oportunidade a qual, os convidados presentes fizeram perguntas a respeito da trajetória de vida do jornalista, ao longo dos anos, relevante aos serviços prestados a imprensa local.
Estiveram presentes, dentre outras pessoas, Helder Sóstenes (Diretor do Jornal Correio do Interior), Janaina e Vanessa Lima (Diretores da Gazeta do Estado), Lissandro Nascimento (Blog A Voz da Vitória), Severina Moura (professora), Gildo Espósito (empresário), Joaquim Lira (advogado), Luciene Freitas (escritora), dentre outros.
João Álvares iniciou o debate falando da importância do jornalismo impresso e relatando que iniciou esta atividade ainda garoto. “Fazer jornalismo no interior é uma atividade árdua pela falta de recursos, porém gratificante pelo serviço que é prestado a sociedade”. Frisou João Álvares. Em dado momento, João, relatou que em sua trajetória de vida teve duas atividades: jornalista e empresário. “Fui empresário apenas pelas circunstâncias de vida, já que o jornalismo não deu condições suficientes para que exercesse apenas esta atividade”, destacou Álvares. A mesa redonda foi finalizada com uma explanação do entrevistado sobre a importância de se dar continuidade ao jornalismo local pela nova geração. “Pelo nível das pessoas presentes, fico feliz pelo jornalismo de Vitória de Santo Antão continuar em boas mãos”, finalizou João Álvares.

Por Helder Sóstenes,
Com informações de CORREIO DO INTERIOR. 

Expulsão dos holandeses foi o ponto de debate da Mesa Redonda


Na sexta-feira (01/08) o Programa A VOZ DA VITÓRIA realizou a sua Mesa Redonda logo após ao meio-dia pela Rádio Tabocas FM abordando o tema: “363 anos da Batalha do Monte das Tabocas – O que teria acontecido se os holandeses tivessem ficado?”.

Participaram do debate os Historiadores e Membros do IHGV – Sr. João Álvares, e o Professor da FAINTVISA – Pedro Ferrer. Os quais fizeram um histórico das nuances daquele período de colonização dos portugueses e a chegada dos holandeses atraídos pelo comércio do açúcar, predominante na Capitania de Pernambuco. Na luta dos portugueses para se manter no Brasil Colônia, a história relata várias lutas sangrentas contra os invasores. Até as mulheres corajosas de Tejucupapo, em Goiânia, lutaram bravamente contra os holandeses e os venceram, heroicamente. Em Vitória de Sto. Antão não foi diferente: um pequeno grupo de soldados e voluntários das três raças, sob o comando de João Fernandes Vieira, no dia 03 de Agosto de 1645, aconteceu o 1º confronto entre brasileiros e holandeses, sendo que o batalhão do inimigo era maior e com grandiosa artilharia. Mesmo assim, foram derrotados. Diante deste contexto histórico, qual a importância histórica da Batalha das Tabocas para Vitória de Santo Antão e para o Brasil? Bem como os seus impactos positivos e negativos da expulsão dos holandeses?

Esse debate foi travado no Programa. O sr. João Alvares lembrou do arsenal de armas da época que foram tomados na Batalha e que serviram para melhor equipar os combatentes da Batalha dos Guararapes – em Jaboatão. Fez um relato histórico das nuances políticas, econômicas, culturais e religiosas do ano da Batalha. Preocupado com a secundarização do Parque Histórico pelo poder público ele lembrou que o único gestor que o valorizou foi o ex-prefeito José Joaquim da Silva em 1945. “Além de construir a Capela no Monte das Tabocas em cumprimento da promessa dos combatentes, em sua gestão, todos os anos, transferia a sede do poder do Município ao Monte para a semana comemorativa deste feito histórico”, ressaltou João Alvares.

Para Pedro Ferrer há todo um simbolismo em torno de Tabocas. “Pernambuco sempre foi o pioneiro em travar debates políticos. Porém pagamos caro por esta atitude. Faça um levantamento dos principais fatos históricos no País e iremos perceber o nosso Estado como apogeu deste aguerrimento político”, pontuou o Professor. “Consequência disso é que Pernambuco perdeu terras para outras Capitanias e a Ilha de Fernando de Noronha, que voltou para nós após a Constituição de 1988″, reforçou Álvares.

Sobre o fato dos vitorienses terem expulsados os holandeses, tanto Ferrer como Álvares foram concordantes, porém destacaram algumas ressalvas. “Colonização nunca foi bom para nenhum País. Pegue os exemplos de países que foram colonizados por holandeses, você não encontrará nestes maiores níveis de desenvolvimento econômico na atualidade”, afirmou Pedro Ferrer. Para João Álvares “a mistura de raças provou que deu certo e o Brasil é merecedor deste êxito. Vale lembrar que os holandeses também só queriam explorar nossas riquezas e não devemos esquecer que eles foram devidamente indenizados para se retirar do Brasil definitavamente”, concluiu. “Considero que os portugueses foram menos dilapidadores de nossas riquezas do que os holandeses”, finalizou Ferrer.

Apresentação: Lissandro Nascimento.
Produção: Jáder Siqueira.
Equipe: Felipe Siqueira, Genilda Alves e Gilberto Júnior.
Fotos: Gilberto Lorena.
Colaboração: Josué Correia.